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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
 
Hist da Arq e Estética do Projeto
 
Disciplina: AUH0150 - História e Teorias da Arquitetura I
History and Theories of Architecture I

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2011 Desativação:

Objetivos
Disciplina introdutória. O primeiro contato dos alunos com a complexidade do universo arquitetônico objetiva proporcionar-lhes um conjunto de temas e indagações que os motivem a compreender o estudo da História como fundamental à formação acadêmica e à profissão do arquiteto. A apresentação e problematização de distintas vertentes da historiografia, suas interfaces e distanciamentos, propicia uma reflexão sobre a História da Arquitetura que, embora vinculada a um recorte temporal determinado, repercute sobre temas referenciais que circunstanciarão o desenvolvimento do conhecimento durante os cinco anos de curso, estimulando a capacidade crítica dos alunos.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
64197 - Mario Henrique Simao D'Agostino
 
Programa Resumido
Introdução ao estudo da História da Arquitetura. O estudo da História na formação do arquiteto e do urbanista. Definições de Arquitetura. Análise e crítica das obras de arquitetura. Questões de método no estudo da História da Arquitetura Pré-Moderna. Arquitetura e Antropologia: arquitetura primitiva, arquitetura vernácula, arquitetura erudita. Arquitetura das primeiras civilizações da Antigüidade. Arquitetura da Antigüidade Clássica. Formação e consolidação dos classicismos que antecederam o Renascimento. Arquitetura paleocristã e bizantina. A arquitetura românica e a sociedade medieval. A arquitetura muçulmana no Mediterrâneo e na Península Ibérica. As arquiteturas manuelina em Portugal e isabelina em Espanha. A arquitetura gótica e os ideais religiosos e políticos.
 
 
 
Programa
1º módulo – Introdução ao curso de história: ver e entender a arquitetura
– O que é arquitetura? Definições históricas.
– História e historicismos da arquitetura: os significados da tradição.
– História, teoria e crítica de arquitetura.

2º módulo – Origens da arquitetura: mito e história
- O vernáculo e o erudito.
- A arquitetura dos povos primitivos. As civilizações pré-urbanas.
- O mito da cabana primitiva.
- As civilizações mediterrâneas. A arquitetura egípcia.
- Desenhos, maquetes e formas de concepção arquitetônica.

3º módulo – O clássico na arquitetura
- O meio físico, a consolidação das Cidades-Estado e as suas colônias..
- Grécia Clássica: Ordem, medida e harmonia.
– Os Templos Dórico, Jônico e Coríntio: cânones proporcionais e antropomórficos.
– Helenismo : permanências e inovações da arquitetura e do urbanismo.
– Roma: a arquitetura e a engenharia.
– Vitrúvio e a concepção de arquitetura no tratado De Architectura.
- A herança helênica e a concepção espacial da arquitetura. Roma: a cidade e o império..

4º módulo – Arquitetura paleocristã e medieval
- Espaço, luz e crise dos valores clássicos: arquitetura tardo-romana e paleocristã.
– A arquitetura românica dos núcleos urbanos, das grandes abadias e dos sistemas defensivos.
– A cidade medieval, sua organização e sua arquitetura.
- A arquitetura gótica: origens e características do seu apogeu.
- A arquitetura românica e gótica em Portugal. A arquitetura manuelina.

– VISITA A OBRAS
– SEMINÁRIO
– SESSÕES DE APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DE MAQUETES
 
 
 
Avaliação
     
Método
O curso se desenvolve por meio de aulas expositivas, exercícios analíticos e práticos, seminários e visitas a obras exemplares de arquitetura. A combinação dessas várias dinâmicas didático-pedagógicas busca estimular o melhor rendimento da capacidade de apreensão dos alunos e introduzi-los às diferentes formas de aprendizado para que se desenvolvam da maneira mais plena possível.

