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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto
 
Música
 
Disciplina: 5971312 - Harmonia e Contraponto III
Harmony and Counterpoint III

Créditos Aula: 2
Créditos Trabalho: 1
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2019 Desativação:

Objetivos
Trabalhar os conceitos de linguagem musical enquanto processo histórico, daí a necessária introdução do curso a partir dos sistemas musicais pré-tonais até chegarmos à redução do contraponto enquanto ferramenta de trabalho com regras rigorosas (strenger Satz), justamente como parte de um processo maior que viabiliza a liberdade na composição musical a partir de um fraseado livre (quando lidamos de volta com as questões da linguagem). Desenvolver no aluno a capacidade de articulação inventiva do fraseado musical em meio às questões da simultaneidade de linhas melódicas ou acontecimentos musicais (contraponto como elemento textural). Desenvolver as noções de contraponto micro e macro-estrutural. Aproximar o aluno dos recursos do contraponto que remontam aos primórdios da polifonia, passando pelas cinco espécies acadêmicas de Fux (1725), assim como introduzi-lo na prática de exercícios de contraponto como desenvolvimento de uma ferramenta de trabalho, cujos princípios se aplicam às mais diferentes formas da linguagem musical. O Contraponto, assim como a Harmonia, são disciplinas universais na arte da música e constam obrigatoriamente dos currículos básicos de todos os principais centros universitários do mundo. O contraponto está para a música como a perspectiva está para a pintura. O método de Fux (incluindo-se as experiências de toda a literatura posterior construída a partir dele) - mesmo que tendo por base certa ingenuidade ou “inocência de estilo” (Nietzsche), portanto, desprovido de um processo inventivo enquanto formador da linguagem musical - é uma etapa do conhecimento profissional imprescindível tanto para o compositor, orquestrador ou arranjador, como também para o musicólogo pesquisador e toda sorte de intérprete-executor, uma vez que o bom domínio dos recursos do contraponto (condução simultânea das vozes) é conditio sine qua non para a compreensão de toda e qualquer poética em meio às tradições do logos musical grafocêntrico. Complemento de questões harmônicas: teoria do baixo continuo, romantismo tardio.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
1682511 - Rubens Russomanno Ricciardi
 
Programa Resumido
Introdução histórica dos sistemas pré-tonais e a colocação do problema do contraponto enquanto recurso a serviço da linguagem. Regras de contraponto acadêmico que remontam a Fux: as cinco espécies a duas vozes. Baixo Continuo e Romantismo tardio na harmonia.
 
 
 
Programa
1. Recursos do contraponto. Textura musical (monodia, homofonia, melodia acompanhada e polifonia). 2. Sistemas musicais pré-tonais: a) Σύστημα τελειον de Aristóxeno. b) Cantochão e seus 4 modi (ou 8 tons) originais da igreja católica. 3. Revolução polifônica: a) Ars Antiqua. 4. Revolução polifônica b) Ars Nova (incluindo-se a Resolução ou Cadência Landino) e o surgimento da Tonalidade no Renascimento. 5. 1ª espécie a duas vozes: nota contra nota I – exercícios em sala de aula. 6. 2ª espécie a duas vozes: duas notas contra uma I – exercícios em sala de aula. 7. 3ª espécie a duas vozes: quatro notas contra uma e o uso do recurso da nota cambiata como alternativa à Resolução Landino I. 8. 4ª espécie a duas vozes: duas notas contra uma com ligadura, chamado contraponto de síncopas I – exercícios em sala de aula. 9. 5ª espécie a duas vozes: chamada contrapunctum floridum I. 10. Fundamentos do baixo contínuo (Bach e Rameau). 11. Exercícios de baixo contínuo (obras referenciais dos grandes mestres europeus e do período colonial brasileiro) 12. Exercícios de baixo contínuo (obras referenciais dos grandes mestres europeus e do período colonial brasileiro) 13. Exercícios de baixo contínuo (obras referenciais dos grandes mestres europeus e do período colonial brasileiro) 14. O cromatismo no crepúsculo do Romantismo. Mediantes. 15. O cromatismo no crepúsculo do Romantismo. Mediantes.
 
 
 
Avaliação
     
Método
O curso está baseado em aulas teóricas expositivas acompanhadas por ilustrações musicais, bem como com a realização em sala de aula de exercícios com a supervisão do professor.
Critério
Exercícios em classe e entrega de trabalhos.
Norma de Recuperação
Alunos com avaliação final igual ou superior a 3,0 terão chance de uma prova de recuperação. Prova de recuperação abrange toda a matéria dada no semestre.
 
