Disciplina Discipline ARQ5108
Métodos de Campo em Arqueologia: Teoria e Prática

Field methods in archaeology: Theory and practice

Área de Concentração: 71131

Concentration area: 71131

Criação: 17/12/2018

Creation: 17/12/2018

Ativação: 17/12/2018

Activation: 17/12/2018

Nr. de Créditos: 4

Credits: 4

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
2 8 0 6 semanas 6 weeks 60 horas 60 hours

Docente Responsável:

Professor:

Astolfo Gomes de Mello Araujo

Objetivos:

Esta disciplina visa apresenta aos alunos as ligações fundamentais entre teoria, métodos e técnicas, permitindo que as práticas de campo sejam entendidas e praticadas de maneira crítica.

Justificativa:

A Arqueologia é uma disciplina que não pode prescindir de um entendimento do trabalho de campo como fonte básica da pesquisa. Seja quando trabalham com dados secundários, advindos de escavações antigas, ou quando produzem seus próprios dados, os arqueólogos precisam desenvolver uma postura crítica e teoricamente embasada a respeito dos métodos e técnicas empregados.

Conteúdo:

1) Definições gerais: teoria, método, técnica, 2) Definições gerais: ciência, senso-comum 3) Definições específicas: Sítio arqueológico, cultura, dados 4) A teoria por trás de métodos e técnicas de campo e laboratório 5) Interdisciplinaridade: Arqueologia e suas irmãs 6) Prática de campo: escavação 7) Prática de campo: operação de instrumentos de topografia 8) Prática de campo: prospecção arqueológica em superfície 9) Prática de campo prospecção arqueológica em subsuperfície 10) Prática de laboratório: curadoria de materiais arqueológicos

Forma de Avaliação:

A nota do aluno se dará por meio de quatro modalidades de avaliação: Resumos de textos (R), exercícios práticos (E), caderno de campo (C) e trabalho final (T).

Observação:

Duas semanas serão destinadas ao trabalho de campo. Nestas semanas os alunos deverão permanecer em campo em período integral devido às características das atividades. Esta disciplina tem forte carga teórica, o que inclui noções de Arqueologia Evolutiva e teoria de classificação. Os alunos estritamente interessados em métodos são desaconselhados a se inscreverem. Todos os exercícios e resumos serão individuais. Será dada nota individual ao caderno de campo, avaliando a clareza e relevância das anotações, bem como seu potencial informativo. O trabalho final, também individual, será composto por um relatório minucioso das atividades realizadas, com fotografias, croquis, cartas e quaisquer outros meios gráficos necessários para expressar os resultados obtidos em campo, além de referências bibliográficas pertinentes. A parte prática será dividida em campo e laboratório. O campo envolverá escavação e prospecção arqueológica, e o laboratório atividades de curadoria. O aluno deve se certificar de que terá disponibilidade para participar do campo (em torno de 9 dias).

Bibliografia:

Araujo, A.G.M. 1995. Peças que descem, peças que sobem e o fim de Pompéia: algumas observações sobre a natureza flexível do registro arqueológico. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia 5: 3-25. Araujo, A. G. M. 1999. As geociências e suas implicações em teoria e métodos arqueológicos. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia¬, Anais da I Reunião Internacional de Teoria Arqueológica na America do Sul. Suplemento 3, pp 35-45. Araujo, A.G.M. 2002. Destruído pelo Arado? Revista de Arqueologia, vol 14/15. pgs 7-28 Banning, E.B. 2000. The Archaeologist´s Laboratory: The Analysis of Archaeological Data. Interdisciplinary Contributions to Archaeology. Springer. Courbin, P. 1987. André Leroi-Gourhan et la technique des fouilles. In: Bulletin de la Société préhistorique française, tome 84,n°10-12, 1987. Études et Travaux / Hommage de la SPF à André Leroi-Gourhan. pp. 328-334. Dunnell, R.C. 1982. Science, social science, and common sense: The agonizing dilemma of modern archaeology. Journal of Anthropological Research 38: 1-25. Dunnell, R.C. 2007. Classificação em Arqueologia. EDUSP. Dunnel, R.C.; Dancey, W.S. 1983 The siteless survey: a regional scale data collection strategy. Advances in Archaeological Method and Theory 6: 267-287. Foley, R. 1981. Off-site archaeology: an alternative approach for the short-sited. Pattern of the Past - Studies in Honour of David Clarke,editado por I. Hodder; G. Isaac & N. Hammond. Cambridge University Press, 443 pp. Francovitch, R.; Patterson, H. (eds.). 2000. Extracting Meaning from Ploughsoils. Oxford, Oxbow Books, 266p. Goldberg, P.; Mcphail, R. 2007. Practical and Theoretical Geoarchaeology, Malden, MA: Blackwell Publishing, Oxford. Graesch, A. P. 2009. Fieldworker experience and single-episode screening as sources of data recovery bias in archaeology: a case study from the central Pacific Northwest Coast. American antiquity, 74(4), 759-779. Gray, J. 2011. A Anatomia de Gray. Editora Record. Hawkins, A. L., Stewart, S. T., & Banning, E. B. 2003. Interobserver bias in enumerated data from archaeological survey. Journal of Archaeological Science, 30(11), 1503-1512. Krakker, J. J., Shott, M.J. & Welch, P.D. 1983 Design and evaluation of shovel - test sampling in regional archaeological survey. Journal of Field Archaeology 10:469-480. Lewarch, D. E.; O'Brien, M. J. 1981. The expanding role of surface assemblages in archaeological research. Advances in Archaeological Method and Theory 4: 297-342. Lyman, R. L. 2012. A historical sketch on the concepts of archaeological association, context, and provenience. Journal of Archaeological Method and Theory, 19(2), 207-240. Lyman, R.L.; O´Brien, M.J. 2004. Nomothetic science and idiographic history in twentieth-century Americanist anthropology. Journal of the History of the Behavioral Sciences, Vol. 40(1), 77–96. Mayr, E. 1961. Cause and effect in biology. Science 134: 1501-1506. Mayr, E. 1992. The idea of teleology. Journal of the History of Ideas 53(1):117-135. Mayr, E. 1997. What is science? In: Mayr, E. This is Biology: The Science of the Living World. Harvard University Press, pp. 24-44. McManamon, F.P. 1984 Discovering sites unseen. Advances in Archaeological Method and Theory 7:223-292. McPherron, S. P.; Dibble, H. L.; Goldberg. P. 2005.“Z.”. Geoarchaeology, 20(3), 243-262. Riris, P. 2017. Towards an artefact's-eye view: Non-site analysis of discard patterns and lithic technology in Neotropical settings with a case from Misiones province, Argentina. Journal of Archaeological Science: Reports, v. 11, p. 626-638. Villa, P. 1982 . Conjoinable pieces and site formation processes. American Antiquity 47(2):276-290. Werner, D. 1997. O Pensamento de Animais e Intelectuais. Florianópolis, Editora UFSC.