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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto
 
Estomatologia, Saúde Coletiva e Odontologia Legal
 
Disciplina: 8021215 - Atenção à Saúde Bucal em Populações Indígenas
Oral Health Care to Indigenous Populations

Créditos Aula: 1
Créditos Trabalho: 4
Carga Horária Total: 135 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2013 Desativação:

Objetivos
Geral
Como parte integrante do processo de ensino aprendizagem, a nova disciplina optativa se propõem a participar da estrutura curricular da FORP-USP, tendo como objetivo geral oferecer as condições necessárias ao desenvolvimento de competências e habilidades para a práxis de saúde no subsistema de Saúde Indígena -SUS.

Específicos
- Capacitar os futuros profissionais a atuarem na área da saúde indígena para lidarem com o contexto intercultural a partir do campo de conhecimento antropológico;

- Reconhecer as principais enfermidades bucais que atingem a população indígena;

- Capacitar o estudante para utilizar a Epidemiologia com vistas à intervenção preventiva na atenção à saúde individual e coletiva;

- Construir um diagnóstico de situação de saúde bucal local com dados primários;

- Usar indicadores de saúde para distinguir demandas de necessidades em saúde;

- Conhecer a História Natural dos agravos à saúde como um modelo explicativo do processo saúde-doença;

- Analisar as estratégias preventivas “de alto risco” e “populacional”;

- Avaliar o efeito potencial de intervenções preventivas por meio da vigilância da saúde;

- Conhecer e discutir a construção das políticas publicas no contexto do setor saúde no Brasil enfocando a política de saúde indígena e a organização do sistema de saúde específico;

- Conhecer e discutir o desenvolvimento da política indigenista no Brasil e suas repercussões no processo de trabalho em saúde indígena;

Instrumentalizar os futuros profissionais de saúde que atuam na área para compreender a gestão, planejamento e organização do trabalho em saúde indígena;

- Refletir sobre as práticas educativas utilizadas no âmbito da saúde indígena;

- Reconhecer os elementos necessários para a construção de uma prática educativa crítica e transformadora;

- Aperfeiçoar a competência educativa do estudante voltada para as ações de profissionalização de indígenas na área da saúde.

-Socializar os conhecimentos já produzidos e organizados ao longo do projeto Huka Katu;

-Desencadear novos processos orientados de reflexão e discussão das questões inerentes à saúde da população indígena brasileira pelos profissionais.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2086320 - Wilson Mestriner Junior
 
Programa Resumido
Diagnóstico das condições de saúde bucal das comunidades. Atividades Coletivas e Individuais nas Aldeias . Avaliação de Risco Doenças Bucais. Desenvolvimento de ações de controle das doenças bucais. Capacitação dos Agentes Indígenas de Saúde.
 
 
 
Programa
AULAS TEÓRICAS
Esquema do Módulo I. Teleodontologia, projeto Huka Katu a FORP-USP no parque indígena do Xingu. Ribeirão Preto, 2006.
Tópico 01: Sociedades e sociologia aplicada
Nenhum homem é uma ilha
Grupos humanos e grupos sociais
Agir e interagir na sociedade – o ser social
Contato social
Cultura nas diferentes sociedades
Processos culturais
Controle social
Sociedades, culturas, globalização e neoliberalismo
Tópico 02: Do homo sapiens à “humanização”
O conceito de raça aplicada à espécie humana
A variabilidade da espécie humana
Os troncos raciais no Brasil
Tópico 03: Cidadania e política
Política?
Cidadania?
Tópico 04: Saúde e doença: práxis social
O que é saúde?
O processo saúde-doença
Promoção de saúde
A promoção de saúde como movimento social
Tópico 05: Políticas de saúde pública
Políticas sociais
Políticas públicas
O sistema único de saúde (SUS)
Atenção básica em saúde
Política nacional de saúde bucal
Tópico 06: Humanização serviços de saúde
Relações interpessoais
Acolhimento e acesso
Humanização dos serviços de saúde (SUS)
Tópico 07: Saúde indígena
A população indígena no Brasil
Um breve histórico sobre indigenismo
A política de saúde indígena
Distritos sanitários especiais indígenas (DSEIS)
O subsistema de saúde indígena no DSEI/Xingu
Tópico 8: Saúde Bucal Indígena
Atenção à saúde bucal indígena
Contextualização da cultura indígena no Xingu
Controle social na cultura indígena
Levantamentos em saúde bucal indígena

