Disciplina Discipline CMU6014
Análise Musical: Motivos, Conjuntos, Vozes Condutoras e Objetos Musicais

Musical Analysis Focusing on Motives, Sets, Voice Leadings and Musical Objects

Área de Concentração: 27157

Concentration area: 27157

Criação: 16/05/2018

Creation: 16/05/2018

Ativação: 22/05/2018

Activation: 22/05/2018

Nr. de Créditos: 7

Credits: 7

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
3 2 2 15 semanas 15 weeks 105 horas 105 hours

Docentes Responsáveis:

Professors:

Adriana Lopes da Cunha Moreira

Claudio Horacio Vitale

Objetivos:

Prática analítica musical com foco no estudo e manipulação de motivos segundo Schoenberg (2015 [1967]), conjuntos conforme Straus (2013), vozes condutoras em multiníveis segundo Salzer (1982) e objetos musicais de acordo com conceitos espectromorfológicos de Smalley (1986, 1997 e 2007), sendo considerados parâmetros tais como: agrupamentos de alturas, estrutura e forma, ritmo, movimento e tempo, articulação e dinâmica, textura, densidade e espaço.

Justificativa:

Prática analítico-musical e aprofundamento de conceitos estudados teoricamente em disciplinas diversas oferecidas pelos cursos de Música em âmbito ocidental, tanto no nível da Graduação, como da Pós-Graduação.

Conteúdo:

A disciplina aglutinará em quatro grupos de quatro aulas as vertentes analíticas propostas. As duas primeiras aulas serão dedicada à exposição do conceito a ser praticado; a terceira aula será voltada a debates acerca de resenhas e passagens analíticas entregues pelos alunos; na quarta aula, grupos com até três alunos apresentarão seminários com suas próprias análises.

Forma de Avaliação:

Durante o semestre, os alunos entregarão quatro séries de exercícios voltados a passagens analíticas redigidos individualmente, e quatro resenhas acerca de arti

Observação:

Bibliografia:

