Disciplina Discipline ARQ5032
Tradição e Contexto Arqueológico no Brasil

Tradition and archaeological context in Brazil

Área de Concentração: 71131

Concentration area: 71131

Criação: 09/02/2022

Creation: 09/02/2022

Ativação: 09/02/2022

Activation: 09/02/2022

Nr. de Créditos: 4

Credits: 4

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
4 1 1 10 semanas 10 weeks 60 horas 60 hours

Docente Responsável:

Professor:

Marcia Angelina Alves

Objetivos:

1. Oferecer aos alunos o conhecimento dos paradigmas associados à produção de conhecimentos em Arqueologia centrada em tradição (escola processualista) e contexto (escola etnográfica-estruturalista) produzidos por projetos acadêmicos desenvolvidos em várias regiões do Brasil. 2. Apresentar as tradições líticas e cerâmicas mais representativas da Arqueologia no Brasil e de contexto de líticos (de horizontes de caçadores-coletores) e cerâmicos (de populações agricultoras ceramistas) e de caçadores-pescadores.

Objectives:

1. Offer students knowledge on the paradigms associated with the production of knowledge in Archeology centered on tradition (processualist school) and context (ethnographic- structuralist school) produced by academic projects developed in various regions of Brazil. 2. Present the most representative lithic and ceramic traditions of archeology in Brazil and the context of lithic (from hunter-gatherer horizons) and ceramic (from potters-farmers populations) and hunter-fisherman contexts.

Justificativa:

A disciplina "Tradição e contexto arqueológico no Brasil";fornecerá aos alunos um quadro explicativo e comparativo da produção de conhecimento resultante de pesquisas de campo desenvolvidas no âmbito de projetos acadêmicos centrados nas escolas processualistas e etnográfica-estruturalista, o que provocará um olhar reflexivo sobre os procedimentos teóricos-metodológico em interfaces com a Etnologia Indígena.

Rationale:

The subject "Tradition and archaeological context in Brazil"; will provide students with an explanatory and comparative framework on production of knowledge resulting from field research carried out within academic projects centered on processualist and ethnographic- structuralist schools, which will provoke a reflexive look at the theoretical-methodological procedures in interfaces with Indigenous Ethnology.

Conteúdo:

1. Contexto arqueológico e particularismo cultural; 2. Contexto sistêmico; 3. Paisagem e Lugares Persistentes; 4. Pesquisas extensivas e intensivas de campo; 5. Áreas culturais e enclaves arqueológicos; 6. Tradições líticas e contextos de caçadores-coletores; 7. Tradições ceramistas de agricultores ceramistas e de pescadores-coletores; 8. Cadeias operatórias; 9. Sistema tecnológico; 10. Estilo e Particularismo cultural.1. Contexto arqueológico e particularismo cultural; 2. Contexto sistêmico; 3. Paisagem e Lugares Persistentes; 4. Pesquisas extensivas e intensivas de campo; 5. Áreas culturais e enclaves arqueológicos;

Content:

1. Archeological context and cultural particularism; 2. Systemic context; 3. Landscape and persistent places; 4. Extensive and intensive field research; 5. Cultural areas and archaeological enclaves; 6. Lithic traditions and hunter-gatherer contexts; 7. Ceramic traditions of potters-farmers and fisher-gatherers; 8. Chaînes opératoires; 9. Technological system; 10. Style and cultural particularism.

Forma de Avaliação:

Realização de seminários e elaboração de um trabalho final escrito sobre um dos itens do programa.

Type of Assessment:

Seminars and a written issue about one of the subject’s topics.

Bibliografia:

