Atividade

102768 - Videoarte: do filme experimental ao smartphone

Período:
Quinta 16:00 às 18:00
 
Descrição: Ementa:
Este curso visa a oferecer aos alunos uma perspectiva histórica e estética que conjumina tendências da Arte Moderna e o surgimento dos dispositivos cinematográficos, da película ao telefone celular, de maneira que o participante esteja apto a compreender as relações evolutivas desde o cinema experimental dos anos 1920, passando pelo surgimento da câmera de vídeo analógico e chegando aos dispositivos portáteis capazes de servirem como ferramentas artísticas. Além disso, o percurso histórico visa a apresentar trabalhos diversos desde os dadaístas, passando pelas novas vanguardas de grupos como Fluxus, artistas brasileiros como Letícia Parente e Rafael França até realizadores recentes, como Well Darwin e Marcelo Gomes.

Programa:
1 - Vanguardas Históricas: de uma tela à outra, parte 1
- as relações da arte, no fim do século 19 e início do século 20, com o surgimento de dispositivos mecânicos, como fotografia e cinema, e suas representações, que migraram da tela do artista para a tela do cinema. Em especial será visto como o Expressionismo traduz uma civilização em franca decadência a partir dos grupos Die Brücke e Der Blaue Reiter e os filmes alemães do pós-guerra, como "O gabinete do Dr. Caligari" (1920) e "Nosferatu" (1922).

2 - Vanguardas Históricas: de uma tela à outra, parte 2
- os movimentos dadaísta e surrealista e como a radicalização do uso da imagem em movimento consolidaram o filme abstrato e artístico.

3 - Fluxus e as novas tecnologias
- Com o surgimento das câmeras analógicas portáteis, o artista conceitual passa a contar com uma nova ferramenta que não é apenas voltada à produção de sentido, mas à conservação de uma arte efêmera e muitas vezes deslocada no contexto da arte em museus e galerias.

4 - Videoarte no Brasil
- no início doa anos 1970, quando Jom Tob Azulay traz a primeira Sony Portapack ao Brasil, diversos artistas, no Rio de Janeiro, passaram a emprestar o equipamento para produzirem experimentos performáticos e narrativos. Em São Paulo, o MAC-USP também adquiriu um equipamento do mesmo modelo, o que possibilitou a extroversão da nova linguagem em larga escala. Nesta aula, serão abordados trabalhos de vários artistas presentes no acervo do MAC, além de encerrar com uma reflexão sobre os celulares, que hoje são muito mais tecnológicos e acessíveis, provando-se capazes de serem ferramentas para uma nova geração de artistas híbridos.

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Carga Horária:

8 horas
Tipo: Obrigatória
Vagas oferecidas: 40
 
Ministrantes: Donny Correia da Silva


 
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