Atividade

100387 - Abril FFLCH 2021 - Arthur à prova do tempo: O Ciclo Arturiano entre Passado e Presente

Período:
Segunda 19:00 às 21:00
Quarta 19:00 às 21:00
Sexta 19:00 às 21:00
 
Descrição: Ementa geral: Apresentar e discutir as apreensões do conteúdo arturiano (Matière de Bretagne e as narrativas inscritas nela, como Tristão e Isolda) ao longo do período medieval (Idade Média central e Baixa Idade Média) e também durante a contemporaneidade (séculos XX e XXI).

Coordenadora: Profa. Dra. Ana Paula Tavares Magalhães Tacconi (DH/USP)

Profs. ministrantes:
Ana Carolina Pedroso Alteparmakian (USP)
Beatriz Breviglieri Oliveira (Universidade de Lisboa)
Isadora Cristine Martins (USP)
Luan Lucas Araújo Morais (UFF)
Matheus Campos (UFG)
Mauricio Albuquerque (UFPel)
Roberta Bentes (UFPR)

Aulas:

1. PROSAS LATINAS NO SÉCULO XII: REINVENÇÕES DE ARTHUR NO
IMAGINÁRIO POLÍTICO ANGLO-NORMANDO
Data: 12/04/2021
Profa. Isadora Martins (USP)
Ementa: À luz da conquista normanda da Inglaterra e da fusão dos dois territórios
sob um mesmo corpo político no século XI, vamos observar as tensões decorridas
desse novo arranjo e as fissuras culturais que emergem e se estendem até o século
XII. Territórios distantes do centro, como Gales, estão sendo disputados em
dinâmicas de conquista pelos monarcas plantagenetas.
Nesse contexto, estudaremos a emergência de cronistas latinos que se dedicam a
resgatar e dar novos sentidos à figura de Arthur no século XII, coroando-o como um
rei justo e gentil, e descrevendo amplamente seus sucessos bélicos. Projeções de
Arthur em fontes como A História dos Reis da Bretanha, de Geoffrey de Monmouth,
e a Instrução do Príncipe, de Geraldo de Gales, apresentam-no como um herói
poderoso, fazendo coro ao receio que os monarcas anglo-normandos tinham em

relação a sua figura, principalmente por conta de manifestações de messianismo
régio.
Discutiremos o problema do messianismo medieval do ponto de vista teórico-
conceitual e analisaremos a posição dos cronistas diante dessas manifestações,
assim como os papéis que desempenham no campo político como atores que
habitam as fronteiras do Império Angevino.
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2. A ASCENSÃO E QUEDA DE ARTHUR: O CICLO ARTURIANO GALÊS NOS
TEXTOS DO MABINOGION
Data: 14/04/2021
Prof. Matheus Campos (UFG).
Ementa: Nesta seção, conheceremos dois textos arturianos galeses: Culhwch e
Olwen e O Sonho de Rhonabwy. De autoria desconhecida, as obras foram
coletadas de dois manuscritos galeses dos séculos XVI e XV e não há precisão
quanto ao seu local e momento de produção. Culhwch e Olwen tem como foco o
cumprimento de 40 tarefas impostas a Culhwch, como condição para seu
casamento com Olwen. O jovem é primo de Arthur, imperador da Grã-Bretanha, que
toma frente em algumas aventuras e que reúne diversos guerreiros na realização
dos trabalhos. O Sonho de Rhonabwy oferece uma representação diferente: Arthur
não é líder valoroso, não deseja entrar em combates, prefere jogos a enfrentar seus
inimigos e desdenha dos homens que protegem a Ilha. Neste sentido, analisaremos
os textos considerando o seu provável contexto de criação, dialogando com outras

