Disciplina Discipline ARQ5113
Geoarqueologia de depósitos antropogênicos

Geoarchaeology of anthropogenic deposits

Área de Concentração: 71131

Concentration area: 71131

Criação: 08/05/2019

Creation: 08/05/2019

Ativação: 08/05/2019

Activation: 08/05/2019

Nr. de Créditos: 4

Credits: 4

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
2 2 2 10 semanas 10 weeks 60 horas 60 hours

Docente Responsável:

Professor:

Ximena Suarez Villagran

Objetivos:

Treinar os/as alunos/as nos diferentes métodos e abordagens interpretativas possíveis no estudo geoarqueológico de depósitos antropogênicos.

Justificativa:

A geoarqueologia é uma das disciplinas com maior potencial resolutivo no estudo dos processos de formação de sítios arqueológicos. Conhecer os processos humanos e naturais que atuaram e ainda atuam na formação e transformação dos sítios é fundamental para contextualizar e validar as análises dos diferentes tipos de achados (e.g. artefatos, esqueletos humanos, fauna, macro e micro-restos botânicos, amostras de carvão ou sedimento para datação etc.). Os depósitos antropogênicos são especialmente ricos em informação sobre culturas humanas por se tratarem de elementos formados, muitas vezes inteiramente, pela ação antrópica no passado. Esta ação pode ser consequência de: estratégias de construção de elementos visíveis na paisagem (como sambaquis monumentais, geoglifos, cerritos, earthen mounds, tesos,plataformas cerimoniais etc.); ocupações recorrentes em um mesmo lugar, ou efêmeras, mas de grande aporte sedimentar (e.g. sítios em cavernas ou abrigos rochosos, aldeias, sambaquis, terras pretas amazônicas, micro-relevos etc.); ou inclusive de atividades específicas que deixam marcas peculiares e reconhecíveis no terreno e no substrato (e.g. estruturas de combustão, fossas funerárias, cremações, fornos etc.). Ao longo do curso, serão apresentados diferentes exemplos de depósitos antropogênicos nos quais o estudo geoarqueológico trouxe informações inéditas para entender a dinâmica humana e natural envolvida na formação dos sítios. Serão discutidos artigos científicos publicados em revistas internacionais que representam as abordagens mais contemporâneas na geoarqueologia de depósitos antropogênicos. Os/as alunos/as serão capazes, no final do curso, de discriminar as problemáticas que a geoarqueología é capaz de resolver de acordo à natureza e às características de diferentes tipos de depósitos antropogênicos, assim como de propor as ferramentas de análise (métodos e técnicas) com potencial para resolver esses problemas.

Conteúdo:

O curso consiste em dez aulas divididas em um módulo teórico de discussão de textos e apresentação de casos de estudo, e um módulo prático de de bases de dados de análises de sedimentos arqueológicos. Os temas que serão tratados em cada aula do curso são: 1) Depósitos/ sedimentos antropogênicos, definição e alcances interpretativos; 2) Earthen mounds, cerritos e plataformas em terra; 3) Middens, concheiros e sambaquis; 4) Terras pretas amazônicas; 5) Dark earths medievais; 6) Arquitetura com tijolos de adobe; 7) Arquitetura em turfa; 8) Depósitos arqueológicos em cavernas e abrigos rochosos; 9) Estruturas de combustão; 10) Componentes antropogênicos em sedimentos arqueológicos.

Forma de Avaliação:

Participação nas discussões durante as aulas práticas e teóricas, baseada nas leituras indicadas. Apresentação de um seminário individual sobre um dos artigos q

Observação:

Bibliografia:

BERNA, F. 2004. Solubilities of bone mineral from archaeological sites: The recrystallization window. Journal of Archaeological Science 31(7): 867-882. KARKANAS, P. 2019. Reconstructing archaeological sites. Wiley Blackwell, Hoboken. FRIESEM, D. 2013. Where are the roofs? A geo-ethnoarchaeological study of mud brick structures and their collapes processes, focusing on the identification of roofs. Archaeological and Anthropological Sciences 6: 73-92. MENTZER, S. 2014. Microarchaeological approaches to the indentification and interpretation of combustion features in prehistoric archaeological sites. Journal of Archaeological Method and Theory 21(3): 616-668. MONIER, G. 2018. A review of infrared spectroscopy in microarchaeology: Methods, applications, and recent studies. Journal of Archaeological Science: Reports 18: 806-823. NICOSIA, C. &STOOPS, G. 2017. Archaeological soil and sediment micromorphology. Wiley Blackwell, Hoboken. SHAHACK-GROSS, R. 2017. Archaeological formation theory and geoarchaeology: State-of-the-art in 2016. Journal of Archaeological Science 79: 36-43 GOLDBERG, P.; SHERWOOD, S. 2006. Deciphering human prehistory through the geoarchaeological study of cave sediments. Evolutionary Anthropology: Issues, news and reviews 15: 20-36. VILLAGRAN, X. 2010. Estratigrafias que falam: Geoarqueologia de um sambaqui monumental. Annablume, Sao Paulo. SHIILITO, L.M.; MATTHEWS, W.; ALMOND, M.; BULL, I. 2011. The microstratigraphy of middens: capturing daily routine in rubbish at Neolithic Catalhõyük, Turkey. Antiquity 85: 024-1038. WEINER, S. 2009. Microarchaeology: Beyond the visible archaeological record. Cambridge University Press, Cambridge.