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Júpiter - Sistema de Graduação

Instituto de Relações Internacionais
 
Bacharelado em Relações Internacionais
 
Disciplina: BRI0038 - Sistema Financeiro Internacional, Governança e Crises
International Financial System, Governance and Crises

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 15/07/2016 Desativação:

Objetivos
O curso tem como objetivo discutir as perspectivas do sistema financeiro internacional a partir das transformações de que foi objeto nos últimos trinta anos. Após fazer uma breve recapitulação de conceitos de macroeconomia aberta, o curso apresenta os grandes participantes dos mercados financeiros, as autoridades financeiras e a política monetária. Em seguida, são revisadas as políticas de liberalização financeira e a economia política destes processos. A partir do estudo dos episódios de crises financeiras em países emergentes e mais desenvolvidos e das políticas implementadas frente a elas, são discutidas teorias e alternativas aos governos nacionais, bem como perspectivas da governança financeira global.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2121493 - Maria Antonieta Del Tedesco Lins
 
Programa Resumido
A partir do estudo dos principais participantes do sistema financeiro interacional, o curso discute as transformações que sofreu desde o aprofundamento das políticas de liberalização no final da década de 1980. Ao debruçar-se sobre diversas experiências nacionais de reformas financeiras, o programa da disciplina procura mostrar as especificidades locais e a dinâmica política doméstica frente a eventuais pressões por mudanças advindas do ambiente externo. Na sequência, estudam-se políticas destinadas à prevenção e gestão de crises financeiras, à luz das crises ocorridas desde o final do século XX e seus efeitos sobre a governança financeira global. Os tópicos abordados incluem: causas macroeconômicas e fatores que contribuíram para as crises dos países emergentes e a crise financeira global, o papel das políticas dos bancos centrais em gestão de crises e prevenção; pacotes de estímulo fiscal e os regimes de apoio aos bancos, reforma da regulamentação financeira e o processo G20, risco sistêmico, o legado fiscal da turbulência financeira e da recessão econômica e da crise da dívida soberana europeia. Diferentes abordagens teóricas serão discutidas para interpretar as crises e seus desdobramentos.
 
 
 