produções arturianas insulares. Também traçaremos comparações entre as obras, a
fim de demonstrar diferentes percepções e mudanças nas representações de Arthur
e sua corte. Por fim, pretendemos ressaltar como, em momentos diferentes, Arthur
deixou de ser um grande guerreiro, passando a um monarca esvaziado de poder.
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3. RAMIFICAÇÕES DA MATIÈRE DE BRETAGNE: O CICLO DE TRISTÃO E
ISOLDA NO CONTEXTO ANGEVINO
Data: 16/04/2021
Profa. Ana Carolina Pedroso Alteparmakian (USP)
Ementa: Nesta aula exploraremos, de maneira panorâmica, o desenvolvimento do
ciclo de Tristão e Isolda - interligado à Matéria da Bretanha - no contexto angevino
de Henrique II, Plantageneta, rei da Inglaterra (1154-1189). Para tal, trabalharemos
o ciclo tristânico a partir de uma das versões pioneiras da legenda, a de Thomas da
Inglaterra, produzida por volta de 1170, possivelmente na corte henriquina.
Buscaremos abordar a apreensão da estoire de Tristão e Isolda a partir da
elucidação de aspectos contextuais do período, os quais encontram no Roman de
Tristan, de Thomas, um ponto de entrecruzamento: florescimento da poesia lírica
em langue d’oc (o chamado fin’amor) e posterior desenvolvimento do roman em
verso nas regiões ao norte da França, na langue d’oil (francês arcaico). Tais
movimentos podem deter ligações com o panorama sociopolítico em curso durante
o século XII; com a efervescência política e religiosa ocasionada pela Reforma
Clerical dos séculos XI e XII, delinearam-se hipóteses, na academia, sobre as
motivações que podem ter engendrado a apreensão de um material de resquícios
folclóricos pagãos, como a narrativa tristânica.

Referências:
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4. O CICLO TRISTANIANO ENTRE A PERIFERIA E O CENTRO DA LENDA
ARTURIANA: CONTINUIDADES E RUPTURAS NOS ESPAÇOS CONTINENTAIS
E INSULARES (SÉCULOS XII-XIII)
Data: 19/04/2021
Ministrante: Prof. Me. Luan Morais (UFF)
Ementa: O objetivo desta aula será discutir o ciclo tristaniano em suas
manifestações continentais e insulares, abordando, sobretudo, a incorporação
definitiva das narrativas tristanianas ao Ciclo de Artur no século XIII. Para tanto,
iniciaremos o debate com a discussão acerca de uma das principais versões
continentais da lenda, o poema de Béroul (c. 1160-1170), produzido na região norte
da França, bem como suas correlações com substratos irlandeses que o permeiam.
Ademais, buscaremos situar o contexto de produção e desenvolvimento do Tristão
em prosa (século XIII) e sua interligação com as narrativas arturianas em um
cenário de cristianização da Matéria da Bretanha e a busca por uma unidade
narrativa acerca do Ciclo Arturiano.
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5. ECOS ARTURIANOS NA FIGURA DO REI RICARDO CORAÇÃO-DE-LEÃO
(1157-1199)
Data: 23/04/2021
Ministrante: Profa. Ma. Roberta Bentes (UFPR)
Ementa: Nesta aula, teremos como prioridade apresentar a figura do rei inglês
Ricardo Coração de Leão e como este bebeu da mitologia e lenda arturiana para a
sua figura régia. Passando pelas fontes “Historia Regum Britanniae” de Geoffrey of
Monmouth (1095-1155) de 1138, e o “Roman de Brut” ou “Geste des Bretons” de
Wace (1110-1174) de 1155, teremos contato com Matéria da Bretanha. A presença
de Arthur como personagem principal dessas narrativas, apresenta também o ideal
de um rei guerreiro, largo, sábio e piedoso, características que eram procuradas e
apresentadas a príncipes para o seu destino real. Nossa hipótese tem o amparo no
conceito de cultura intermediária de Hilário Franco Júnior e na ideia de que Arthur
conseguia atingir tanto as camadas populares como as nobres, encarnando uma
figura messiânica régia na concepção de Christopher M. Berard.
Bibliografia:
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6. THOMAS MALORY, A LENDA ARTURIANA E O LONGO SÉCULO XV INGLÊS
Data: 28/04/2021
Ministrante: Profa. Ma. Beatriz Breviglieri Oliveira (Universidade de Lisboa)

Ementa: Nessa aula, exploraremos como eixo principal a representação do rei, as
concepções de poder régio e virtudes pautadas nos ideais de cavalaria, tendo como
base os estudos de Ernst Kantorowicz (1997) e John Watts (1996) e sua corte no
século XV inglês a partir do imaginário arturiano e a contemporaneidade da obra de
sir Thomas Malory, Le Morte d’Arthur, produzida no final do século durante o
período conhecido dentro da historiografia como Guerras das Rosas. Sendo assim,
também exploraremos como eixo secundário as questões e conflitos políticas,
sociais e dinásticos presentes no “longo” século XV inglês, como apresentado por
Rosemary Horrox (2003), a fim de entendermos a importância da figura monárquica

