Atividade

73458 - A construção do centro de São Paulo (1877-1954)

Período:
Segunda 18:30 às 20:30
Sábado 09:00 às 13:00
 
Descrição: 12/9 - AULA 1
Compreender a arquitetura, pensar a cidade, reconhecer seu patrimônio I
Parâmetros de compreensão da arquitetura, do urbanismo e do patrimônio, entendidos como parte da história cultural da cidade.

19/9 - AULA 2
A cidade de taipa e sua expansão [meados do século 19]
Em meados do século XIX, notam-se os primeiros impulsos transformadores que alteram a paisagem urbana: a fundação da Academia de Direito (1847), o surgimento da imprensa, a implantação das linhas férreas, a presença de estrangeiros e ex-escravos em busca de seu lugar na cidade. É nesse momento que ocorrem as primeiras reformas classicizantes nas antigas construções de taipa, e se impõe a necessidade de cruzar o Anhangabaú, levando à construção do Viaduto do Chá.

26/9 - AULA 3
Ecletismo como índice da modernidade [fim do século 19, início do 20]
A vontade modernizadora posterior à Independência, à abolição e à proclamação da República se materializa numa arquitetura eclética de inspiração europeia que remodela o centro. O vale do Anhangabaú deixa de ser os fundos da cidade para se tornar um cartão postal, a sua face moderna, com os novos edifícios que o circundam: Teatro Municipal, Palacetes Prates, Edifício dos Correios e Telégrafos, entre outros.

03/10 - AULA 4
Primeira verticalização [décadas de 1920 e 1930]
A necessidade de se intervir num centro já congestionado gera alguns planos e intervenções urbanísticas, como o Perímetro de Irradiação (1924) e a Praça do Patriarca (1926). Nota-se também uma primeira verticalização que se sobrepõe à cidade eclética recém construída, criando novos cartões postais em que os primeiros arranha-céus – Sampaio Moreira, Martinelli, etc – são retratados. Intervenções de maior porte, quando a região da República já é compreendida como centro, culminam no Plano de Avenidas (1930).

08/10 – AULA 5
Caminhos urbanos: arquitetura, cidade e educação patrimonial I
VISITA AO CENTRO VELHO
Percurso pelas bordas da colina histórica, partindo do Pátio do Colégio, em direção a Sé, Carmo, Boa Vista, São Bento, Libero Badaró, Patriarca, São Francisco, São Bento, viaduto Boa Vista e Pátio do Colégio. Visita aos edifícios do Pátio do Colégio e Sampaio Moreira.

10/10 – AULA 6
Segunda verticalização [décadas de 1940 e 1950]
Um segundo período de verticalização é parte do processo de metropolização da cidade, com a expansão e consolidação da mancha urbana, a diversificação das atividades econômicas, a vinda de novos fluxos migratórios e o significativo aumento da população, gerando uma nova face moderna para São Paulo. Edifícios modernistas povoam a paisagem do centro velho e do centro novo, conformando uma nova área de investimentos.

22/10 - AULA 7
Caminhos urbanos: arquitetura, cidade e educação patrimonial II
VISITA AO CENTRO NOVO
Percurso a partir do Viaduto do Chá, Teatro Municipal, São João, Ipiranga, Praça da República, São Luís, Praça Dom José Gaspar, Rua Marconi, Teatro Municipal. Visita ao Teatro Municipal e à Biblioteca Mario de Andrade.

24/10 - AULA 8
Compreender a arquitetura, pensar a cidade, reconhecer seu patrimônio II
Pensar os desafios do patrimônio no centro de uma cidade que congrega diversas camadas, inúmeras imagens e que formulou sua identidade na destruição do passado e no elogio do novo.

Ementa

Apresentar o processo de formação e desenvolvimento de São Paulo, considerando não apenas a sua materialidade, através dos edifícios e planos urbanos, mas os significados simbólicos que o seu patrimônio construído assumiu ao longo da história. O período abordado neste módulo vai de 1877, quando se idealiza o Viaduto do Chá e a colina histórica se torna o núcleo de uma cidade que começa a se expandir, até 1954, quando nas comemorações do seu IV Centenário de Fundação, nota-se um momento-chave da modernização. Tomando estes dois marcos temporais como balizas, do período inicial de expansão de São Paulo até a sua configuração metropolitana, das construções de taipa aos arranha-céus de concreto armado, podemos notar como várias imagens da cidade vão surgindo, por vezes obliterando as anteriores, por outras convivendo, dando conta das disputas e das ambiguidades que o próprio discurso da modernidade compreende.

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FILMES
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“São Paulo SA”, Luís Sergio Person, 1965.

Carga Horária:

20 horas
Tipo: Obrigatória
Vagas oferecidas: 32
 
Ministrantes: Ana Claudia Scaglione Veiga de Castro
Joana Mello de Carvalho e Silva


 
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