Disciplina Discipline RMS5783
População em Situação de Vulnerabilidade no Cenário da Atenção Primária à Saúde

Population in vulnerability situation in the field of Primary Health Care

Área de Concentração: 17139

Concentration area: 17139

Criação: 30/07/2018

Creation: 30/07/2018

Ativação: 30/07/2018

Activation: 30/07/2018

Nr. de Créditos: 3

Credits: 3

Carga Horária:

Workload:

Teórica

(por semana)

Theory

(weekly)

Prática

(por semana)

Practice

(weekly)

Estudos

(por semana)

Study

(weekly)

Duração Duration Total Total
2 2 1 9 semanas 9 weeks 45 horas 45 hours

Docentes Responsáveis:

Professors:

Luciana Cisoto Ribeiro

Janise Braga Barros Ferreira

Luciane Loures dos Santos

Objetivos:

Discutir os conceitos de Equidade e População em situação de vulnerabilidade no campo da Atenção Primária à Saúde (APS). Identificar as necessidades de saúde das populações em situação de vulnerabilidade na APS em cenários específicos e compreender a atuação dos profissionais de saúde nesses cenários.

Objectives:

Discuss the concepts of Equity and Population in a situation of vulnerability in the field of Primary Health Care (PHC). Identify the health needs of vulnerable populations in PHC in specific scenarios and understand the performance of health professionals in these scenarios.

Justificativa:

A inclusão das necessidades específicas das populações em situação de vulnerabilidade nas políticas públicas de saúde, e em especial na Atenção Primária à Saúde, tornou-se temática relevante e atual no contexto nacional e internacional. No Brasil, merecem destaque àquelas voltadas para populações estratégicas, como a saúde dos povos indígenas, das pessoas assentadas, das pessoas privadas de liberdade, comunidades rurais e carentes. Tendo em vista a necessidade de desenvolvimento de capacidades institucionais, tanto no campo de formação de recursos humanos para atuar junto a essas populações, como na produção de conhecimento relacionada a esse escopo, propõe-se a criação da disciplina População em situação de vulnerabilidade no cenário da Atenção Primária à Saúde, alinhada ao público alvo e aos objetivos do Programa de Pós-graduação Saúde na Comunidade.

Rationale:

The inclusion of the specific needs of vulnerable populations in public health policies, and especially in Primary Health Care, has become relevant and current thematic in the national and international context. In Brazil, the most important are those focused on strategic populations, such as the health of indigenous peoples, settled people, prisoners, rural communities and the needy. In this sense, we propose the creation of the "Population in a Vulnerability Situation in the Primary Health Care Scenario," based on the need to develop institutional capacities, both in the field of human resources training and in the production of knowledge. This course is aligned with the objectives of the Community Health Postgraduate Program.

Conteúdo:

1-Conceito de equidade e população em situação de vulnerabilidade na política de Atenção Primária à Saúde; 2- Atenção aos grupos de população em situação de vulnerabilidade: 2.1 Saúde da População Privada de Liberdade; 2.2 Saúde Rural; 2.3 Saúde Indígena; 2.4 Saúde no Assentamento. 3. Imersão em cenários específicos (Unidade Prisional – opcional e assentamento).

Content:

1. Concept of equity and population in the situation of vulnerability in the policy of Primary Attention to Health; 2- Attention to the groups of population in the situation of vulnerability: 2.1 Health of the Population Deprived of Liberty; 2.2 Rural Health; 2.3 Indigenous Health; 2.4 Health in the Settlement. 3. Immersion in specific scenarios (Prison Unit - optional and settlement).

Forma de Avaliação:

Apresentação de seminários, avaliação da disciplina e elaboração de resenhas relacionadas aos temas discutidos durante a disciplina.

Type of Assessment:

Presentation of seminars, evaluation of discipline and preparation of reports related to the themes discussed during the course

Observação:

Serão ofertadas no mínimo 5 e no máximo 15 vagas. As visitas ao assentamento e a uma unidade prisional (participação optativa) serão realizadas, se autorizadas pelos responsáveis dos locais. Toda a disciplina estará disponível na plataforma Moodle

Notes/Remarks:

A minimum of 5 and a maximum of 15 vacancies will be offered. Visits to the settlement and a prison unit (optional participation) will be carried out if authorized by the responsible of the places. The entire course will be available on the Moodle platform

Bibliografia:

1. Ayres JRCM, Júnior IF, Calazans GJ, Filho HCS. O conceito de vulnerabilidade e as Práticas de Saúde: novas perspectivas e desafios. In: Czeresnia D, Freitas CM (org). Promoção da Saúde conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Ed Fiocruz, p.117-39. 2. Bertolozzi MR, Nichiata LYI, Takahashi RF, Ciosak SI, Hino P, Val LF, Guanillo MCTU, Pereira EG. Os conceitos de vulnerabilidade e adesão na Saúde Coletiva. Rev Esc Enferm USP 2009; 43(Esp 2):1326-30. 3. Oviedo RAM Czeresnia D. O conceito de vulnerabilidade e seu caráter biossocial. Interface 2015. 19(53):237-49. 4. Janczura, R. Risco e vulnerabilidade social. Textos & Contextos (Porto Alegre) 2012 5. Ayres, JRCM. Organização das Ações de Atenção à Saúde: modelos e práticas. Saude soc (São Paulo) 2009; 18: 11-23. 6. Dahlgren G, Whitehead M. European strategies for tackling social inequities in health. World Health Organization 2006. p149. 7. World Health Organization. Concepts and principles for tackling social inequities in health. 2ª ed. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe, 2007. 45p. 8. Barata RB. Iniquidade e saúde: a determinação social do processo saúde-doença. Revista USP 2001, 51:138-145. 9. Delor, F.; Hubert, M. Revisiting the concept of vulnerability. Social Science& Medicinev. 2000; 50:1557-1570. 10. Silva, TMR; Alvarenga, MRM; Oliveira, MAC. Avaliação da vulnerabilidade de famílias assistidas na Atenção Básica. Rev. Latino-Am. Enfermagem (Ribeirão Preto) 2012; 20 (5): 935-943. 11. World Health Organization. Health in prisons: a WHO guide to the essentials in prison health. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe; 2007. 1-198. 12. Fernandes LH, Alvarenga CW, Santos LL, Pazin-Filho A. Necessidade de aprimoramento do atendimento à saúde no sistema carcerário. Rev Saude Publica (São Paulo) 2014; 48(2): 275–83. 13. Brasil. Ministério da Saúde. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Portaria Interministerial nº1, de 2 de janeiro de 2014. [acesso 16 out.2015] Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_01_2014.html 14. Dal Fabbro, AL ; Franco, LJ; Silva, AS; Sartorelli, DS; Soares, LP; FRANCO, LF; Kunh, PC ; Moises, RS ; Vieira Filho, JPB. High Prevalence of type 2 diabetes mellitus in Xavante indians from Mato Grosso, Brazil. Ethnicity & Disease (McDonough) 2014; 24: 35-40. 15. Franco, LJ; Dal Fabbro, AL; Martinez, EZ; Sartorelli, DS; Silva, AS; Soares, LP ; Franco, L; Kunh, PC ; Vieira Filho, JPB . Performance of glycated haemoglobin (HbA1c) as a screening test of diabetes and impaired glucose tolerance (IGT) in a high risk population - The Brazilian Xavante Indians. Diabetes Research and Clinical Practice (Print), v. 106, p. 337-342, 2014. 16. Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Diretoria de Medicina Rural. Declaração de Brasília: o conceito de rural e o cuidado à saúde. Brasília, 2011. [acesso 04 out.2012] Disponível em: http://www.sbmfc.org.br/media/file/documentos/Declara%C3%A7%C3%A3o%20de%20Bras%C3%ADlia%202011.pdf 17. Hartley, D. Rural Health Disparities, Population Health, and Rural Culture. American Journal of Public Health. 2004; 94: 1675 – 1678. 18. Soares D. O Sonho de Rose: políticas de saúde pública em assentamentos rurais 2006; Saúde Soc. (São Paulo) 2006; 15(3): 57-73. 19. Wunsch S, Budó MLD, Girardon-Perlini NMO, Garcia RP, Oliveira SG. Care as a commitment of all: a study in a rural settlement. Rev. Gaúcha Enferm (Porto Alegre) 2014; 35 ( 4 ): 65-71. 20. Scopinho RA. Condições de vida e saúde do trabalhador em assentamento rural Ciência & Saúde Coletiva (Rio de Janeiro) 2010; 15(Supl. 1):1575-1584. 575-1584, 2010 21. Santos JC; Hennington EA. Aqui ninguém domina ninguém: sentidos do trabalho e produção de saúde para trabalhadores de assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Cad Saude Publica (São Paulo) 2013 ;29(8):1595-604. 22. Freitas MA, Mattos ATR, Gomes WZ, Caccia-Bava MCGG. Quem são, o que falam e o quem escuta os pobres? Ciência & Saúde Coletiva (Rio de Janeiro) 2017; 22 (12): 3859-3882.

