Disciplina Discipline ARQ5116
Fitólitos e grãos de amido na Arqueologia

Phytoliths and starch grains in archaeology

Área de Concentração: 71131

Concentration area: 71131

Criação: 16/06/2020

Creation: 16/06/2020

Ativação: 16/06/2020

Activation: 16/06/2020

Nr. de Créditos: 2

Credits: 2

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
12 2 1 2 semanas 2 weeks 30 horas 30 hours

Docentes Responsáveis:

Professors:

Ximena Suarez Villagran

Jennifer Georgina Watling

Objetivos:

Apresentar aspectos técnicos e teóricos das análises de fitólitos e grãos de amido e suas aplicações na Arqueologia.

Justificativa:

A análise de microvestígios botânicos é uma área crescente dentro da Arqueologia brasileira e no próprio MAE-USP, que conta com um novo laboratório dedicado à área. Este curso fornecerá uma introdução profunda de dois tipos de microvestígio – fitólitos e grãos de amido – para os apresentar técnica e praticamente através de aulas teóricas e no microscópio, e discutir suas aplicações dentro da Arqueologia.

Conteúdo:

As aulas serão divididas entre o MAE e a sala de microscopia (sala 108) do Instituto de Geociências (IGc). Realizaremos aulas teóricas, onde serão apresentados os fundamentos de cada método e discutidos os textos que compõem a leitura individual semanal. As aulas práticas terão foco na identificação de diferentes plantas para poder compreender o que significam os conjuntos arqueológicos e paleoambientais. Aula 1 (MAE): Introdução aos fitólitos e grãos de amidos Aula 2 (IGC): Como identificar fitólitos e grãos de amido, com exemplos práticos Aula 3 (MAE): Métodos: coleções de referência, análise artefatual, análise de solos e sedimentos Aula 4 (IGC): Aplicações na subsistência humana: domesticação, agricultura, culinária Aula 5 (MAE e IGC): Aplicações na reconstrução de vegetação: paleoambiente, paleoclima, impactos antropogênicos.

Forma de Avaliação:

A avaliação será feita através de um teste prática que acontecerá na segunda metade da última aula do curso.

Observação:

Bibliografia:

Obrigatória: Barboni, D. et al. (1999): Phytoliths as paleoenvironmental indicators, West Side Middle Awash Valley, Ethopia. Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology 152 (1-2), 87-100 Crowther, A., et al. (2014) Documenting contamination in ancient starch laboratories. Journal of Archaeological Science 49, 90-104 Harvey, E. L. & Fuller, D. Q. (2005) Investigating crop processing using phytolith analysis: the example of rice and millets. Journal of Archaeological Science 32, 739-752 Henry, S. G. et al. (2009): Changes in starch grain morphologies from cooking. Journal of Archaeological Science 36, 915-922 McMichael. C. H. et al. (2012) Sparse pre-Columbian human habitation in western Amazonia. Science 335, 1429 Mercader, J., et al. (2008): Middle Stone Age starch acquisition in the Nassa Rift Valley, Mozambique. Quaternary Research 70, 283-300 Pearsall, D. (2015): Paleoethnobotany: A Handbook of Procedures. London: Routledge. Capítulos 5 & 6. Piperno, D. R. (2006): Phytoliths: A Comprehensive Guide for Archaeologists and Palaeoecologists. Capítulos 1 & 2 Piperno, D. R. (2009): Identifying crop plants with phytoliths (and starch grains) in Central and South America: a review and an update of the evidence. Quaternary International 193, 146-159 Torrence, R. & Barton, H. (eds) 2006. Ancient Starch Research. Walnut Creek: Leftcoast Press. Capítulo 2 Watling, J., et al. (2017): Impact of pre-Columbian “geoglyph” builders on Amazonian forests. Proceedings of the National Academy of Sciences 114, 1868-1873 Complementar: Boyadjian, C. et al. (2016) Dieta no sambaqui Jabuticabeira-II (SC): Consumo de plantas revelado por microvestígios provenientes de cálculo dentário. LEPAARQ XIII (25) Corteletti, R. et al. (2016): Análise de grãos de amido e fitólitos nas terras altas do Sul do Brasil: repensando a economia e mobilidade de grupos proto-Jê meridionais. LEPAARQ XIII (25) Gardiman, G. G. et al. (2016): A morfologia dos vasos Jê na produção de cauim de milho em Vereda III: uma proposição. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia 27, 111-120 Hilbert, L. et al. (2017): Evidence for mid-Holocene rice domestication in the Americas, Nature Ecology and Evolution 1, 1693-1698 Horrocks, M. (2005): A combined procedure for recovering phytoliths and starch residues from soils, sedimentar deposits and similar materials. Journal of Archaeological Science 32, 1169-1175 ICSN (2011): International Code for Starch Nomenclature. http://fossilfarm.org Korstanje, M. A. & Cuenya, P. (2010): Ancient agriculture and domestic activities: a contextual approach studying sílica phytoliths and other microfossils in soils. Environmental Archaeology 15 (1), 43-63 Madella, M. et al. (2005): International Code for Phytolith Nomenclature. Annals of Botany 96, 253-260 Madella, M. & Lancelotti, C. (2012): Taphonomy and phytoliths: a user manual. Quaternary International 275, 76-83