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Júpiter - Sistema de Graduação

Escola de Artes, Ciências e Humanidades
 
Artes, Ciências e Humanidades
 
Disciplina: ACH2897 - Introdução à Sociologia da Arte
Introduction to Sociology of Art

Créditos Aula: 2
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 30 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2020 Desativação:

Objetivos
Visa-se realizar nesta disciplina, introdução à sociologia da arte a partir do estudo e análise da função social da arte e respectivamente da realidade social brasileira no contexto latino-americano. O foco do estudo e aprendizagem repousará na abordagem ao fenômeno da arte e estética na perspectiva social e periférica da sociedade brasileira. Serão considerados a questão social subjacente da produção e fruição da arte e história e etapas de desenvolvimento de sua produção e recepção, bem como as suas transformações sob a ótica de classes, relações culturais e principalmente de trabalho e renda.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2166145 - Antonio Takao Kanamaru
 
Programa Resumido
Introdução a conceitos e fundamentos da sociologia da arte por meio de estudo, análise e discussões dialéticas baseadas metodologicamente em procedimentos bibliográficos bem como pesquisa de campo, com leitura, análise e discussão a partir de autores e o pensamento estético e artístico social brasileiros. Serão abordados o fenômeno estético social, a separação entre trabalho intelectual e trabalho manual, artistas e obras, produção e recepção cultural a partir das obras, pensamentos e manifestos, assim como manifestações populares no Brasil, a partir da região sudeste brasileira, São Paulo, a irradiar estudos e análises pelo país e América Latina.
 
 
 
Programa
Introdução, abordagem, métodos e avaliação. Autores e obras. Manifestações populares. O contexto cultural, conjuntura política. Fases históricas da arte em geral e da arte brasileira, na perspectiva social. A contribuição da missão francesa liderada por Lévi-Strauss. A perspectiva social de Florestan Fernandes. Arte colonial. Arte indígena. Arte afro. Arte popular. Semana de 22. O departamento de cultura de Mário de Andrade e o IPHAN. Pinacoteca do Estado. O Memorial da América Latina. Liceu de Artes e Ofícios. IAC/MASP, NDI/CIESP. A industrialização brasileira e a qualificação da mão de obra. A influência industrial de Le Corbusier e a bauhausiana e o cooperativismo da Unilabor. Plano-piloto de Brasília e candangos. I, II e III Bienais Internacionais de São Paulo. Abstracionismo e polêmica. Acordo MEC-USAID. A influência da CIA, segundo Saunders. O Museu da Solidariedade presidido por Mário Pedrosa, no contexto de Salvador Allende. CPC-UNE. Nise da Silveira e o movimento antipsiquiátrico. Arte e ideologia. Os Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro. O mecenato de Ciccilo Matarazzo. A I Exposição Nacional de Poesia Concreta, a forma concreta, a origem do design brasileiro e inteligência nacional. A obra estética, artística e educativa de Joaquín Torres-García. O Museu de Arte de São Paulo, o projeto visionário de Pietro Bardi, o mecenato de Assis Chateaubriand. O ecletismo arquitetônico e o brutalismo paulista, segundo Ferro. O Golpe de 1964 e a resistência do crítico Mário Pedrosa. A resistência do crítico de arte moderna Mário Schenberg. Muralismo Mexicano e a Gráfica Mexicana. Tropicalismo. Teatro de Arena. Teatro do Oprimido de Augusto Boal. Teatro épico de Brecht - a função pedagógica da arte e do teatro. O vernacular na arte. A neoantropofagia de Oswald de Andrade no Teatro Oficina de José Celso Martinez Correa. Lina Bardi e o Serviço Social do Comércio-Fábrica. Artistas operários modernistas. O Projeto do Parque Ibirapuera no IV Centenário de São Paulo, por Oscar Niemeyer. A construção teórica-estética, histórica-cultural e criadora-projetiva de Aloísio Magalhães. Arte e cultura popular como resistência. O artesanato. A arte conceitual. A crítica revolucionária de Glauber Rocha, o Cinema da Boca-do-Lixo e o pessimismo de Person. O grafite dos anos 80. A arte pública. Projeto Arte/Cidade. Intervenções urbanas. Museu Afro. Corpo. Identidade. Metrópole. As novas bienais e os novos museus. Curadoria. Theodor Adorno e Max Horkheimer e a indústria cultural. Walter Benjamin e a obra de arte na era da reprodução técnica. Gui Debord e a Internacional Situacionista. Maio de 68. Novas temáticas. Novos estudos.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas expositivas e audiovisuais com material didático, trabalhos de criação, leituras programadas, discussões, seminários e monografia. Visitas guiadas previstas.
Critério
Avaliação baseada em participação em discussões e debates, crítica, articulação, consistência e aprofundamento em seminários e monografia.
Norma de Recuperação
Provas oral e escrita.
 
Bibliografia
     
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. AMARAL, Aracy. Arte para quê. São Paulo, Perspectiva,1970. BARBOSA, Ana Mae. Redesenhando o desenho. Educadores, política e história. São Paulo: Cortez, 2015. BASTIDE, Roger. Arte e sociedade. São Paulo: Nacional, 1979. BENJAMIN, Walter. Estética e sociologia da arte. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1984. CANCLINI, Nestor García. A socialização da arte. São Paulo: Cultrix, 1980 ___________ A produção simbólica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. ____________. Literatura e sociedade. São Paulo: T.A.Queiroz; Publifolha, 2000. CHAUÍ, Marilena. Obra de arte e filosofia. In: NOVAES, Adaulto. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Francisco Alves, 1978. DÍAZ, Alejandro; CASARES, Mariana (orgs). Torres-García: el niño aprende jugando. São Paulo: IPSIS, 2015. DEBORD, Gui. A sociedade do espetáculo. São Paulo: Contraponto, 1997. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Rio de Janeiro: Vozes, 2015. GORENDER, Jacob. A escravidão reabilitada. São Paulo: Expressão Popular; Fundação Perseu Abramo, 2016. FERNANDES, Florestan. Folclore e mudança social na cidade de São Paulo. São Paulo: Vozes, 1979. FAORO, Raymundo. Os donos do poder. São Paulo: Globo, 2000. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013. FREYRE, Gilberto. Casa grande e senzala. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. KURZ, Robert. Os últimos combates. Rio de Janeiro: Vozes, 1997. LÉVI-STRAUSS, C. & CHARBONNIER, G. Arte, Linguagem, Etnologia: entrevistas com Claude Lévi-Strauss. Campinas, SP: Papirus, 1989. LUKÁCS, Gyorgy. Arte e sociedade: escritos estéticos. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009. MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994. PEDROSA, Mário. Acadêmicos e modernos. Textos escolhidos III. Org. Otília Arantes. São Paulo: Edusp, 1998. ___________. A opção imperialista. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. SAUNDERS, Frances Stonor. Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura. Rio de Janeiro: Record, 2008. SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas. 6ed. São Paulo: Duas Cidades; edit. 34, 2012. SEVCENKO, Nikolau. Arte moderna: o desencontro de dois continentes. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, 1995. SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fund. Perseu Abramo, 2002. SOUZA, Gilda de Mello e. A ideia e o figurado. São Paulo: edit. 34, 2005. SOUZA, Jessé. A elite do atraso. Rio de Janeiro: Leya, 2017. _________. A tolice da inteligência brasileira. Rio de Janeiro: Leya, 2015. THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 1986. ZANINI, Walter. A arte no Brasil nas décadas de 1930-40: o Grupo Santa Helena. São Paulo: EDUSP, 1991 .
 

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