Atividade

105013 - Psicofarmacologia Clínica 2022

Período:
Domingo 00:00 às 23:59
Segunda 00:00 às 23:59
Terça 00:00 às 23:59
Quarta 00:00 às 23:59
Quinta 00:00 às 23:59
Sexta 00:00 às 23:59
Sábado 00:00 às 23:59
 
Descrição: JUSTIFICATIVA DO CURSO Introdução Desde tempos imemoriais sabe-se que substâncias químicas introduzidas no organismo podem modificar estados psíquicos. Álcool, ópio, haxixe, cocaína e alucinógenos foram amplamente utilizados pelas mais diversas civilizações, associados as práticas de cura, de união com os deuses e com o sagrado, de revelações e também puramente hedonistas.
Em 1860, o químico alemão Albert Nieman extraiu da folha de coca seu alcalóide, a cocaína, que foi comercializada 20 anos depois, e seus efeitos terapêuticos como estimulante e no tratamento da dependência a morfína foram sugeridos. Em seguida foi utilizada nas patologias psiquiátricas mais diversas, como para combater a histeria, a hipocondria, os distúrbios da melancolia e o estupor.
Todavia, somente na década de 1950 o uso de fármacos com eficácia no tratamento psiquiátrico foi comprovada dando inicio a moderna Psicofarmacologia.
A introdução da Clorpromazina por Delay e Denicker em 1952 foi o início da moderna Psicofarmacologia e o marco de uma revolução na terapêutica psiquiátrica que acabou por afetar o conjunto das ciências e a visão que o Homem tem de si mesmo.
Em 1960, com a introdução do clordiazepóxido iniciava-se a era dos benzodiazepínicos que vieram a substituir, com grandes vantagens, os barbitúricos no tratamento farmacológico dos estados de ansiedade.
Na década de 70 ocorreu a difusão do uso de sais de lítio e de medicações inicialmente utilizadas na epilepsia (carbamazepina e ácido valproico) como estabilizadores do humor.
Nos anos 80 foram introduzidos na terapêutica os neurolépticos chamados atípicos e uma nova classe de antidepressivos, os ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina).
Nos anos 90 proliferaram os ISRS e foram lançados os IRSN (inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina) e os ISRN (inibidores seletivos de recaptação da noradrenalina).
O uso de fármacos no tratamento de distúrbios psiquiátricos tem se tornado mais preciso com a evolução e precisão dos diagnósticos clínicos. Também, o conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos nas ações dos psicotrópicos tem contribuído para o entendimento das bases neuroquímicas destes distúrbios, o que levou a criação das disciplinas de Biologia Psiquiátrica e Psicofarmacologia.

OBJETIVO Oferecer a profissionais e estudantes na área de saúde/ filosofia informações sobre os mecanismos fisiopatológicos e bioquímicos relacionados a ocorrência de distúrbios psiquiátricos e os fármacos utilizados no tratamento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ATUALIZADAS
Aizenstein ML – Fundamentos para o Uso Racional de Medicamentos 3ª edição, 2016. Elsevier, Brasil.
Avorn J.- Teaching clinicians about drugs - 50 years later, whose job is it? N Engl J Med 2011 March 31; 364(13): 1185.
Cipolle CL et al. - Consistent standarts in medication use: the need to care for patients from research to practice. J Am Pharm Assoc 2006, 46:205.
Oates JA- The science of drug therapy In: Brunton LL, Lazo JS, Parker KL eds. Goodman & Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics 11ed. New York McGraw-Hill 2006: 117.



CRONOGRAMA DO CURSO

DATA • TEMAS
25/04/2022 • Introdução a Farmacologia do Sistema Nervoso Central
02/05/2022 • A comunicação no sistema Nervoso Central
09/05/2022 • Fatores e mecanismos moleculares relacionados a ocorrência de tolerância e dependência aos fármacos
16/05/2022 • Etilismo: dependência e tratamento
23/05/2022 • Farmacologia dos sedativos e hipnóticos
30/05/2022 • Tratamento farmacológico da depressão e dos transtornos de ansiedade
06/06/2022 • Tratamento farmacológico das psicoses
13/06/2022 • Fármacos psicoestimulantes: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

Carga Horária:

24 horas
Tipo: Obrigatória
Vagas oferecidas: 300
 
Ministrantes: Moacyr Luiz Aizenstein


 
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