Sobre o exercício de realização de modelos tridimensionais de obras referenciais da história da arquitetura. Trabalho desenvolvido pelos alunos, mediante seleção de obra respectiva aos períodos estudados na disciplina. Integrando a pesquisa histórica à confecção de modelos tridimensionais, estas atividades práticas definem-se, rigorosamente, como estudos, processos de aprendizagem, construções mentais. Não se pretendem reconstruções fidedignas, antes colocam em foco os mecanismos do olhar, de apropriação e de ordenação do espaço, as múltiplas instâncias envolvidas na construção, assim equacionando os prováveis intentos daqueles que outrora se empenharam diretamente na edificação.
Verificável em diferentes períodos, o emprego de maquetes na concepção de obras de arquitetura tem suscitado acuradas reflexões sobre as formas de conhecimento, produção e vivência do espaço construído. O estimulante jogo imaginativo de prever ou rever – em miniaturas singelas ou elaborados modelos em escala – virtuais edifícios em suas verdadeiras dimensões cedo despertou olhares para as potencialidades do instrumento lúdico. A propiciar um artificioso poder de visão que remedeia muitas limitações do olho humano, comparecerá não apenas em ateliês de arquitetos ou canteiros de obras, mas em domínios dos mais diversos.
A elaboração de maquetes tridimensionais antecipa ou reconstitui a construção dos espaços, possibilitando compreender problemas de articulação de elementos construtivos e espaços e materializar aquilo que esteve ou está na imaginação do projetista. É, portanto, um importante instrumento para consolidar o que foi imaginado e para alavancar a imaginação.
Para os alunos, este exercício tem possibilitado, além do entendimento das obras estudadas, avaliar os dilemas enfrentados pelos seus projetistas e presentes na concepção das obras. Percebe-se, pela diversidade de soluções adotadas para a elaboração das maquetes, como a atenção dos alunos foi despertada para aspectos peculiares de cada uma das obras. Como resultado, duas maquetes da mesma obra podem ser – e normalmente são – muito diferentes entre si.
Critério
1. Participação dos alunos em seminários
2. Realização de relatórios de leitura
3. Trabalho prático
4. Avaliação de prova escrita sobre o conteúdo ministrado no semestre
Norma de Recuperação
Terão direito a recuperação, todos os alunos que obtiverem nota mínima 3,0 (três) e freqüência mínima de 70%, de acordo com as normas vigentes.
 
Bibliografia
     
ZEVI, Bruno. Saber ver a arquitetura.
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PEVSNER, Nikolaus. Panorama da Arquitetura Ocidental.
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Bibliografia complementar:
ALBERTI, Leon Battista. De Re Aedificatoria. Trad. de Giovanni Orlandi.
Milano: Ed. Il Polifilo, 1966.
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BENEVOLO, Leonardo. História da cidade.
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BENEVOLO, Leonardo. Introdução à arquitetura .
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BETTINI, Sergio. Lo spazio architettonico da Roma a Bisancio.
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BOULLÉE, Etienne-Louis. Arquitetura: Ensayo sobre el Arte. Trad. de C. M. Fuentes. Barcelona: Gustavo Gili Ed., 1985. (Há tradução em português, disponível no site da EESC-USP: Revista Babel, trad. de Carlos Roberto M. de Andrade.)
CALI, François et MOULINIER, Serge. L'Ordre Grec .
Paris: Arthaud, 1959
CENIVAL, Jean Louis de . Egypte: époque pharaonique .
Fribourg: Office du Livre, 1964
CHILDE, Gordon. O que aconteceu na História.
1ª ed.: 1942
1ª ed. em port.: São Paulo: Zahar, 1960
CHOISY, Auguste. Histoire de l'Architecture.
Reedição: Paris: Serg, 1976 - 2 vol.
D’AGOSTINO, Mário. A Obscuridade do Arquiteto. Vitrúvio e a redação dos dez livros De Architectura. In: Revista Pós, n. 14. FAU-USP, 2003.
D’AGOSTINO, Mário. Entre Vitrúvio e Augusto: a contra-imagem da arquitetura como corpo. In: Revista Desígnio n. 3. FAU-USP/Ed. Annablume, 2005.
D’AGOSTINO, Mário. Geometrias Simbólicas da Arquitetura. Espaço e ordem visual do Renascimento às Luzes. São Paulo: Ed. Hucitec, 2007.
DIAS, Pedro. Arquitectura Gótica Portuguesa .
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DUBY, Georges. O tempo das catedrais. A arte e a sociedade, 980-1420.
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ERLANDE-BRANDENBURG, Alain. La cathédrale.
Paris: Fayard, 1989.
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GIEDION, Sigfried. El presente eterno: Los comienzos de la arquitectura.
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1ª ed.: New Haven: Yale University Press, 1995.
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ZANKER, Paul. Augusto y el poder de las imágenes. Madrid: Alianza Ed., 1992.
ZEVI, Bruno. Architectura in Nuce.
São Paulo: Martins Fontes, 1986.
 

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