1. ALVES, M. A. Assentamentos e cultura material indígena anteriores ao contato no Sertão da Farinha Podre, MG, e Monte Alto, SP. Tese de Livre-Docência, MAE-USP, 2009; 2. BALANDIER, G. As dinâmicas sociais. In: . Sentido e poder. São Paulo: Difel: Difusão Editorial, 1976. p. 03-144. arqueologia brasileira em 1968); n.13, 1969 (relatório 3); n.15, 1971 (relatório 4); n.26, 1974 (relatório 5). 3. BALFET, H. Des chaînes opératoires, pour quoi faire? Sur Le concept de chaîne opératoire. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 11-30. 4. BALFET, H. Chaînes opératoire et organisation sociale du travail: quatre exemples de façonnage de poterie au Maghreb. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 87-96. 5. BALFET, H. Processus technique et chaînes opératoires. Comment les préhistoriens s'approprient un concept elabore par les ethnologues. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 101-117. 6. BINFORD, L. R. Methodological considerations of the arqchaeological use of ethnographic data. In: LEE, R. B.; DEVORE, I. (Eds.). Man the Hunter. Chicago: Aldone, 1968. p. 268-273. 7. COSGROVE, D. A geografia esta em toda parte: Cultura e simbolismo nas paisagens humanas. IN: CORRÊA, R. L. & ROZENDAHL, Z. (Orgs.). Paisagem, Tempo e Cultura. Rio de Janeiro: EDUERJ, PP. 92-123, 1998. 8. COSGROVE, D. Mundos de significados: geografia cultura e imaginação. IN: CORRÊA, R. L. & ROZENDAHL, Z. (Orgs.). Geografia cultural: uma antologia. Rio de Janeiro: Editora da UERJ, vol. 01, PP. 105-118, 2012. 9. CRESSWELL. R. Avant-propos: problématique ou la philosophie d'une recherche. In: ______. Prométhée ou Pandore?: propos de technologie culturelle. Paris: Editions Kimé, 1996. P. 1-42. 10. CRESSWELL. R. Recherche empirique et empirisme. In: L’Homme, hier et aujourd’hui: recueil d’études en homage à André Leroi-Gourhan. Paris: Cujas, 1973, pp. 753-762. 11. DESROSIERS, S. Sur le concept de chaíne opératoire. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 21-26. 12. DELAPORTE, Y. Le concept de variant dans l’analyse dês chaínes opératoires. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 27-30. 13. FAGUNDES, M. O conceito de estilo e sua aplicação em pesquisas arqueológicas. Canindé. Revista do Museu de Arqueologia de Xingó, Sergipe, Petrobrás/UFS, n. 4, dez. 2004. 14. LEMONNIER, P. La description des chaînes opératoires: contributions à l’analyse des systems techniques. Techniques et Culture, v. 1, p. 100-151, 1976. 15. LEMONNIER, P. L’éthude des systemes techniques, une urgence en technologie culturelle. Techniques et Culture, N. Série, v. 1, p. 11-34, 1983. 16. LEMONNIER, P. The study of material culture today; toward anthropology of technical systems. Journal of anthropological archaeology, 5, pp. 147-186, 1986. 17. LEMONNIER, P. Elements for an anthropology of technology. Michigan Research, 88, Museum of Anthropological Michigan, 1992. 18. LEMONNIER, P. Introduction. IN: LEMONNIER, P. (Org.). Technological choices: transformation in material culture since the Neolitic. London: Routledge, 2002. P. 01-35. 19. LEROI-GOURHAN, A. Le gest et parole - (1) Technique et langage (1964); (2) Le Memórie et les rythmes (1965). Paris, Editions Albin Michel. Tradução: O gesto e a palavra - tecnica e linguagem. Lisboa, tradutor Vitor Gonçalves, Edições 70, v.01 e 02, 1983. 20. LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia Estrutural Um. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989; (2) LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996. 21. MARTIN, Gabriela. Pré-história do nordeste do Brasil. 3.ed. Atual. Recife:UFPE, 1999. Cap.II: "Habitat e pré-história: o meio geográfico" e Cap. II: "Áreas arqueológicas do nordeste do Brasil". 22. MAUSS, M. Essai sur le don. Paris, Presses Universitaires de France, 1950. 6. 23. Relatórios do PRONAPA - Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas.Publicações Avulsas. Museu Paranese Emílio Goeldi, Belém, n.06, 1967 (relatório 1); n.10, 1969 (relatório 2); n.12, 1969 (relatório preliminar) 24. SACKETT, J. Style and ethnicity in archaeology: the core for isochrestism. In: CONKEY,M.W.& HASTORF, C. (editors). The uses of style in archaeology.Cambridge, Cambridge University Press, pp.32-43, 1990. 25. SCHLANGER, S. Recognizing Persistent Places in Anasazi Settlement Systems. IN: ROSSIGNOL & WANDSNIDER. Space, Time, and Archaeological Landscapes. New York and London: Plenum Press, pp. 91-112, 1992. 26. SCHIFFER, M. Contexto arqueológico y contexto sistêmico. Boletin de Antropologia Americana, n.22, pp. 81-93, 1990. 27. SCHIFFER, M.; SKIBO, J. The explanation of artifact variability. American Antiquity, 62 (1), pp. 27-50, 1997. 28. STOCKING, Jr., George W. (Org. e introd.). Introdução, parte 1: as premissas da antropologia de Boas e pontos de vista antropológicos básicos. In: BOAS, F. A. A formação da antropologia Americana – 1883-1911. Antologia. Rio de Janeiro: Contraponto Ed. UFRJ, 2004. p. 15-98.

Bibliography:

