Disciplina Discipline CTR4048
Crítica de Cinema e Recepção

Área de Concentração: 27161

Concentration area: 27161

Criação: 12/09/2017

Creation: 12/09/2017

Ativação: 31/10/2017

Activation: 31/10/2017

Nr. de Créditos: 2

Credits: 2

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
3 2 1 5 semanas 5 weeks 30 horas 30 hours

Docente Responsável:

Professor:

Rubens Luis Ribeiro Machado Junior

Objetivos:

- Oferecer ao aluno noções sistematizadas sobre os estudos de recepção ligados à crítica de cinematográfica e sua relação com o campo do cinema. - Refletir sobre a crítica de cinema a partir de uma perspectiva recepcional considerando seu horizonte de vestígio histórico e estético. - Compreender o papel da crítica enquanto experiência de interpretação e recepção de produtos simbólicos.

Justificativa:

Parte constituinte e fundamental da experiência cinematográfica, os discursos produzidos acerca dos filmes têm fomentado importantes pesquisas que operam com registros documentais considerando-os como traços de existência receptiva. O curso pretende, em cinco sessões de 3horas cada, mapear o campo dos estudos da crítica cinematográfica enquanto atividade de recepção e revisar as contribuições das teorias da recepção na elaboração de modelos de análise de críticas. Acreditamos que o curso possa iluminar certos sistemas conceituais que se convencionou chamar de “estudos históricos de recepção nos media” e contribuir para o debate metodológico que sobre a crítica enquanto uma práxis de mediação entre a obra e o público.

Conteúdo:

- Pressupostos teóricos e epistemológicos. Noções introdutórias sobre os Estudos de Crítica de cinema: conceitos e processos de constituição. - A dimensão histórica da Estética da Recepção de H. Robert Jauss e W. Iser e o lugar da crítica como um rico registro das modalidades de recepção das obras audiovisuais. - A perspectiva histórica da recepção: a crítica enquanto vestígio receptivo. A abordagem histórica-contextual de Janet Staiger e os documentos considerados fontes de reconstrução de estratégias interpretativas. O crítico como um espectador das obras audiovisuais. - Estudos de caso: as críticas aos filmes Laranja mecânica (Stanley Kubrick, 1971) e O Silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme, 1991) - A virada da crítica de cinema a partir dos anos 50. A boa recepção aos cinemas modernos europeus e a acolhida da crítica ao Cinema Novo na França, Portugal e na América Latina. - A crítica jornalística e os comentários dos fãs de produtos audiovisuais: instâncias de recepção e diferentes modos de avaliação de obras. A cinefilia e suas marcas receptivas.

Forma de Avaliação:

Trabalho escrito.

Observação:

Bibliografia:

ABRANTES, José Carlos (coord.). A construção do olhar. Lisboa: Livros Horizonte, 2005; ALTMANN, Eliska. O Brasil imaginado na América Latina: a crítica de filmes de Glauber Rocha e Walter Salles. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2010; BAECQUE, Antoine de. Cinefilia: invenção de um olhar, história de uma cultura 1944-1968. São Paulo: Cosacnaify, 2011; BENJAMIN, Walter et al. História da recepção. In: Benjamin e a obra de arte: técnica, imagem, percepção. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. BORDWELL, David. Making meaning: inference and rhetoric in the interpretation of cinema. USA : Harvard University Press, 1991; BORDWELL, David. The Rhapsodes: How 1940s Critics Changed American Film Culture. Chicago: The university of Chicago Press, 2016; BORNHEIM, Gerd. As dimensões da crítica. In: Rumos da crítica. São Paulo: SENAC, 2000; BRAGA, José Luiz. A sociedade enfrenta sua mídia. Dispositivos sociais de crítica midiática. CASETTI, Francesco. Teorias del cine. Madrid : Ediciones Cátedra, 1994. COELHO, Marcelo. A crítica conservadora. In: Crítica cultural: teoria e prática. São Paulo: Publifolha, 2006; CUNHA, Tito Cardoso. Argumentação e crítica. Coimbra: MinervaCoimbra, 2004 . ESQUENAZI. Jean-Pierre. O sentido do público. In: ABRANTES, José Carlos (coord.). A construção do olhar. Lisboa: Livros Horizonte, 2005, p. 97-111; FIGUEIROA, Alexandre. Cinema Novo: a onda do jovem cinema e sua recepção na França. Campinas: Papirus, 2004; FREY, Mattias. The Permanent crisis of film criticism: the anxiety of authority. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2015; GOMES, Regina. O cinema brasileiro em Portugal (1960-1999): Uma análise crítica de filmes brasileiros. Salvador; Edufba, 2015; JACKS, Nilda et all (org.) Meios e audiências: a emergência dos estudos de recepção no Brasil. Porto Alegre: Sulina, 2008. JAUSS, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria literária. São Paulo : Ática, 1994; JAUSS, Hans Robert. Pequena apologia de la experiência estética. Barcelona: Paidós, 2002; JOLY, Martine. A imagem e a sua interpretação. Lisboa: Edições 70, 2003; LIMA, Luiz Costa. A literatura e o leitor: Textos de Estética da Recepção. São Paulo: Paz e Terra, 2001; MACHADO JR., Rubens; MACHADO, Carlos E. J.; VEDDA, Miguel. (orgs.) Benjamin - Experiência Histórica e Imagens Dialéticas. São Paulo: Ed. UNESP, 2015; MACHADO, Arlindo. O sujeito na tela: modos de enunciação no cinema e no ciberespaço. São Paulo: Paulus, 2007; MASCARELLO, Fernando. Os estudos culturais e a recepção cinematográfica. In: JACKS, Nilda; SOUZA, M.C.J. (org.). Mídia e recepção. Salvador: EDUFBA, 2006. PERELMAN, Chaim. O império retórico: retórica e argumentação. Lisboa: Asa, 1993; STAIGER, Janet. Media Reception Studies. N.Y: New York University Press, 2005; STAIGER, Janet. Interpreting films: studies in the historical reception. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1992; STAIGER, Janet. Perverse spectators: the practices of film reception. N.Y: New York University Press, 2000; STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas, São Paulo: Papirus, 2003.