Atividade

80058 - História e escravidão no romantismo brasileiro

Período:
Terça 14:30 às 16:30
 
Descrição: AULA 1 (17/10) – A crítica ao sistema escravagista no fragmento Meditação (1850) de Gonçalves Dias

Na prosa poética inacabada Meditação (1850), Gonçalves Dias converge a dura crítica à escravidão enquanto fundamento econômico da sociedade oitocentista à defesa do trabalho livre, que acreditava ser condição para o desenvolvimento da jovem nação, por meio da valorização de uma essência mítica indígena da cultura brasileira, encontrada incólume apenas no período prévio à violenta conquista portuguesa, difusora de vícios morais às culturas ameríndias. Esta aula visa refletir sobre os procedimentos literários empregados na caracterização das figuras do índio e do negro, tendo em vista o período de composição da obra marcado por tensões políticas posteriores à aprovação do Aberdeen Act (1845) e à turbulência das revoltas regenciais.

AULA 2 (24/10) – José de Alencar e a escravidão: uma leitura da peça Mãe (1862) a partir de seus escritos políticos

Propõe-se realizar na aula uma análise da peça de teatro Mãe (1862) de José de Alencar a partir dos escritos políticos do próprio autor sobre escravidão, especificamente as cartas enviadas ao imperador D. Pedro II entre 1867 e 1868, as quais ganharam destaque no cenário acadêmico após a organização e publicação de Tamis Parron, em 2008, com o título Cartas a favor da escravidão. O estudo se justifica devido ao aumento do interesse de estudiosos em pesquisar a relação entre José de Alencar e a escravidão, como notamos nos recentes trabalhos publicados em cursos de pós-graduação de áreas diversas, em parte na esteira da repercussão da obra de Parron. Nesse sentido, o curso possibilitará o contato do público em geral com um dos principais textos do teatro alencariano, Mãe, assim como com suas cartas. Ambas as obras ainda são pouco conhecidas fora da academia e constituem material essencial para os estudos da relação do autor com a questão escravagista.

AULA 3 (31/10) – O tempo do rei e o IHGB. Sátira das Memórias de um Sargento de Milícias (1854) à perspectiva historiográfica do IHGB

A obra Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, é tida pela critica especializada como representativa, em forma de alegoria, de questões tipicamente nacionais. Antonio Candido, por exemplo, defende que as ações do romance se passariam, de um modo geral, num trânsito constante entre o lícito e o ilícito, a lei e o crime, de maneira que a percepção sobre os limites entre um e outro seja embotada. O crítico sustenta que o romance compõe uma espécie de realismo antecipado e involuntário, mas sem o rigor e o compromisso com a realidade empírica do realismo escola, em que se apresenta um quadro mais amplo das esferas sociais e suas contradições. Ao invés de buscar apontar uma relação direta entre os fatos de sua narrativa e a existência histórica, Manuel Antônio de Almeida traça antes um paralelo entre o modo como suas personagens se relacionam e a maneira como a sociedade brasileira de seu tempo opera: oscilando entre a ordem e a desordem. Ocorre que a ordem de que trata o romance é a do tempo do rei e que os fatos relacionados a esse momento histórico são todos objetos do riso. Levando isso em conta, Manuel Antônio defendia, ao que tudo indica, um ponto de vista de liberalismo republicano, encarregado de apontar os limites da monarquia brasileira e a falácia do discurso oficial da coroa, difundido principalmente pelo IHGB, que apregoava um Brasil em progresso contínuo. Na sociedade pintada nas Memórias se vê uma população inábil e indolente, distante dos ideais da ilustração, justamente porque os liberais radicais viam a ignorância generalizada do povo brasileiro como consequência do despotismo do governo monárquico. Assim, tudo indica que grande parte das situações risíveis do romance escarneçam justamente a exaltação da monarquia que se via no discurso otimista do IHGB, patrocinado oficialmente pelo estado monárquico brasileiro, empenhado a difundir esse discurso. Acresce que os temas do IHGB giravam em torno de questões relacionadas à formação de nossa identidade nacional: língua, território, índio e passado colonial. Temas caros à ficção romântica nacional. O instituto abrigava escritores românticos, como Gonçalves de Magalhães e Joaquim Manuel de Macedo, que contribuíam na elaboração de seus periódicos. É importante que se destaque que havia desentendimentos entre membros do IHGB sobre os temas destacados acima. Parte dessas discordâncias se davam entre historiadores do instituto e escritores românticos, que, de modo geral, não compartilhavam com uma visão que pretendia alijar o índio de sua humanidade e que se vangloriava da herança política e cultural portuguesa sobre o império. A aula se propõe a analisar onde se posicionavam as Memórias dentro dessas discussões e como sua posição se configura no texto.

