Disciplina Discipline ARQ5023
O Contexto Arqueológico e a Interpretação de Vestígios

Archaeological contexts and the interpretation of remains

Área de Concentração: 71131

Concentration area: 71131

Criação: 09/11/2018

Creation: 09/11/2018

Ativação: 09/11/2018

Activation: 09/11/2018

Nr. de Créditos: 4

Credits: 4

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
4 1 1 10 semanas 10 weeks 60 horas 60 hours

Docente Responsável:

Professor:

Marcia Angelina Alves

Objetivos:

1. Refletir sobre a importância da evidenciação do Empírico em uma dimensão espacial, temporal, como eixo condutor da pesquisa de campo em arqueologia pré-histórica. 2. Refletir sobre as relações entre métodos de evidenciação do Empírico e os sistemas analíticos da cultura material pré-histórica.

Objectives:

1. Reflection on the importance of empirical evidence in the spatial and temporal dimensions as the driving force behind field research in prehistoric Archaeology. 2. Refletion on the relations between empirical methods of evidence and the analytical systems of prehistoric material culture.

Justificativa:

A arqueologia é concebida como ciência social e a pré-história é analisada como a única disciplina que estuda as sociedades extintas, sem escrita, através da evidenciação e interpretação dos dados empíricos; assim sendo, a análise dos contextos é fundamental na reconstituição do passado de sociedades primitivas e desaparecidas.

Rationale:

Archaeology is conceived as a social science and Pre-History is analyzed as the only subject that studies extinct nonliterate societies through the evidentiation and interpretation of empirical data; likewise, the contextual analysis is fundamental in reconstitucting past primitive and gone societies.

Conteúdo:

1) Apresentação do curso: objetivo, proposta, métodos indutivo e hipotético-dedutivo x pesquisa empírica de campo; conceito e natureza dos propósitos da arqueologia – Problemas a serem abordados: a) A arqueologia é a ordenação dos dados empíricos? b) Restringe-se à classificação dos vestígios e das possíveis relações que mantêm entre si? c) Seus restos materiais são produtos da ação social? d) Arqueologia é informação? É conhecimento? Como elaborar o conhecimento? e) Como processar a informação? 2) Métodos indutivo e hipotético-dedutivo nas pesquisas arqueológicas; 3) Paradigma do particularismo histórico-culturalista; 4) Paradigmas do histórico-culturalismo e do processualismo; 5) Paradigma pós-processualista; 6) Arqueologia como ciência social; 7) Evidenciação e interpretação das estruturas (contextos) arqueológicas; 8) As abordagens teórico-metodológicas no estudo da documentação arqueológica; 9) Cadeias operatórias e sistemas tecnológicos; 10) Emprego de métodos físicos e químicos na análise da documentação arqueológico.

Content:

1) Course presentation: goals, proposal, inductive and hypothetical-deductive methods x empirical field research; concept and nature of the purposes of archeology - Problems to be addressed: a) Is Archaeology the ordering of empirical data? b) Does it restrict itself to the classification of remains and possible relations between them? c) Are material remains a product of social action? d) Is Archaeology information? Is it knowledge? How to elaborate knowledge? e) How to process the information? 2) Inductive and hypothetical-deductive methods in archaeological research; 3) Paradigm of historical-cultural particularism; 4) Paradigms of historical-culturalism and processualism; 5) Post-processual paradigm; 6) Archaeology as a social science; 7) Evidence and interpretation of archaeological structures (contexts); 8) The theoretical-methodological approaches in the study of archaeological documentation; 9) Operational chains and technological systems; 10) Use of physical and chemical methods in the analysis of archaeological documentation.

Forma de Avaliação:

Realização de seminários e elaboração de um trabalho final escrito sobre um dos itens do programa.

Type of Assessment:

Seminars and a writen issue about one of the course’s topics.

