Disciplina Discipline RCA5802
A Multidisciplinaridade da Investigação em Epilepsia. Bases Anátomo-Moleculares da Cirurgia da Epilepsia na Infância. Aspectos Avançados da Cirurgia em Áreas Eloquentes (Cirurgia Robótica)

Multidisciplinary Research in Epilepsy. Anatomical and Molecular Basis of Pediatric Epilepsy Surgery. Advanced Aspects of Neurosurgery in Eloquent Cortical Areas (Robotic Surgery)

Área de Concentração: 17137

Concentration area: 17137

Criação: 01/11/2022

Creation: 01/11/2022

Ativação: 28/11/2022

Activation: 28/11/2022

Nr. de Créditos: 3

Credits: 3

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
2 7 6 3 semanas 3 weeks 45 horas 45 hours

Docentes Responsáveis:

Professors:

Hélio Rubens Machado

Luiza da Silva Lopes

Glauco Augusto de Paula Caurin

Marcelo Volpon Santos

Objetivos:

Descrição: A epilepsia é, dentre todas as doenças neurológicas, não só a mais frequente, mas a mais complexa porque transita no campo da neurociência básica e clínica e interage com disciplinas como a engenharia, a física e a matemática. A epilepsia é caracterizada pela ocorrência de crises convulsivas, eventos imprevisíveis, repetitivos, com sérios transtornos ao paciente do ponto de vista médico e social. Cerca de um terço dos casos são considerados refratários a medicamentos antiepilépticos e são encaminhados para avaliação em centros especializados, cuja função principal é definir, através de abordagem multidisciplinar, multiprofissional e com auxilio de exames especializados, quais podem se beneficiar de tratamento cirúrgico. O CIREP- Centro de Cirurgia de Epilepsia, instalado no HC Criança de nossa Instituição, desde 1994 tem um setor especializado na abordagem de crianças portadoras de epilepsia refratária a medicamentos. Neste local os pacientes são profundamente avaliados por equipe multidisciplinar e submetidos aos mais variados exames especializados (RM 3T, PET, SPECT dentre outros) com a finalidade de se encontrar a zona epileptogênica, cuja remoção cirúrgica trará alivio das crises convulsivas que afetam o desenvolvimento, comportamento e reinserção social do paciente. Nossa proposta é incrementar o arsenal cirúrgico de avaliação complexa destes casos, antes ou durante a avaliação pré-operatória. Objetivos: Contribuir para a compreensão dos mecanismos que levam ao desencadeamento das crises, como detectá-las precocemente e como melhor compreender e acompanhar a propagação em redes neurais possibilitando a sua detecção, localização e interrupção. Neste sentido a visão computacional, instrumentação, robótica colaborativa e inteligência artificial e a biologia molecular, são recursos valiosos que fornecem grandes quantidades de dados clínicos e auxiliam na sua análise e extração de informações estratégicas e conhecimentos. O segundo objetivo é oferecer à equipe neurocirúrgica maior precisão cirúrgica, com emprego de robótica e neuronavegação, tanto na localização como extirpação da zona epileptogênica, minimizando riscos e facilitando os procedimentos cirúrgicos. Outro objetivo fundamental é explorar os diferentes mecanismos neurofisiológicos e moleculares ligados às malformações do desenvolvimento cortical e tumores disembrioplásicos neuro-epiteliais na infância causadores de epilepsia refratária a tratamento medicamentoso. Explorar os aspectos clínicos e o diagnóstico por imagem usando tecnologia avançada. Explorar a Correlação Anátomo-Clínica e critérios para implantação de Stereo-EEG (SEEG). Cirurgia Robótica na epilepsia infantil. Explorar a via mTOR (e correlatas) nas displasias corticais e suas alterações genéticas (tauopatias da infância), como hemimegalencefalias, esclerose tuberosa, displasias corticais tipo IIb e tumores.

Justificativa:

A etiologia da epilepsia refratária na infância está relacionada na sua grande maioria às malformações do desenvolvimento cortical e em segundo lugar a neoplasias como DNET (tumores disembrioplásicos neuro-epiteliais) que podem, por sua vez, conter áreas de malformações corticais. Vários mecanismos neurofisiológicos e moleculares são responsáveis pela epilepsia. Procedimentos neurocirúrgicos que visam o tratamento da epilepsia devem levar em conta não só a localização anatômica e funcional do local cerebral a ser ressecado, mas os mecanismos neurofisiológicos e moleculares responsáveis pela geração, manutenção e propagação das descargas anormais geradoras da crise epiléptica.

Conteúdo:

1- Aspectos referentes à pesquisa clínica: a- Fatores de risco ligados ao diagnóstico clínico e indicação cirúrgica; b- Mecanismos envolvidos no desenvolvimento de epileptogenicidade; c- Localização neurofisiológica do córtex epileptogênico - evolução dos conceitos; d- Estudos de imagem: localização estrutural e funcional. Neuroplasticidade e localização cerebral; e- Lesionectomias e ressecções ampliadas. Estudos neurofisiológicos e moleculares.; f- Localização cerebral e cirurgia em áreas eloqüentes. Conceitos de neuronavegação. Correlação clínica, neurofisiológica e neuro-patológica. 2- Aspectos referentes à pesquisa básica: a- Laboratório de neurofisiologia: Modelos experimentais de epilepsia em animais jovens in vivo e in vitro, modelos animais de plasticidade cerebral; b- Estudos moleculares. Expressão gênica cortical e epileptogênese; estudos em fármaco-resistência. Métodos de estudo e pesquisa; c- aplicação de métodos de imagem estrutural e funcional na localização da zona epileptogênica. 3- Epidemiologia. a- Fatores ligados à seleção de pacientes; b- Otimização de resultados. Desenvolvimento cognitivo. Variáveis socio-econômicas, desenvolvimento atrasado e neuro-reabilitação; c- Drogas antiepilépticas, indicação, retirada e fatores locucelulares ligados à resistência medicamentosa; d- Fatores de insucesso. Análise de variáveis. Novas opções terapêuticas. Perspectivas e prognóstico. 4- Cirurgia Robótica. Precisão diagnóstica, investigação e realização de cirurgias neurológicas com auxílio de robótica, neuronavegação e imagens avançadas. Estudo dos complexos sinais cerebrais, previsibilidade de crises convulsivas, aplicação de sensores (devices) externos (subcutâneos ou subgaleais) e/ou intracranianos e uso de inteligência artificial para interpretação de sinais e correlação clínica.

Forma de Avaliação:

1) Relatório de atividades sobre um tem escolhido. 2) Participação em seminários, atividades práticas e outras. 3) Frequência.

Bibliografia:

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Tipo de oferecimento da disciplina:

Presencial

Class type:

Presencial