AULA 4 (07/11) – O complexo do “salvador branco” e o discurso da exceção em A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães

A polêmica figura desta escrava branca persiste no imaginário social brasileiro, sendo continuamente reelaborada em versões televisivas e cordéis. Vários estudiosos apontam o apagamento da africanidade da personagem, deslocada no enredo para um contexto de problemas e “soluções” formuladas pelas elites brancas. Distanciada das personagens negras do livro, às quais o narrador do romance continuamente a contrapõe como ser de exceção, Isaura perde muito de sua centralidade em cena a partir da inserção de seu par romântico, o “filantrópico” senhor Álvaro. Nesta aula, propõe-se a reflexão sobre a noção de beleza propagada no romance de Bernardo Guimarães, bem como a respeito do tropo do salvador branco, recorrente em narrativas literárias e cinematográficas que tematizam encontros e choques culturais, escritas sob uma perspectiva europeizante da realidade.

AULA 5 (14/11) – Da renúncia conservadora à combatividade épica: o díptico A Cachoeira de Paulo Afonso (1876) e A República de Palmares (inacabada) de Castro Alves

Esta aula objetiva apresentar e discutir aspectos da poética negra de Castro Alves (1847-1871) por meio da análise dos poemas A Cachoeira de Paulo Afonso e A República de Palmares, que comporiam um projeto inacabado de uma obra íntegra a respeito do negro escravizado. As temáticas da denúncia dos horrores da escravidão, do republicanismo e da iminência das revoltas escravas e populares surgem nos poemas como resposta a questões históricas e políticas prementes das últimas décadas do Segundo Reinado, reverberando, ainda, ecos dos poemas do livro d’Os Escravos numa revisitação de conjuntos metafóricos previamente empregados em trilhas temáticas compartilhadas.

AULA 6 (21/11) – O “Orfeu de carapinha”, a “musa da Guiné” e a “marimba”: revisão crítica do romantismo e da tradição literária em Primeiras Trovas Burlescas (1859), de Luiz Gama

Valendo-se da sátira, em Primeiras Trovas Burlescas, Luiz Gama promove uma revisão crítica da tradição literária segundo a perspectiva de um eu poético negro. Nesta aula, interessa-nos pensar o redimensionamento de figuras da mitologia grega, a mescla estilística e, em especial, o lugar dessa voz poética assumida enquanto negra no contexto do romantismo brasileiro. Podemos pensar a revisão e revisitação da tradição literária como mais uma modalidade de viagem reflexiva, na qual Orfeu, aquele que empreende uma jornada aos subterrâneos, adota aqui a carapinha que alude a sua perspectiva sobre o mundo, e troca a emblemática lira plasmadora do real pela provocativa marimba. A mescla entre traços biográficos e ficção, teoria e criação, é frequente nas dramatizações poéticas de viagem interior do sujeito moderno, em busca de sentidos para o mundo e para si mesmo.


AULA 7 (28/11) - O Guesa Errante e a virtude dos “rebéis fugidos”: temas e imagens da escravidão na poesia de Joaquim de Sousândrade

A aula proporá a análise da temática da escravidão na lírica de Sousândrade, em poemas como “A Maldição do Cativo” e “O Casal Paterno (Victoria)” de Harpas Selvagens (1853), e em O Guesa (1867-ca. 1887), onde ela se torna presente nos vários cantos do poema, não apenas como inseparável de uma história familiar e senhorial, figurada com contornos subjetivos e dramáticos, ou como questão nacional premente naquelas décadas, mas também como fenômeno dimensionado à escala da história mundial. Se a escravidão não se constitui em tema central em O Guesa, ela está, ao mesmo tempo, por toda parte no poema: na imagem desolada dos escravos africanos, rotos e andrajosos, nos confins amazônicos (Cantos II e III), nos quilombos da Vitória e em seus “rebéis fugidos” (Canto V); em seu Canto VI, no qual a posse de escravos e sua perda surge como motivadora do ressentimento para com D. Pedro II e para com a monarquia; no relato fragmentário da passagem do poeta pela Senegâmbia,em 1854 (Canto VII); na travessia pelas Antilhas e na exaltação à revolução Haitiana e a Toussaint-Louverture (Canto IX), e nos Estados Unidos da tumultuada Reconstrução, pós-guerra civil (Canto X). Essas múltiplas incidências temáticas, no entanto, não chegam a formar um todo coerente no poema, e talvez nem pudessem. Se Sousândrade como poeta foi um republicano convicto e contrário à escravidão, a enunciação poética em O Guesa é permeada de ambiguidades e contradições, sujeita à pressão de transformações históricas que deixaram suas marcas e pontos cegos num poema composto ao longo de mais de vinte anos, os mesmos processos que fizeram dele um poema exemplarmente significativo.


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Carga Horária:

14 horas
Tipo: Obrigatória
Vagas oferecidas: 100
 
Ministrantes: Daniel de Queiroz Nunes
Giovanna Gobbi Alves Araújo
Jussara Maria Menezes Quadros
Loildo Teodoro Roseira
Manuella Miki Souza Araujo


 
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