Disciplina Discipline CTR4049
Mundos da Crítica Cinematográfica: Teorias e Práticas

Área de Concentração: 27161

Concentration area: 27161

Criação: 12/12/2017

Creation: 12/12/2017

Ativação: 22/12/2017

Activation: 22/12/2017

Nr. de Créditos: 2

Credits: 2

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
10 10 10 1 semanas 1 weeks 30 horas 30 hours

Docente Responsável:

Professor:

Rubens Luis Ribeiro Machado Junior

Objetivos:

Em contexto de crescimento de estudos sobre crítica e recepção, o curso propõe discutir alguns fundamentos do que se entende por crítica cinematográfica em diálogo interdisciplinar, ou seja, a partir de abordagens de diversas áreas de conhecimento como a filosofia e a sociologia. Com o intuito de abrir caminhos sobre definições do que seria “a” crítica, pretende-se refletir a respeito de questões fundamentais do métier, tais como: em que consiste a análise de um filme? Quais os compromissos de um crítico? Que papel desempenha seu gosto pessoal? Deste modo, serão feitas duas abordagens: uma prática e outra teórica. Quanto à primeira, serão discutidas questões à luz de discursos latino- americanos extraídos de entrevistas com críticos mexicanos, argentinos e cubanos que constam do portal CineCríticos: http://www.cinecriticos.com.br/. Com base neste material, será discutida uma sociologia da crítica, a partir da análise do mapeamento dos campos da referida conjuntura geográfica. Para isso, será pedido que alunos e alunas façam exercício parecido: mapear campos, críticos ou críticas de forma a entender um contexto. A abordagem teórica será dividida em três partes: 1) as teorias da recepção e os fundamentos da Escola de Constança; 2) definições da crítica, autoria e canonização, tipos de espectador e os ocasos do campo; 3) teorias sociológicas do gosto e das artes. Com isso, o curso pretende suscitar novas abordagens sobre configurações mais pluralistas da crítica cinematográfica e dos paradigmas da recepção.

Justificativa:

Apesar de haver um aumento cada vez mais significativo de reflexões sobre crítica cinematográfica, é possível perceber uma carência analítica mais sistemática no que diz respeito a sua produção teórica. Na medida em que o pensamento reflexivo se constrói, sobretudo, a partir de perspectivas teórico- metodológicas e conceituais, parece-nos imprescindível a criação de espaços que perpetuem debates sobre a recepção, já que, sem estudos adensados e investigações aprofundadas, o campo corre o risco de ser analiticamente omitido.

Conteúdo:

Aula 1: Apresentação do curso, do projeto CineCríticos e de mapeamentos sociológicos do campo – perspectivas práticas. Nesta aula serão decididos os trabalhos práticos a serem feitos por cada aluno/a. Aula 2: Escola de Constança. Aula 3: Definições da crítica, autoria e canonização. Aula 4: Tipos de espectador e ocasos do campo. Aula 5: Teorias sociológicas do gosto e das artes. Aula 6: Apresentações/seminários dos alunos sobre um dos temas ou autores vistos no curso. JUNHO Prazo para a entrega de um material audiovisual sobre o curso.

Forma de Avaliação:

As notas serão divididas entre seminários e trabalhos audiovisuais.

Observação:

Bibliografia:

ADORNO,Theodor e HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. ALTMANN, Eliska. “A crítica segundo a crítica latino-americana”. Contemporânea – Revista de Sociologia da UFSCar, v. 6, n. 2, p. 431-446, jul.-dez. 2016. _____. “Olhares da recepção, a crítica cinematográfica em dois tempos”. Caderno CRH, Salvador, v. 21, n. 54, p. 611-622, set.-dez. 2008. AVELLAR, José Carlos. “Arte da crítica, crítica da arte”. In: Revista Nossa América, 1996, pp. 42-46. AVELLAR, José Carlos et al. “Os críticos em questão: um debate sobre a atividade crítica na grande imprensa”. In Filme Cultura, n. 45, março1985, pp. 4-20. BARTHES, Roland. Crítica e verdade. São Paulo: Perspectiva, 2007. BERNARDET, Jean-Claude. O cinema segundo a crítica paulista. São Paulo: Nova Stella Editorial, 1986. _____. O autor no cinema: a política dos autores: França, Brasil anos 50 e 60. São Paulo: Brasiliense: Edusp, 1994. BECKER, Howard S. “Mundos artísticos e tipos sociais”. In: VELHO, Gilberto. Arte e sociedade – ensaios de sociologia da arte. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977, pp. 9-27. BORDWELL, David. Making meaning: inference and rhetoric in the interpretation of cinema. Cambridge: Harvard University Press, 1991. BOURDIEU, Pierre. A distinção. Crítica social do julgamento. São Paulo/Porto Alegre: Edusp/Editora Zouk, 2007. EAGLETON, Terry. A função da crítica. São Paulo: Martins Fontes, 1991. HEINICH, Nathalie e SHAPIRO, Roberta. “Quando há Artificação?” Revista Sociedade e Estado, v.28, n. 1, Janeiro/Abril 2013, pp, 14-28. ISER, Wolfgang. O ato da leitura (Uma teoria do efeito estético), vol. 1. São Paulo: Editora 34, 1996. JAUSS, Hans Robert. A literatura como provocação. Lisboa: Ed. Passagens, 1993. LIMA, Luiz Costa (Coord.). A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. OSÓRIO, Luiz Camillo. Razões da crítica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2005. RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. Revista Urdimento, Florianópolis, v. 1, n. 15, out. 2010, pp. 107-122. ROCHA, Glauber. Revisão crítica do cinema brasileiro. São Paulo: Cosac & Naif, 2003. SHAPIRO, Roberta. “Que é artificação?” Sociedade e Estado, Brasília, v. 22, n. 1, jan./abr. 2007, pp. 135-151. SÜSSEKIND, Flora. “Hagiografias”. In Inimigo Rumor, n. 20, 2008, pp. 29-63.