e sua representação tanto na cultura e memória, como efetivamente no exercício
político e diplomático do período.
Referências:
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d’Arthur. Gainesville: University of Florida Press, 2003.
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Middle Ages Series). Londres: Palgrave, 2002.
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English. The Arthurian Legend in Medieval English Life and Literature. (Arthurian
Literature in the Middle Ages II).Cardiff: University of Wales Press, 2001, pp. 55-57.
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Romance in Late Medieval England. (Arthurian Studies LXVI). Cambridge: D.S. Brewer,
2006.
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Ad.(Ed.) The Cambridge Companion to the Arthurian Legend. Cambridge: Cambridge
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7. “UMA VEZ REI, SEMPRE REI”: A RECEPÇÃO DO MITO ARTURIANO À LUZ
DO NEOMEDIEVALISMO (1937 – 2017)
Data: 30/04/2021
Ministrante: Me. Mauricio Albuquerque (UFPel)
Ementa: Desde a década de 1930, com o surgimento da indústria cultural e dos
meios de comunicação de massa, a matéria de Bretanha foi alvo de constantes
revisitações e releituras. Nos quadrinhos, na literatura pulp, no cinema, nas
radionovelas, na fantasia, nas séries de TV, no Heavy Metal, o mito arturiano
garantiu sua sobrevivência nos séculos XX e XXI por meio de nova linguagens e
representações, muitas delas que “refletem” grande parte das tensões políticas,
sociais e até historiográficas de suas respectivas épocas. Neste sentido, o encontro
busca 1) traçar um panorama das principais produções midiáticas dos séculos XX e
XXI que tratam do ciclo arturiano; 2) apresentar a noção de neomedievalismo – um
instrumento teórico-metodológico importantíssimo para pensar a recepção do
medievo nos dias atuais; e) tentar avaliar que (novos) significados são construídos
para o mito arturiano a partir destas produções. Nosso estudo se centrará nas obras
Prince Valiant (1937), de Hal Foster, Monty Python and the Holy Grail (1975),
Camelot 3000 (1982), de Mike W. Barr e Brian Bolland, King Arthur (2004), de
Antoine Fuqua, e King Arthur: The Legend of The Sword (2007), de Guy Ritchie.
Referências:
BISHOP, Chris. Medievalist Comics and the American Century. Jackson: University
Press of Mississipi, 2016. BROWN, Harry. Baphomet Incorporated, a Case Study. IN:
Studies in Medievalism
ECO, Umberto. Viagens na Irrealidade Cotidiana. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira,
1984.
FITZPATRICK, KellyAnn. Reproducing Neomedievalism. IN: Studies in Medievalism XX:
Defining Neomedievalism(s) II. Suffolk, V. 20, N. 2, p. 11 – 20, 2011.
KELLNER, Douglas. A Cultura da Mídia. Baurú: EDUSC, 2001.
LE GOFF, Jacques. Heróis e Maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.
MACEDO, José Rivair. Cinema e Idade Média: Perspectivas de Abordagem. 166 In:
MACEDO, José Rivair; MONGELLI, Lênia Márcia. A Idade Média no Cinema. São Paulo:
Fapesp, 2009.

MARSHALL, David. Mass Market Medieval: Essays on the Middle Ages in Popular
Culture. Jefferson: McFarland, 2007. MARSHALL, David. Neomedievalism, Identification
and the Haze of Medievalisms. IN: Studies in Medievalis.
SELLING, Kim. “Fantastic Neomedievalism”: The Image of the Middle Ages in Popular
Fantasy. IN: David Ketterer. Flashes of the Fantastic: Selected Essays From the War of
the World Centennial, Nineteenth International Conference on the Fantastic in Arts.
Wesport: Greenwood Publishing Group, 2004.
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Cornelia Funke. Pandaemonium Germanicum. São Paulo, vol. 19, n. 29, pp.1 – 20, 2016.
VADILLO, Mónica Ann Walker. Comic Book Featuring in the Middle Ages. Itinéraires, 2010
-3/ 2010, p. 153 – 163.

Carga Horária:

20 horas
Tipo: Obrigatória
Vagas oferecidas: 100
 
Ministrantes: Ana Carolina Pedroso Alteparmakian
Beatriz Breviglieri Oliveira
Isadora Cristine Martins
Luan Lucas Araújo Morais
Matheus de Paula Campos
Mauricio da Cunha Albuquerque
Roberta Macedo da Gama Bentes


 
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