Observação:

Bibliografia:

ALVES, M. A. Assentamentos e cultura material indígena anteriores ao contato. Erechim: Habilis Press Editora. 2013. ARNOLD, D. Ceramics theory and cultural process. Cambridge: CUD. 1985. BALFET, H. Des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris: CNRS. 1991. BOAS, F. A formação da antropologia americana 1883-1911 – antologia. STOCKING, George W. (org.). Rio de Janeiro: Contraponto, Editora UFRJ. 2004. BOURDIEU, P. Esboço de uma teoria da prática. Oeiras: Celta. 2012. COURBIN, P. Qu’est-ce que l’Archéologie? Essai sur la nature de la archéologie. Paris: Payot. 1982. DELAPORTE, H. Archéologie et réalité – Essai d’approche épistémologique. Paris: Picard. 1984. GALLAY, A. L’Archéologie demain. Paris: Édition Pierre Belfond. 1983. LEMONNIER, P. L’etude dês systemes techniques, une urgence en techonologie culturelle. Techniques et culture. Nlle. Serie, nº 1, p. 11-34. 1983. LEROI-GOURHAN, A. Evolução e técnicas: 1 – O homem e a matéria; 2 – O meio e as técnicas. Lisboa: Edições 70. 1984 (1943/45) LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia Estrutural. São Paulo: Ubu. 2017. MAUSS, M. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac Naify. 2008 (1950). MOURA, M. M. Celebração de Boas. O nascimento da Antropologia Cultura na obra de Franz Boas. Tese de Livre-docência junto à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. 2000. ORTON, C.; TYERS, P.; VINCE, A. Pottery in Archaeology. Cambridge: Cambridge University Press. 2013. RICE, P. M. Pottery Analysis: a sourcebook. Chicago e London: The University of Chicago Press. 1987. ROUSE, I. Migration in prehistory – inferring population movement from cultural remains. New Haven e Londres: Yale University Press. 1986. SCHIFFER, M. B.; SKIBO, J. M. The explanation of artifact variability. American Antiquity, v. 62, n. 1, p. 27-50. 1997. SHEPARD, A. O. Ceramics for the archaeologist. Washington: Carnegie Institution. 1963.

Bibliography:

ALVES, M. A. Assentamentos e cultura material indígena anteriores ao contato. Erechim: Habilis Press Editora. 2013. ARNOLD, D. Ceramics theory and cultural process. Cambridge: CUD. 1985. BALFET, H. Des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris: CNRS. 1991. BOAS, F. A formação da antropologia americana 1883-1911 – antologia. STOCKING, George W. (org.). Rio de Janeiro: Contraponto, Editora UFRJ. 2004. BOURDIEU, P. Esboço de uma teoria da prática. Oeiras: Celta. 2012. COURBIN, P. Qu’est-ce que l’Archéologie? Essai sur la nature de la archéologie. Paris: Payot. 1982. DELAPORTE, H. Archéologie et réalité – Essai d’approche épistémologique. Paris: Picard. 1984. GALLAY, A. L’Archéologie demain. Paris: Édition Pierre Belfond. 1983. LEMONNIER, P. L’etude dês systemes techniques, une urgence en techonologie culturelle. Techniques et culture. Nlle. Serie, nº 1, p. 11-34. 1983. LEROI-GOURHAN, A. Evolução e técnicas: 1 – O homem e a matéria; 2 – O meio e as técnicas. Lisboa: Edições 70. 1984 (1943/45) LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia Estrutural. São Paulo: Ubu. 2017. MAUSS, M. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac Naify. 2008 (1950). MOURA, M. M. Celebração de Boas. O nascimento da Antropologia Cultura na obra de Franz Boas. Tese de Livre-docência junto à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. 2000. ORTON, C.; TYERS, P.; VINCE, A. Pottery in Archaeology. Cambridge: Cambridge University Press. 2013. RICE, P. M. Pottery Analysis: a sourcebook. Chicago e London: The University of Chicago Press. 1987. ROUSE, I. Migration in prehistory – inferring population movement from cultural remains. New Haven e Londres: Yale University Press. 1986. SCHIFFER, M. B.; SKIBO, J. M. The explanation of artifact variability. American Antiquity, v. 62, n. 1, p. 27-50. 1997. SHEPARD, A. O. Ceramics for the archaeologist. Washington: Carnegie Institution. 1963.