Para análise motívica: BOSS, Jack. Schoenberg on Ornamentation and Structural Levels. Journal of Music Theory. v. 38, n. 2, p. 187-216, 1994. BOSS, Jack. Schoenberg’s Op. 22 Radio Talk and Developing Variation in Atonal Music. Music Theory Spectrum. v. 14, n. 2, p. 125-149, 1992. SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. 3. ed. SP: Edusp, 2015. TOORN, Pieter C. van den. What’s in a Motive? Schoenberg and Schenker Reconsidered. The Journal of Musicology, v. 14, n. 3, p. 370-399, 1996. Para análise segundo a Teoria dos Conjuntos: FORTE, Allen. An Octatonic Essay by Webern: No. 1 of the “Six Bagatelles for String Quartet”, Op. 9. Music Theory Spectrum, v. 16, n. 2, p. 171-195, 1994. HASTY, Christopher. On Problems of Succession and Continuity in Twentieth-Century Music. Music Theory Spectrum, v. 8, p. 58-74, 1986. HASTY, Christopher. Phrase Formation in Post-Tonal Music. Journal of Music Theory, v. 28, n. 2, p. 167-190, 1984. HASTY, Christopher. Segmentation and Process in Post-Tonal Music. Music Theory Spectrum, v. 3, p. 54-73, 1981. LESTER, Joel. Analytic approaches to Twentieth Century music. NY: Norton, 1989. MORRIS, Robert. Equivalence and Similarity in Pitch and Their Interaction with PCSet Theory. Journal of Music Theory, v. 39, n. 2, p. 207-243, 1995. STRAUS, Joseph. Introdução à Teoria Pós-Tonal. 3 ed. Trad. Ricardo Bordini. Salvador: EDUFBA, 2013. STRAUS, Joseph. Introduction to post tonal theory. 3. ed. New Jersey: Pearson Education, 2005. Para análise em multiníveis por vozes condutoras: AGAWU, Kofi. Schenkerian Notation in Theory and Practice. Music Analysis, v. 8, n. 3. p. 275-301, 1989. BARROS, Guilherme Sauerbronn de; GERLING, Cristina Capparelli. Análise schenkeriana e performance. Opus, Goiânia, v. 13, n. 2, p. 141-160, dez. 2007. BROWN, Matthew. Explaining Tonality: Schenkerian Theory and Beyond. Rochester: Univ. of Rochester Press, 2005. DUNSBY, Jonathan; WHITTALL, Arnold. Análise musical da teoria e na prática. Tradução de Norton Dudeque. Curitiba: Ed. UFPR, 2011. DUNSBY, Jonathan. Recent Schenker: The Poetic Power of Intelligent Calculation (Or, The Emperor's Second Set of New Clothes). Music Analysis, v. 18, n. 2, p. 263-273, 1999. MEEÙS, Nicolas. Análise schenkeriana. Traduzido do francês por Luciane Beduschi. [s.n.] PANKHURST, Tom. Schenker Guide: A Brief Handbook and Website for Schenkerian Analysis. NY: Routledge, 2008. PEARSALL, Edward R. Harmonic Progressions and Prolongation in Post-Tonal Music. Music Analysis, v. 10, n. 3, p. 345-355, 1991. SALZER, Felix. Structural hearing. NY: Dover, 1982. SCHACHTER, Carl. Unfoldings: Essays in Schenkerian Theory and Analysis. Oxford: Oxford U. Press, 1999. SCHMALFELDT, Janet. Towards a Reconciliation of Schenkerian Concepts with Traditional and Recent Theories of Form. Music Analysis, v. 10, n. 3, p. 233-287, 1991. SMITH, Peter H. Outer-Voice Conflicts: Their Analytical Challenges and Artistic Consequences. Journal of Music Theory, v. 44, n. 1, p. 1-43, 2000. STRAUS, Joseph. Harmony and Voice Leading in the Music of Stravinsky. Music Theory Spectrum, n. 36, p. 1-33, 2014. Acompanha anexo com análises. STRAUS, Joseph. Voice Leading in Set-Class Space. Journal of Music Theory, v. 49, n. 1, p. 45-108, 2005. STRAUS, Joseph. Uniformity, Balance, and Smoothness in Atonal Voice Leading. Music Theory Spectrum, v. 25, n. 2, p. 305-352, 2003. STRAUS, Joseph. The Problem of Prolongation in Post-Tonal Music. Journal of Music Theory, v. 31, n. 1, p. 1-21, 1987. Para análise espectromorfológica de objetos musicais: CHION, Michel. Guide des Objets Sonores: Pierre Schaeffer et la Recherche Musicale. Paris: Éd. Buchet/Chastel, 1983. DELALANDE, François. L'analyse des musiques électroacoustiques. Musique en Jeu, v. 8, Paris: Seuil, p. 50-56, 1972. EMMERSON, Simon (Ed.). The Language of Electroacoustic Music. London: Macmillan, 1986. GUBERNIKOFF, Carole. Metodologias de análise musical para música eletroacústica. Revista eletrônica de musicologia, v. 11, 2007. GUIGUE, Didier. Serynade e o mundo sonoro de Helmut Lachenmann. Opus, v. 13, n. 2, p. 93-109, 2007. MOREIRA, Adriana Lopes. Uma interpretação da terminologia espectro-morfológica de Denis Smalley e seu uso aplicado à análise musical de Aquatisme, de Bernard Parmegiani. Cadernos