1. ALVES, M. A. Assentamentos e cultura material indígena anteriores ao contato no Sertão da Farinha Podre, MG, e Monte Alto, SP. Tese de Livre-Docência, MAE-USP, 2009; 2. BALANDIER, G. As dinâmicas sociais. In: . Sentido e poder. São Paulo: Difel: Difusão Editorial, 1976. p. 03-144. arqueologia brasileira em 1968); n.13, 1969 (relatório 3); n.15, 1971 (relatório 4); n.26, 1974 (relatório 5). 3. BALFET, H. Des chaînes opératoires, pour quoi faire? Sur Le concept de chaîne opératoire. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 11-30. 4. BALFET, H. Chaînes opératoire et organisation sociale du travail: quatre exemples de façonnage de poterie au Maghreb. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 87-96. 5. BALFET, H. Processus technique et chaînes opératoires. Comment les préhistoriens s'approprient un concept elabore par les ethnologues. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 101-117. 6. BINFORD, L. R. Methodological considerations of the arqchaeological use of ethnographic data. In: LEE, R. B.; DEVORE, I. (Eds.). Man the Hunter. Chicago: Aldone, 1968. p. 268-273. 7. COSGROVE, D. A geografia esta em toda parte: Cultura e simbolismo nas paisagens humanas. IN: CORRÊA, R. L. & ROZENDAHL, Z. (Orgs.). Paisagem, Tempo e Cultura. Rio de Janeiro: EDUERJ, PP. 92-123, 1998. 8. COSGROVE, D. Mundos de significados: geografia cultura e imaginação. IN: CORRÊA, R. L. & ROZENDAHL, Z. (Orgs.). Geografia cultural: uma antologia. Rio de Janeiro: Editora da UERJ, vol. 01, PP. 105-118, 2012. 9. CRESSWELL. R. Avant-propos: problématique ou la philosophie d'une recherche. In: ______. Prométhée ou Pandore?: propos de technologie culturelle. Paris: Editions Kimé, 1996. P. 1-42. 10. CRESSWELL. R. Recherche empirique et empirisme. In: L’Homme, hier et aujourd’hui: recueil d’études en homage à André Leroi-Gourhan. Paris: Cujas, 1973, pp. 753-762. 11. DESROSIERS, S. Sur le concept de chaíne opératoire. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 21-26. 12. DELAPORTE, Y. Le concept de variant dans l’analyse dês chaínes opératoires. IN: BALFET, H. Observer l'action technique - des chaînes opératoires, pour quoi faire? Paris, CNRS, 1991. PP. 27-30. 13. FAGUNDES, M. O conceito de estilo e sua aplicação em pesquisas arqueológicas. Canindé. Revista do Museu de Arqueologia de Xingó, Sergipe, Petrobrás/UFS, n. 4, dez. 2004. 14. LEMONNIER, P. La description des chaînes opératoires: contributions à l’analyse des systems techniques. Techniques et Culture, v. 1, p. 100-151, 1976. 15. LEMONNIER, P. L’éthude des systemes techniques, une urgence en technologie culturelle. Techniques et Culture, N. Série, v. 1, p. 11-34, 1983. 16. LEMONNIER, P. The study of material culture today; toward anthropology of technical systems. Journal of anthropological archaeology, 5, pp. 147-186, 1986. 17. LEMONNIER, P. Elements for an anthropology of technology. Michigan Research, 88, Museum of Anthropological Michigan, 1992. 18. LEMONNIER, P. Introduction. IN: LEMONNIER, P. (Org.). Technological choices: transformation in material culture since the Neolitic. London: Routledge, 2002. P. 01-35. 19. LEROI-GOURHAN, A. Le gest et parole - (1) Technique et langage (1964); (2) Le Memórie et les rythmes (1965). Paris, Editions Albin Michel. Tradução: O gesto e a palavra - tecnica e linguagem. Lisboa, tradutor Vitor Gonçalves, Edições 70, v.01 e 02, 1983. 20. LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia Estrutural Um. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989; (2) LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996. 21. MARTIN, Gabriela. Pré-história do nordeste do Brasil. 3.ed. Atual. Recife:UFPE, 1999. Cap.II: "Habitat e pré-história: o meio geográfico" e Cap. II: "Áreas arqueológicas do nordeste do Brasil". 22. MAUSS, M. Essai sur le don. Paris, Presses Universitaires de France, 1950. 6. 23. Relatórios do PRONAPA - Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas.Publicações Avulsas. Museu Paranese Emílio Goeldi, Belém, n.06, 1967 (relatório 1); n.10, 1969 (relatório 2); n.12, 1969 (relatório preliminar) 24. SACKETT, J. Style and ethnicity in archaeology: the core for isochrestism. In: CONKEY,M.W.& HASTORF, C. (editors). The uses of style in archaeology.Cambridge, Cambridge University Press, pp.32-43, 1990. 25. SCHLANGER, S. Recognizing Persistent Places in Anasazi Settlement Systems. IN: ROSSIGNOL & WANDSNIDER. Space, Time, and Archaeological Landscapes. New York and London: Plenum Press, pp. 91-112, 1992. 26. SCHIFFER, M. Contexto arqueológico y contexto sistêmico. Boletin de Antropologia Americana, n.22, pp. 81-93, 1990. 27. SCHIFFER, M.; SKIBO, J. The explanation of artifact variability. American Antiquity, 62 (1), pp. 27-50, 1997. 28. STOCKING, Jr., George W. (Org. e introd.). Introdução, parte 1: as premissas da antropologia de Boas e pontos de vista antropológicos básicos. In: BOAS, F. A. A formação da antropologia Americana – 1883-1911. Antologia. Rio de Janeiro: Contraponto Ed. UFRJ, 2004. p. 15-98.

Tipo de oferecimento da disciplina:

Presencial

Class type:

Presencial