Esquema do Módulo II. Teleodontologia, projeto Huka Katu a FORP-USP no parque indígena do Xingu. Ribeirão Preto, 2006.
Tópico 1- Histórico da saúde brasileira
Início da atenção à saúde no Brasil
Os primeiros modelos assistenciais de saúde
Assistência à saúde e a previdência social
O surgimento do sistema único de saúde
Lei orgânica de saúde
Mecanismo regulador da descentralização da saúde
Financiamento do SUS
Atenção primária no contexto do SUS
Tópico 2- Institucionalização da saúde indígena
Processos políticos na atenção à saúde indígena
Momentos históricos relevantes
Os modelos assistenciais em saúde bucal no Brasil
O que é preciso na atenção em odontologia?
Tópico 3- Estrutura e organização da atenção à saúde bucal indígena
O retrato da saúde bucal brasileira
As metas da organização mundial da saúde
a organização das ações de saúde bucal no DSEI
Bases para a reorientação das ações de saúde bucal no DSEI
Tópico 4- A saúde bucal na atenção básica como modelo à saúde indígena
Planejamento e execução de ações
Conhecendo a situação local
Situações de risco
Planejamento das ações
Ações de educação e prevenção
Ações preventivas coletivas
Fluorterapia
Tópico 5- Os profissionais e a saúde bucal indígena
Competências e o perfil do profissional na saúde bucal indígena
Atribuições comuns a todos os profissionais de saúde bucal
Atribuições específicas do cirurgião-dentista (CD)
Atribuições específicas do THD e ACD
Atribuições do agente indígena de saúde
Avaliação e sistemas de informação
AULAS PRÁTICAS – Atividades de Campo
Ações de saúde bucal serão desenvolvidas pelos acadêmicos do segundo, terceiro e quarto ano do curso de odontologia nas aldeias presentes no território correspondente aos pólos base Pavuru, Diauarun e Wawi, em viagens periódicas (de 4 viagens ao ano, com duração de 15 a 20 dias, nas comunidades por elas assistidas, juntamente com a equipe da UNIFESP (médico, cirurgião dentista contratado, um técnico de enfermagem e um barqueiro). Planejamento das Atividades Coletivas em Espaços Sociais: Desenvolvimento de Ações de Saúde Bucal na Área de Abrangência
• Diagnóstico das condições de saúde bucal das comunidades
o Execução Levantamento das Condições de Saúde Bucal – Espaços Sociais
o Tabulação dos dados - Levantamento Epidemiológico
o Análise dos dados e elaboração de relatório - Levantamento Epidemiológico
• Atividades Coletivas e Individuais nas Aldeias
o Ações de Promoção Prevenção e Recuperação da Saúde Bucal
o Estratégias Coletivas para Controle das Doenças Bucais
o Fluorterapia (Resolução SES-SP)
• Avaliação de Risco Doenças Bucais
o Avaliação de Risco Doenças Bucais
o Tabulação e análise dos dados Avaliação de Risco
o Desenvolvimento de Ações Coletivas e Individuais
• Desenvolvimento de ações de Controle das Doenças Bucais
• Ações de Recuperação e Reabilitação da Saúde Bucal
• Apresentação Relatório das Atividades Desenvolvidas
 
 
 
