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Júpiter - Sistema de Graduação

Escola de Artes, Ciências e Humanidades
 
Artes, Ciências e Humanidades
 
Disciplina: ACH5041 - Antropologia do Nascimento
Anthropology of Birth

Créditos Aula: 2
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 30 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2013 Desativação:

Objetivos
• Conhecer os fundamentos socioculturais do processo de parto e de nascimento;
• Compreender os modelos de assistência obstétrica dentro de uma perspectiva sociocultural;
• Compreender as relações entre as representações e as práticas de parto e de nascimento em diferentes contextos socioculturais.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
131031 - Edemilson Antunes de Campos
 
Programa Resumido
A antropóloga norte-americana Brigitte Jordan define, em seu livro Birth in four cultures, o parto e o nascimento como um evento universal, ao mesmo tempo, fisiológica e culturalmente determinado. Dessa maneira, pensados em uma perspectiva socioantropológica, o parto e o nascimento são concebidos como simbolicamente construídos dentro de uma configuração sociocultural específica. É nessa perspectiva que, essa proposta, busca oferecer aos alunos as condições teóricas e metodológicas para responderem as seguintes questões básicas do processo de nascimento: Quais os fundamentos que regem os modelos da assistência obstétrica? Quais as representações e os significados do parto e do nascimento dentro de contextos socioculturais específicos? Como as representações e os significados do nascimento orientam as práticas do parto concebido como um evento social? Em uma perspectiva antropológica, qual o papel desempenhado pelas obstetrizes durante o processo de parto e de nascimento? Enfim, quem, onde e como se nasce? Essa proposta busca contribuir para a formação crítica dos futuros profissionais de obstetrícia, de maneira que possam atuar e ter um papel social relevante, valorizando a experiência da mulher orientada de maneira integral para a saúde.
 
 
 
Programa
1) Uma antropologia do parto e do nascimento;
2) Aspectos socioculturais da assistência à maternidade;
3) O parto e o nascimento em uma perspectiva intercultural;
4) O parto e o nascimento como ritual de passagem;
5) Modelos e práticas da assistência obstétrica;
6) Locais e Agentes da assistência obstétrica;
 
 
 
Avaliação
     
Método
Avaliação
Trabalho final de Pesquisa sobre os Modelos e Práticas da Assistência Obstétrica em uma perspectiva intercultural – Peso 2
- Apresentação dos trabalhos finais – Peso 1
-Entrega de resenhas dos textos discutidos em aula – peso 1

Método
• Trabalho final de Pesquisa sobre os Modelos e Práticas da Assistência Obstétrica em uma perspectiva intercultural – Peso 2
• Apresentação dos trabalhos finais – Peso 1
• Entrega de resenhas dos textos discutidos em aula – peso 1

Critério
Media ponderada dos itens de avaliação, respeitando os pesos de cada item
Norma de Recuperação
Aplicável ao aluno que:
• Apresentar a média final abaixo de 05 (cinco);
• Apresentar a freqüência igual ou superior a 75%;
 
Bibliografia
     
Bibliografia básica
• JORDAN, B. Birth in Four Cultures, Illinois: Waveland Press, 1993;
• DAVIS-FLOYDS, R. Birth as an American Rite of Passage, Los Angeles: University of California Press, 2003;
• KITZINGER, S. Mães: um estudo antropológico da maternidade. 2. ed., Lisboa: Editorial Presença, 1996.

Bibliografia complementar:
DOSSIER PARTO, Estudos Feministas, 2002, 10 (2), 399-492.
ENKIN, M. et al. Guia para atenção efetiva na gravidez e no parto. 3.ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2005.
GIFFIN, K. e COSTA, S. H (orgs.). Questões de saúde reprodutiva, Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1999.
GUALDA, D.M.R. A experiência, o significado e a realidade da enfermeira obstetra: um estudo de caso. [livre docência] São Paulo (SP): Escola de Enfermagem da USP; 1999.
JUCÁ, L. e MOULIN, N (orgs.). Parindo um novo mundo: Janete Capiberibe e as parteiras do Amapá, São Paulo: Cortez, 2002.
MEAD, M. O nascimento de uma criança Arapesh. In. Sexo e Temperamento, 3. ed., São Paulo: Perspectiva, 1988, pp. 55 – 62.
MOTT, M. L. A parteira ignorante: um erro de diagnóstico médico? Estudos Feministas, Ano 7, 1º e 2º sem, 1999, pp. 25 – 36.
MOTT, M. L. O curso de partos: deve ou não haver parteiras? Cad Pesq 108: 133-161, nov. 1999.
NOGUEIRA, A. T. e LESSA, C. Mulheres contam o parto, São Paulo: Itália Nova Editora, 2003.
PEREIRA, W. R. O processo de medicalização do corpo feminino. In. Lucila Scavone e Luís Eduardo Batista. Pesquisas de gênero: entre o público e o privado, Araraquara – SP: FCL, Laboratório Editorial, 2000, pp. 127 – 151.
RIESCO, M.L.G. Que parteira é essa? São Paulo, 1999. 193p. Tese (Doutorado) – Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.
RIESCO, M. L. G. e TSUNECHIRO, M. A. Formação profissional de obstetrizes e enfermeiras obstétricas: velhos problemas ou novas possibilidades? Estudos Feministas, ano 10 n. 450, 2002: 449-459.
ROMALIS, S. An overview In: Childbirth, alternatives to medical control, Austn: University of Texas Press, 1981.
SCAVONE, L. Dar a vida e cuidar da vida, São Paulo: Editora UNESP, 2004.
UCHÔA, E. e VIDAL, J. M. Antropologia Médica: elementos conceituais e metodológicos para uma abordagem da saúde e da doença, Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 1994, 10 (4): 497 – 504.
VAN GENNEP, A. “A gravidez e o parto” e “O nascimento e a infância”. In. Os ritos de passagem, Petrópolis – RJ; 1978, pp. 52 – 69.
VÍCTORA, C, KNAUTH, D. R e HASSEN, M. N. A. Corpo, saúde e doença na antropologia, In. Pesquisa qualitativa em saúde: uma introdução ao tema, Porto Alegre: Tomo editorial, 2000, p. 11- 23.
VIEIRA, E. M. A medicalização do corpo feminino, In Questões de saúde reprodutiva, Karen Giffin e Sarah Hawker Costa (orgs). Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 1999, P. 67 – 78.

Filmes: Nascendo no Brasil, Carla Biasucci
Mensageiras da Luz: parteiras da Amazônia, Evaldo Mokarzel
Le Premier Cri, Glles de Maistre
 

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