Bibliografia
     
APEL, Willi (1986). Medieval music. Stuttgart, Franz Steiner. *CARDINE, Don Eugène (1989). Primeiro Ano de Canto Gregoriano e Semiologia Gregoriana. Tradução de Eleanor Florence Dewey. São Paulo, Palas Athena. CARVALHO, Any Raquel (2000). Contraponto modal – manual prático. Porto Alegre, Sagra Luzzatto. CERVENCA, Bruno (1965). Il contrappunto – nella polifonia vocale clássica. Bologna, Bongiovanni. DE SANCTIS (1982). La polifonia nell’arte moderna – spiegata secondo i principi classici. Milano, Ricordi. DIONISI, Renato & ZANOLINI, Bruno (1979). La tecnica del contrappunto vocale nel cinquecento. Milano, Suvini Zerboni. DUBOIS, Theódere (1983). Trattato di contrappunto e fuga. Traduzione di Eugenio de’Guarinoni [do original francês]. Milano, Ricordi. (Edição original 1905). *FLOTZINGER, Rudolf (2000). Perotinus musicus. Mainz, Schott. *FUX, Joanne Josepho (1725). Gradus ad Parnassum - sive manuductio ad compositionem musicae regularem. Viennae - Austriae, Joannis Petri Van Ghelen - ver também a edição norte-americana: FUX, Joseph Johann - MANN, Alfred (1965). The study of counterpoint – from Johann Joseph Fux’s GRADUS AD PARNASSUM. Translated und edited by Alfred Mann [do original latino]. New York, Norton & Company. Há ainda a tradução do inglês pelo Prof. Dr. Jamary Oliveira (UFBA) disponível na Internet: http://www.hugoribeiro.com.br/textos/fux.pdf. GOMES, André da Silva (1998). Arte Explicada de Contraponto. Edição e apresentação de Régis Duprat, Edílson Vicente de Lima, Márcio Spartaco Landi & Paulo Augusto Soares. São Paulo, Arte & Ciência. [Este tratado remonta aos tempos coloniais]. *GIBSON, Sophie. Aristoxenus of Tarentum and the Birth of Musicology. New York & London: Routledge, 2005. KENNAN, Kent Wheeler (1972). Counterpoint – based on eighteenth-century practice. 2a ed. New Jersey, Prentice-Hall. (1a ed. 1959). KOELLREUTTER, H[anns] [Joachim] (1996). Contraponto modal do século XVI (Palestrina). Brasília, MusiMed. MICHELS, Ulrich (2001). dtv-Atlas - Musik. München, Deutscher Taschenbuch & Kassel, Bärenreiter. (1a ed. 1977). MOTTE, Diether de la (1994). Kontrapunkt – ein Lese- und Arbeitsbuch. 5. Auflage. Kassel, Deutscher Taschenbuch & Bärenreiter. (1a ed. 1981). PEPPING, Prof. Ernst (1950). Der polyphone satz (I) - Der cantus-firmus-Satz. Berlin, Walter de Gruyter. (1a ed. 1942). PEPPING, Ernst (1957). Der polyphone satz (II) - Übungen im doppelten Kontrapunkt und im Kanon. Berlin, Walter de Gruyter. SCHOENBERG, Arnold (1977). Vorschule des Kontrapunkts. Eingeleitet und kommentiert von Leonard Stein (1961) [introdução e comentários]. Übersetzung aus dem Amerikanischen von Friedrich Saathen [tradução do inglês americano]. Wien, Universal. (Edição original norte-americana 1963) - ver também a edição brasileira: SCHOENBERG, Arnold (2001). Exercícios preliminares em contraponto. Edição e prefácio de Leonard Stein. Tradução de Eduardo Seincman [do original inglês]. São Paulo, Via Lettera. WEBER, Gottfried (1817-1821). Versuch einer geordneten Theorie der Tonsatzkunst. Volumes I-III. Mainz. WOLF, Erich (1985). Die Lehre vom Kontrapunkt [Volume III da série Die Musikausbildung]. Wiesbaden, Breitkopf & Härtel. (1a ed. 1969). *=obras mais importantes e utilizadas no contexto do curso!
 

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