Atividade

90604 - Encontro USP Escola: Lei 11.645/08: algumas estratégias de trabalho na educação básica

Período:
Segunda 08:00 às 17:00
Terça 08:00 às 17:00
Quarta 08:00 às 17:00
Quinta 08:00 às 17:00
Sexta 08:00 às 17:00
 
Descrição: Proposta :
Lei 11.645/08: algumas estratégias de trabalho na educação básica
O Curso “Lei 11.645: algumas estratégias de trabalho na educação básica” é orientado para apresentar e debater materiais e propostas acerca de culturas e histórias de povos nativos do território brasileiro. Prioriza o trabalho com cultura material, expressões artísticas, documentação textual e iconográfica, considerando procedimentos de análise das obras e seus usos. É voltado para professores da educação básica e está em conformidade com os pressupostos da lei 11.645/08.
O curso faz parte do Programa Geral do 18º Encontro USP-ESCOLA, será realizado em julho de 2019. O encontro reúne professores de diversas disciplinas da educação básica, com temas e abordagens orientados pela lei 11.645/08, que determina a obrigatoriedade do ensino dos conteúdos referentes às histórias e culturas dos povos afro-brasileiros e indígenas. No curso serão priorizadas abordagens sobre as populações indígenas e suas interações no contexto brasileiro. Com isso, pretende-se não apenas propiciar a atualização de conhecimentos, como também a troca de experiências entre as vivências e práticas educacionais de professores e as diferentes propostas desenvolvidas na USP.

Objetivos:
Potencializar a difusão do protagonismo indígena na educação básica; atender a lei 11.645/08; ressaltar o protagonismo e participação das populações indígenas nos processos de construção da sociedade brasileira e discutir as estratégias utilizadas por eles na interação com outros segmentos da sociedade. Além disso, o curso visa discutir os materiais didáticos disponíveis, comumente utilizados para trabalhar com o tema, e a necessidade da elaboração de materiais didáticos que ressaltem e valorizem esses grupos.

Bibliografia de referência comentada:
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na história do Brasil. São Paulo: FGV, 2010. (Autora discute revisão historiográfica sobre estudos relativos aos grupos indígenas que vivem no Brasil e destaca a necessidade de definição de conceitos que contemplem o protagonismo indígena).
BICALHO, Poliene Soares dos Santos. Protagonismo Indígena no Brasil: Movimento, Cidadania e Direitos (1970-2009). Tese de Doutorado em História Social, Universidade de Brasília, 2010. (autora aborda a criação e ações do Movimento Indígena a partir da década de 1970, ressaltando o protagonismo dessas populações frente à sociedade nacional).
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas Hibridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 2013. (Autor discute o conceito de hibridismo cultural).
COMISSÃO PRÓ-ÍNDIO. Cadernos da Comissão Pró-Índio/SP nº 1: A Questão da Emancipação. São Paulo: Global Editora e Distribuidora Ltda, 1979. (A publicação aborda as ações empreendidas pelas populações indígenas após as propostas de modificações do Estatuto do Índio no final da década de 1970).
COMISSÃO PRÓ-ÍNDIO. A Questão da Educação Indígena. São Paulo: Brasiliense. 1981. (O livro apresenta estudos de casos sobre escolas diferenciadas indígenas criadas a partir da mobilização das comunidades).
DUPRAT, Déborah. O marco temporal de 5 de outubro de 1988: TI Limão Verde. In: Cunha, Manuela Carneiro da; Barbosa, Samuel (Orgs). Direitos dos povos indígenas em disputa. São Paulo: Unesp, 2018. (O artigo discute sobre a condição das populações indígenas durante o período da ditadura civil militar e discorre sobre a importância da Constituição Federal como garantia para a demarcação das terras e demais aspectos necessários para a sobrevivência dos povos indígenas que vivem no território brasileiro).
FERNANDES, Antonia; SANTOS, Eva Aparecida; SANTOS, Patrícia, PELLARES, Renata. Experiências docentes: Subprojeto História/Capes/Pibid/USP. Revista História Hoje, v. 4,n. 7, p. 205-222, 2015. (Autoras discutem sobre propostas de ensino da temática indígena no ensino básico e ressaltam a necessidade da realização de atividades diagnósticas com os alunos antes de iniciar o trabalho).
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. São Paulo: Cia. das Letras, 1994. (autor destaca como o conhecimento dos povos indígenas foram fundamentais para a ampliação do território brasileiro).
LADEIRA, Maria Inês; AZANHA, Gilberto. Os índios da Serra do Mar. São Paulo: Nova Stella Editorial, 1988. (aborda as estratégias utilizadas pelos Guarani para continuar ocupando os territórios tradicionalmente ocupado e suas ações frente a especulação imobiliária).
LADEIRA, Maira Inês. Espaço geográfico Guarani Mbya: significado, constituição e uso. Maringá: Eduem; São Paulo: Edusp. 2008. (Discute estratégias de resistência dos grupos indígenas do litoral do estado de São Paulo para manter sua cultura).
LAGROU, Els. Arte ou artefato? Agência e significado nas artes indígenas. Revista Proa, n°02, vol.01, 2010. http://www.ifch.unicamp.br/proa. (Nesse artigo a pesquisadora atenta ao fato de algumas manifestações artísticas terem ‘status’ de arte enquanto outras são consideradas apenas artefato. O objetivo não é discutir ou determinar o que deve ser arte ou artesanato, mas nos fazer refletir como visões pré-concebidas e equivocadas podem determinar essas classificações).

Carga Horária:

40 horas
Tipo: Obrigatória
Vagas oferecidas: 25
 
Ministrantes: Eva Aparecida dos Santos


 
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