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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
 
Hist da Arq e Estética do Projeto
 
Disciplina: AUH0514 - Fundamentos Sociais da Arquitetura e Urbanismo I
Social Foundations of Architecture and Urban Planning I

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2011 Desativação:

Objetivos
a) compreender as experiências e significados do espaço e do tempo na constituição da sociedade moderna entre os séculos XIV e meados do século XIX;
b) analisar a formação do capitalismo, a transformação da propriedade da terra e a chamada acumulação primitiva, articulando as transformações globais do sistema a processos locais, coloniais e nacionais de desenvolvimento, em suas distintas temporalidades;
c) Analisar a formação do mercado de trabalho assalariado e da escravidão moderna, bem como a modernização da propriedade privada e o aprofundamento da questão social e dos direitos de cidadania;
d) problematizar as transformações nas esferas pública e privada com a consolidação dos Estados nacionais e a formação do sistema colonial;
e) Vincular a análise da arquitetura, do urbanismo e da produção do espaço ao entendimento de processos materiais e ideológicos constituintes da sociedade de classes capitalista
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
60220 - Ana Lucia Duarte Lanna
 
Programa Resumido
A disciplina se propõe a discutir a constituição da modernidade e do capitalismo, dos primeiros processos de mundialização à formação de um tempo-espaço no qual se insere a estruturação da ibero América e especialmente da América portuguesa. Tendo como recorte cronológico o período entre os séculos XIV e XIX, elege como eixos preferenciais de discussão as categorias sociais de temporalidade, divisão do trabalho e capital, classes e Estado, esferas pública e privada, democracia e cidadania, vida urbana e questão social, bem como a circulação de saberes e práticas sociais.
 
 
 
Programa
Transformação dos conceitos e experiências de espaço e tempo na modernidade. Gênese do capital e do trabalho livre na Europa entre os séculos XIV e XIX. A acumulação primitiva. Transformações na estrutura de classes, cidade e cidadania, civilização e barbárie. A construção da subjetividade moderna e a emancipação social. O Estado, a dominação colonial e a expansão comercial européia; o sistema colonial europeu, o mercantilismo e a Ibero América. Mudanças na esfera pública, o Estado liberal burguês, a sociedade colonial e o sistema escravista no Brasil. A Revolução Industrial, as transformações sócio-técnicas e formação do proletariado. Questão social e modo de vida das classes urbanas; utopias sociais e críticas da sociedade capitalista. Direitos e fragmentação da estrutura social. Estudos de caso: desenvolvimento econômico social e o papel das cidades no Brasil.
 
 
 
Avaliação
     
Método
A periodização com que a disciplina trabalha estende-se do século XIV ao XIX e propõe refletir sobre o campo da modernidade, articulando a formação da sociedade brasileira no quadro mundial. O que se justifica por uma opção metodológica e pedagógica. Sem jamais desconsiderar as questões da atualidade como horizonte crítico de todo trabalho historiográfico, o recorte adotado fundamenta-se em uma permanente prevenção metodológica contra os vícios do evolucionismo, do etnocentrismo e do anacronismo valorizando também as rupturas, cortes, inflexões, permanências e descontinuidades da relação tempo-espaço na abordagem de cada período da história. Desse modo, noções como progresso, linearidade, origem, transposição de modelos, estilo, entre outros, e seus usos nesse campo de reflexão - a idéia de origem privilegiadamente remetida à civilização ocidental, particularmente ao eurocentrismo, a sucessão de estilos ou o determinismo tecnológico pensados como fio da história, a reiteração da perspectiva do erudito como universo único e inquestionável do conhecimento, etc - são objeto de uma constante reflexão crítica a partir dos elementos de crise da modernidade em sua constituição e desenvolvimento.
Levando tais preocupações comuns, a disciplina é ministrada simultaneamente em no mínimo três turmas separadas a cargo dos professores responsáveis em cada semestre. Cada um dos docentes tem suas próprias estratégicas didático-pedagógicas, mas há uma valorização tanto das aulas expositivas quanto das discussões coletivas de textos pré-selecionados. Também são freqüentemente utilizados filmes ou documentários como suportes às discussões sobre os diversos temas e conteúdos
Critério
Assim como variam as estratégias de exposição do conteúdo, também os processos de avaliação são por eles conduzidos de modo diferenciado, alternando-se momentos de avaliação individual e coletiva (provas, monografias finais, resenhas ou fichamentos de textos).
Norma de Recuperação
Terão direito a recuperação, todos os alunos que obtiverem nota mínima 3,0 (três) e freqüência mínima de 70%, de acordo com as normas vigentes
 
Bibliografia
     
BASICA

ANDERSON, P., Linhagens do Estado Absolutista, São Paulo, Brasiliense, 1985;
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ARIÈS, Philippe e DUBY, George (coords.). História da Vida Privada, vols, 3 e 4, São Paulo, Companhia das Letras, 1991;
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BURCKHARDT, Jacob. A Cultura do Renascimento na Itália, São Paulo, Cia das Letras, 1991;
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DARNTON, Robert. O Grande Massacre dos Gatos, Rio de Janeiro, Graal, 1986;
DOBB, Maurice. A Evolução do Capitalismo, Rio de Janeiro, Zahar, 1980;
DUBY, George. A Idade Média na França, Rio de Janeiro, Zahar, 1992;
ELIAS, Norbert. A Sociedade da Corte, Lisboa, Estampa, 1984;
FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder, Rio de Janeiro, Graal, 1979;
GARIN, Eugenio. Ciência e Vida Civil no Renascimento Italiano, São Paulo, UNESP, 1996;
HABERMAS, Jurgen. Mudança Estrutural da Esfera Pública, Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1984;
HARVEY, David. A condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1992;
HILL, C., O Mundo de Ponta-Cabeça, São Paulo, Companhia das Letras, 1987;
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HOBSBAWM, Eric. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo, Rio de Janeiro, Forense, 1986
KOYRÉ, Alexander. “Do mundo do ‘mais-ou-menos’ ao universo da precisão” in Estudos de História do Pensamento Filosófico, São Paulo, Forense, 1991;
LARIVAILLE, Paul. A Itália no Tempo de Maquiavel, São Paulo, Companhia das Letras, 1988;
LE GOFF, Jacques, Para um novo Conceito de Idade Média, Lisboa, Estampa, 1980;
MAQUIAVEL, Nicola. O Príncipe, São Paulo, Abril, 1973 (Os Pensadores);
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MARX, Karl. Formações Econômicas Pré-Capitalistas, São Paulo, Paz e Terra, 1991;
NOVAIS, F., Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial, São Paulo, Hucitec, 1995;
POLANYI, Karl. A Grande Transformação, Rio de Janeiro, Campus, 2000;
SCHAMA, Simon. O Desconforto da Riqueza, São paulo, Cia das Letras, 1992;
SENNETT, Richard. O Declínio do Homem Público, São Paulo, Cia das Letras, 1989;
SENNETT, Richard. O artífice. Rio de Janeiro: Record, 2009;
SOMBART, Werner. Luxo e Capitalismo, Madrid, Alianza, 1979.
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THOMPSON, Edward P. Costumes em Comum, São Paulo, Companhia das Letras, 1998;
THOMPSON, Edward P. Formação da Classe Operária na Inglaterra, São Paulo, Paz e Terra, 1988;
TOCQUEVILLE, Alexis de. O Antigo Regime e a Revolução, Brasília, UNB, 1979;
WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, São Paulo, Centauro, 2001;
WILLIAMS, Raymond. O Campo e a Cidade, São Paulo, Companhia das Letras, 1990
 

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