da Pós-Graduação da UNICAMP, Programas de Pós-Graduação em Artes, Multimeios e Música, v. 7, n. 1, p. 132-142, 2005. SCHAEFFER, Pierre; Reibel, Guy. Solfejo do objecto sonoro. Tradução, notas e comentários de António de Sousa Dias. [s.n.]: Paris, 2007 [1966]. Disponível em: <http://ears.pierrecouprie.fr/IMG/pdf/SchaefferSOS_ASD.pdf>. Acesso em: dez. 2016. SMALLEY, Denis. Space-Form and the Acousmatic Image. Organised Sound, v. 12, n. 1, p. 35-58, 2007. SMALLEY, Denis. Spectromorphology: Explaining Sound-shapes. Organised Sound, v. 2, n. 2, p. 107-126, 1997. SMALLEY, Denis. Spectro-morphology and Structuring Processes. In: EMMERSON, Simon (Ed.). The Language of Electroacoustic Music. London: Macmillan, p. 61-93, 1986. SOUZA, Rodolfo Coelho. Da interação entre sons instrumentais e eletrônicos. In: KELLER, Damián; BUDASZ, Rogério (Org. e Ed.). Criação musical e tecnologias: teoria e prática interdisciplinar. Série Pesquisa em Música no Brasil, ANPPOM, v. 2. [s.l.]: [s.n.], 2010. p. 149-179. THORESEN, Lasse; HEDMAN, Andreas. Spectromorphological analysis of sound objects: an adaptation of Pierre Schaeffer’s typomorphology. Organised Sound, v. 12, n. 2, p. 129–141, 2007. Para análise de parâmetros rítmicos, texturais e formais: BERRY, Wallace. Structural Functions in Music. NY: Dover, 1987. BERRY, Wallace. Metric and Rhythmic Articulation in Music. Music Theory Spectrum, v. 7, Time and Rhythm in Music, p. 7-33, 1985. CAPLIN, William E.; HEPOKOSKI, James; WEBSTER, James. Musical Form, Forms, Formenlehre: Three Methodological Reflections. Edited by Pieter Bergé. Leuven: Leuven U. Press, 2010. CONE, Edward T. Musical Form and Musical Performance. New York: Norton, 1968. COOK, Nicholas. Beyond the Score: Music as Performance. Oxford: Oxford U. Press, 2013. DUNSBY, Jonathan. Considerations of Texture. Music & Letters, v. 70, n. 1, p. 46-57, 1989. FERRAZ, Silvio. Deleuze: música, tempo e forças não sonoras. Artefilosofia, n. 9, UFOP, p. 67-76, 2010. FRIEDMANN, Michael L. A Response: My Contour, Their Contour. Journal of Music Theory, v. 31, n. 2, p. 268-74, 1987. HASTY, Christopher F. Meter as Rhythm. NY: Oxford University Press, 1997. HORLACHER, Gretchen. Building Blocks: Repetition and Continuity in the Music of Stravinsky. Oxford: Oxford University Press, 2011. KATER, Carlos (Ed.). Cadernos de estudo: análise musical. v. 1-7. SP: Atravez, 1989-1994. KOSTKA, Stefan. Materials and Techniques of Post-Tonal Music. 4 ed. Boston: Pearson, 2012. KRAMER, Jonathan (Ed.). Time in Contemporary Musical Thought. NY: Routledge, 1993. LESTER, Joel. The Rhythms of Tonal Music. NY: Schirmer Books, 1986. LESTER, Joel. Performance and Analysis: Interaction and Interpretation. In: RINK, John (Ed.). The Practice of Performance: Studies in Musical Interpretation. Cambridge: Cambridge University Press, 2005. p. 197-216. MARTINS, José Oliveira. Bartók’s Polymodality: The Dasian and Other Affinity Spaces. Journal of Music Theory, v. 50, n. 2, p. 273-320, 2015. MARTINS, José Oliveira. Stravinsky's Discontinuities, Harmonic Practice, and the Guidonian Space in the "Hymne" from the "Serenade in A". Theory and Practice, v. 31, p. 39-63, 2006. MARVIN, Elizabeth West. The Perception of Rhythm in Non-Tonal Music: Rhythmic Contours in the Music of Edgard Varèse. Music Theory Spectrum, v. 13, n. 1, p. 61-78, 1991. MOREIRA, Adriana Lopes. Olivier Messiaen: inter-relação entre conjuntos, textura, rítmica e movimento em peças para piano. Tese (Doutorado). Campinas: UNICAMP, Instituto de Artes, Programa de Pós-Graduação em Música, 2008. Capítulo 2. PASCOAL, Maria Lúcia. A Prole do Bebê n. 1 e 2 de Villa-Lobos: estratégias da textura como recurso composicional. Per Musi, n. 11, p. 95-105, 2005. RICHARDS, Mark. Transforming Form: The Process of Becoming in the Scherzo of Beethoven's String Quartet, Op. 59, No. 1. Indiana Theory Review, v. 30, n. 1, p. 75-102, 2012. SCHMALFELDT, Janet. In the Process of Becoming: Analytic and Philosophical Perspectives on Form in Early Nineteenth-Century Music. Oxford: Oxford U. Press, 2011. VITALE, Claudio Horácio. A gradação nas obras de György Ligeti dos anos sessenta. Tese (Doutorado em Música). São Paulo: USP, Escola de Comunicações e Artes, Programa de Pós-Graduação em Música, 2013.