Avaliação
     
Método
Opta-se pela utilização de metodologias ativas de aprendizado
Credito aula - A disciplina será composta por encontros temáticos, com freqüência quinzenal, em horário extra curricular não concorrente com a grade horária das disciplinas presentes na estrutura curricular obrigatória,apresentadas com o uso de recursos de ensino como textos, imagens e animações. O material complementar ao estudo, sugerido pela equipe de docentes, será listado previamente ao encontro.
Credito aula - Como uma das etapas de preparação os estudantes será utilizada a ferramenta digital (Ciber-tutor), que disponibiliza dois cursos de forma que todos os estudantes tenham acesso a produção presente na literatura (saúde bucal coletiva, política e cultura indígena), gerando possibilidades para solução mais adequadas para o enfrentamento dos problemas ao novo contexto em que irão atuar, permitindo com isto também o estimulo à discussão, utilizando os encontros temáticos como rodas de cultura. Ao longo da etapa preparatória, os estudantes também deverão realizar atividades individuais ou colaborativas, para apresentação no ambiente de discussão.
Serão desenvolvidos e disponibilizados aos estudantes os recursos necessários para sua adequada participação nas atividades de campo. Como exemplo de
tutoriais podem ser citados:
• Uso do ambiente de ensino a distância;
• Pesquisa de literatura científica na Internet e em bases de dados;
• Download e instalação de plugins (ex: leitura de arquivos pdf e visualização de
animações);
Credito trabalho - . Realização de trabalho de campo sob supervisão, com redação de relatório.
Critério
Os estudantes serão avaliados no conteúdo teórico através do desempenho nos dois cursos presentes na plataforma da Teleodontolgia;
Serão avaliados no desenvolvimento das atividades práticas ao longo do período preparatório e durante o estágio de campo, nos domínios cognitivos (conhecimentos-diagnóstico-avaliação), atitude (participação – relações interpessoais), psicomotor (habilidades técnicas - qualidade dos trabalhos realizados) assim como na sua assiduidade e biossegurança (organização do ambiente de trabalho). E ainda relatório individual e em equipe para os que forem selecionados para as atividades extra-muros (Planejamento e desenvolvimento das atividades). A média final constará de uma nota de zero a dez, elaborada de acordo com a média ponderada composta pelos seguintes pesos: Teórico - peso 03, Prática - peso 05 e Relatório - peso 02.
Os Supervisores de estágio utilizarão da seguinte lista de verificação para avaliação prática:
• Domínio Cognitivo: identifica os problemas existentes, empregar os procedimentos corretos
• Atitude: Estabelece uma boa relação, de respeito, colaboração com os colegas, supervisores, equipe de saúde e indivíduos da comunidade
• Psicomotor: Empregar as técnicas (práticas de saúde) de maneira correta
• Assiduidade nas aulas: Respeitar horário de chegada e saída das atividades de estágio
• Organização no ambiente de trabalho: Fichas, materiais , sistema de trabalho.
Norma de Recuperação
No período a ser definido pela Comissão de Graduação, será submetido a trabalho programado.
 
Bibliografia
     
Baruzzi, R.; Junqueira, C. (org). Parque Indígena do Xingu: Saúde, cultura e história. Ed, Terra Virgem, 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Projeto SB Brasil 2003: Condições de Saúde Bucal da População Brasileira 2002-2003: Resultados Principais. Brasília: Ministério da Saúde, 2004a. 68p.
______. MINISTÉRIO DA SAÚDE . Cadernos da Atenção Básica nº 17: Saúde Bucal;2006
______. MINISTÉRIO DA SAÚDE . Política Nacional da Atenção Básica – Série Pactos pela Saúde. Volume 4. 2006.
OLIVEIRA, C.; PACAGNELLA, R.C.; CHIARELLO, M.G.M; BREGAGNOLO, J.C.; WATANABE, MESTRINER JÚNIOR, W “Projeto Huka Katu: a FORP – USP no Parque Indígena do Xingu” Revista da ABENO - Associação Brasileira de Ensino Odontológico, 5(2), jul/dez, 2005.
______. Secretaria de Assistência à Saúde. Departamento de Assistência e Promoção à Saúde. Coordenação de Saúde Bucal. Levantamento Epidemiológico em Saúde bucal: - Projeto - SB Brasil 2000. Brasília, 2003.
______. Secretária Nacional de Programas Especiais de Saúde. Divisão Nacional de Saúde Bucal. Política Nacional de Saúde Bucal: princípios, objetivos, prioridades. Brasília (DF); 2003 [2003 jun]. Disponível em: URL: http://www. saude.gov.br/programas/bucal/politica/politica.htm.
CAMPOS, G.W.S; MINAYO, M.C.S.; AKERMAN, M; DRUMOND JUNIOR, M.; CARVALHO, Y.M.; organizadores Tratado de Saúde Coletivo. São Paulo (SP)/Rio de Janeiro (RJ): hucitec/Fiocruz; 2007. p.375-417.
PEREIRA, A. C. et al. Odontologia em saúde coletiva: Planejando ações e promovendo saúde. Porto Alegre: Artmed, 2003. 440p.
PINTO, V.G. Saúde bucal coletiva. São Paulo: Santos, 2000.
STARFIELD, B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde,serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO/Ministério da Saúde, 2002.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Oral health global indicators for 2.000: DMFT - 3 at 12 years. Genebra, WHO, 1985.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Oral health surveys: basic methods. 4 ed. Geneva: ORH/EPID, 1997.
 

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