Bibliography:

1. Ayres JRCM, Júnior IF, Calazans GJ, Filho HCS. O conceito de vulnerabilidade e as Práticas de Saúde: novas perspectivas e desafios. In: Czeresnia D, Freitas CM (org). Promoção da Saúde conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Ed Fiocruz, p.117-39. 2. Bertolozzi MR, Nichiata LYI, Takahashi RF, Ciosak SI, Hino P, Val LF, Guanillo MCTU, Pereira EG. Os conceitos de vulnerabilidade e adesão na Saúde Coletiva. Rev Esc Enferm USP 2009; 43(Esp 2):1326-30. 3. Oviedo RAM Czeresnia D. O conceito de vulnerabilidade e seu caráter biossocial. Interface 2015. 19(53):237-49. 4. Janczura, R. Risco e vulnerabilidade social. Textos & Contextos (Porto Alegre) 2012 5. Ayres, JRCM. Organização das Ações de Atenção à Saúde: modelos e práticas. Saude soc (São Paulo) 2009; 18: 11-23. 6. Dahlgren G, Whitehead M. European strategies for tackling social inequities in health. World Health Organization 2006. p149. 7. World Health Organization. Concepts and principles for tackling social inequities in health. 2ª ed. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe, 2007. 45p. 8. Barata RB. Iniquidade e saúde: a determinação social do processo saúde-doença. Revista USP 2001, 51:138-145. 9. Delor, F.; Hubert, M. Revisiting the concept of vulnerability. Social Science& Medicinev. 2000; 50:1557-1570. 10. Silva, TMR; Alvarenga, MRM; Oliveira, MAC. Avaliação da vulnerabilidade de famílias assistidas na Atenção Básica. Rev. Latino-Am. Enfermagem (Ribeirão Preto) 2012; 20 (5): 935-943. 11. World Health Organization. Health in prisons: a WHO guide to the essentials in prison health. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe; 2007. 1-198. 12. Fernandes LH, Alvarenga CW, Santos LL, Pazin-Filho A. Necessidade de aprimoramento do atendimento à saúde no sistema carcerário. Rev Saude Publica (São Paulo) 2014; 48(2): 275–83. 13. Brasil. Ministério da Saúde. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Portaria Interministerial nº1, de 2 de janeiro de 2014. [acesso 16 out.2015] Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_01_2014.html 14. Dal Fabbro, AL ; Franco, LJ; Silva, AS; Sartorelli, DS; Soares, LP; FRANCO, LF; Kunh, PC ; Moises, RS ; Vieira Filho, JPB. High Prevalence of type 2 diabetes mellitus in Xavante indians from Mato Grosso, Brazil. Ethnicity & Disease (McDonough) 2014; 24: 35-40. 15. Franco, LJ; Dal Fabbro, AL; Martinez, EZ; Sartorelli, DS; Silva, AS; Soares, LP ; Franco, L; Kunh, PC ; Vieira Filho, JPB . Performance of glycated haemoglobin (HbA1c) as a screening test of diabetes and impaired glucose tolerance (IGT) in a high risk population - The Brazilian Xavante Indians. Diabetes Research and Clinical Practice (Print), v. 106, p. 337-342, 2014. 16. Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Diretoria de Medicina Rural. Declaração de Brasília: o conceito de rural e o cuidado à saúde. Brasília, 2011. [acesso 04 out.2012] Disponível em: http://www.sbmfc.org.br/media/file/documentos/Declara%C3%A7%C3%A3o%20de%20Bras%C3%ADlia%202011.pdf 17. Hartley, D. Rural Health Disparities, Population Health, and Rural Culture. American Journal of Public Health. 2004; 94: 1675 – 1678. 18. Soares D. O Sonho de Rose: políticas de saúde pública em assentamentos rurais 2006; Saúde Soc. (São Paulo) 2006; 15(3): 57-73. 19. Wunsch S, Budó MLD, Girardon-Perlini NMO, Garcia RP, Oliveira SG. Care as a commitment of all: a study in a rural settlement. Rev. Gaúcha Enferm (Porto Alegre) 2014; 35 ( 4 ): 65-71. 20. Scopinho RA. Condições de vida e saúde do trabalhador em assentamento rural Ciência & Saúde Coletiva (Rio de Janeiro) 2010; 15(Supl. 1):1575-1584. 575-1584, 2010 21. Santos JC; Hennington EA. Aqui ninguém domina ninguém: sentidos do trabalho e produção de saúde para trabalhadores de assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Cad Saude Publica (São Paulo) 2013 ;29(8):1595-604. 22. Freitas MA, Mattos ATR, Gomes WZ, Caccia-Bava MCGG. Quem são, o que falam e o quem escuta os pobres? Ciência & Saúde Coletiva (Rio de Janeiro) 2017; 22 (12): 3859-3882.

Tipo de oferecimento da disciplina:

Presencial

Class type:

Presencial