Programa
Aula 1. Apresentação do curso. Revisão de conceitos de economia internacional. Terra, C. (2014) Finanças Internacionais: Macroeconomia aberta. Rio de Janeiro: Elsevier. Capítulos 2, 3 e 7. Aula 2. Conceitos teóricos: Liberalização financeira, política monetária e política cambial Terra, C. (2014) Finanças Internacionais: Macroeconomia aberta. Rio de Janeiro: Elsevier. Capítulos 2, 3 e 7. Aula 3. Mercados financeiros (1) Cihák, Martin, Asli Demirgürç-Kunt, Erik Feyen and Ross Levine (2012) Benchmarking Financial Systems around the World. World Bank Policy Research Working Paper 6175, Washington, DC. Garcia, Márcio G. P. e Urban, Fabio (2004) O Mercado Interbancário de Câmbio no Brasil. Texto para Discussão No. 509 - Departamento de Economia, PUC-Rio. Publicado também em Aprimorando o mercado de câmbio brasileiro. Org. Daniel Luiz Gleizer. São Paulo: Bolsa de Mercadoria & Futuros, 2005, p. 137-176. Aula 4. Mercados financeiros (2) Cihák, Martin, Asli Demirgürç-Kunt, Erik Feyen and Ross Levine (2012) Benchmarking Financial Systems around the World. World Bank Policy Research Working Paper 6175, Washington, DC. Fortuna, Eduardo (2005) Mercado financeiro: produtos e serviços. 16ª Ed. Rio de Janeiro: Qualimark Ed. (opcional) Roberts, Richard (2000) Por dentro das finanças internacionais. Guia prático dos mercados e das instituições financeiras. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (opcional) Aula 5. AVALIAÇÃO PARCIAL (1) Aula 6. Configuração institucional dos bancos centrais e o desenho da política monetária Bayoumi, T. et al. (2014) Monetary Policy in the New Normal. IMF Staff Discussion Note. April. (trechos)(complementar) Fernández-Albertos, José (2015) The Politics of Central Bank Independence. Annual Review of Political Science, 18, 217-37. Penido de Freitas, Mª Cristina (2006) Banco Central Independente e coordenação das políticas macroeconômicas: lições para o Brasil. Economia e Sociedade, Campinas, v. 15, n. 2 (27), p. 269-293, ago. 2006. (opcional) Schmidt-Hebbel, Klaus (2011) Central Banking in Latin America: Changes, Achievements, Challenges. Banco de España. Documentos Ocasionales Nº 1102. Aula 7. Economia política dos sistemas financeiros Zysman, John (1983) Governments, Markets and Growth. Financial Systems and the Politics of Industrial Change. Chap. 2 "Finance and the Politics of Industry". Cornell University Press. Aula 8. O debate sobre a liberalização financeira: primórdios, evolução no tempo Diaz-Alejandro, Carlos (1985) Goodbye Financial Repression, Hello Financial Crash. Journal of Development Economics 19, 1-24. North-Holland. Prasad, Eswar S. and Rajan, R. G. (2008) A Pragmatic Approach to Capital Account Liberalization. Journal of Economic Perspectives Vol 22 N. 3, 149-172. Prates, Daniela M. (2005) Resenha Crítica: A Literatura Convencional Sobre Crises Financeiras nos Países "Emergentes": Os Modelos Desenvolvidos nos Anos 90. Estudos Econômicos, V. 35, N. 2, p. 359-385, abril-junho. (opcional) Obs. Mais leitura complementar sobre liberalização financeira (opcional) Schmukler, Sergio L. (2008) The Benefits and Risks of Financial Globalization, Chap. 2 in Ocampo, J.A. and Joseph Stiglitz Capital Market Liberalization and Development. Oxford University Press, p. 48-75. Prasad, Eswar S.et al. (2003) Effects of financial globalization on developing countries: some empirical evidence Washington, D.C.: International Monetary Fund, Occasional paper; no. 220, trechos selecionados, p. 1-12. Aula 9. AVALIAÇÃO PARCIAL (2) Aula 10. Experiências de liberalização financeira (1) Frenkel, Robert e Simpson, Lucio (2001) The Two Waves of Financial Liberalization in Latin America. Buenos Aires: CEDES, mimeo. [publicado também em Development Economics and Structuralist Macroeconomics: Essays in Honor of Lance Taylor. (Cheltenham, UK: Edward Elgar Publishing, 2003)]. Haggard, S. and Maxfield, S. "The Political Economy of Financial Internationalization in the Developing World," International Organization 50:1 (Winter 1996), 35-68 Zhang, Xiaoke (2003) Political structures and financial liberalization in pre-crisis East Asia. Journal Studies in Comparative International Development, Volume 38, Issue 1, pp 64-92 Aula 11. Experiências de liberalização financeira (2) Arun, T. G. and Turner, J. D. (2002), Financial Sector Reforms in Developing Countries: The Indian Experience. World Economy, 25: 429-445.(opcional) Demir, Firat (2004) A Failure Story: Politics and Financial Liberalization in Turkey, Revisiting the Revolving Door Hypothesis. World Development. Vol 32 Nº5, p. 851-869. Gottschalk, Ricardo (2004) Sequencing trade and capital account liberalization: the experience of Brazil in the 1990s. UNCTAD/UNDP Occasional Paper Nº 132. Gottschalk, Ricardo and Sodré, Cecilia A. (2008) The Liberalization of Capital Outflows in Brazil, India and South Africa since the early 1990s In Arestis, P. and Paula, L.F. (eds) Financial Liberalization and Economic Performance in Emerging Countries. New York: Palgrave Macmillan. Goyal, Ashima (2014) History of Monetary Policy in India since Independence. Mumbai: Springer. Chap 2 "Policy Actions and Outcomes". Prasad, Eswar (2009) India's Approach to Capital Account Liberalization. IZA Discussion Paper No. 3927 (http://anon-ftp.iza.org/dp3927.pdf) Aula 12. Global imbalances e o crescente papel da China Cohen, Benjamin J. (2014) The China Question: Can Its Rise be Accommodated?, in Jonathan Kirshner and Eric Helleiner (eds.), The Great Wall of Money (Cornell University Press, 2014). International Monetary Fund (2014), "Are Global Imbalances at a Turning Point?", World Economic Outlook, Chapter 4. Palley, Thomas (2014) The theory of global imbalances: mainstream economics vs. structural Keynesianism. Mimeo. Aula 13. Crises financeiras: tipologias, teorias Allen, Franklin and Douglas Gale (2007) Understanding Financial Crises. Oxford University Press, Cap 1 "History and Institutions", p. 1-26. Claessens, Stijn and M. Ayhan Kose (2013) Financial Crises: Explanations, Types, and Implications. IMF Working Paper WP/13/28, January Reinhart, Carmen e Rogoff, K. (2010) Oito Séculos de Delírios Financeiros: Desta vez é diferente. Rio de Janeiro: Elsevier. Capítulo 1. (opcional) Aula 14. Crises financeiras em países emergentes nos anos 1990 e 2000. Eichengreen, Barry. (2008) Globalizing Capital. A history of the international monetary system. 2nd edition. Princeton University Press. Chapter 6: Brave New Monetary World. Haggard, Stephan (2000) The Politics of the Asian Financial Crisis. Journal of Democracy, Volume 11, Number 2, April 2000, p. 130-144 Hausmann, Ricardo e Andrés Velasco. (2004) "The causes of financial crises: moral failure versus market failure". Kennedy School of Government, Harvard University. Aula 15. A crise de 2008 Eichengreen, Barry (2015) Hall of Mirrors. Oxford University Press. Introduction Grabel, Ilene (2011) Not your grandfather's IMF: global crisis, 'productive incoherence'; and developmental policy space. Cambridge Journal of Economics. 35 (5): 805-830 doi:10.1093/cje/ber012 Aula 16. A crise do euro De Grauwe, Paul (2013) The Political Economy of the Euro. Annual Review of Political Science. 2013. 16:153-70. Frankel, Jeffrey (2015) The euro crisis: Where to from here? Journal of Policy Modeling, 37, p. 428-444. Truman, Edwin M. (2013) Asian and European Financial Crises Compared Peterson Institute for International Economics Working, Paper 13-9, October Aula 17. Desdobramentos, consequências e novas tendências nos pós-crises. O papel e os interesses dos países emergentes Chin, Gregory (2010) "Remaking the Architecture: The Emerging Powers, Selfinsuring and Regional Insulation". International Affairs, vol. 86(3): 693-715 Mohan, Rakesh and Muneesh Kapur (2015) Emerging Powers and Global Governance: Whither the IMF? IMF Working Paper 15/219, October. Nolle, Daniel E. (2015) Who's in Charge of Fixing the World's Financial System? The Un[?]der-Appreciated Lead Role of the G20 and the FSB. Financial Markets, Institutions & Instruments, 24: 1-82. doi: 10.1111/fmii.12023. (trechos)(opcional) Aula 18. Organismos multilaterais e novos arranjos no SFI. Mais regulação? Novo regionalismo? Helleiner, Eric (2010) A Bretton Woods moment? The 2007-2008 crisis and the future of global finance. International Affairs 86: 3 p. 619-636 Ocampo José A. (2009) Why Should the Global Reserve System Be Reformed? Finance et Bien Commun. N 34-35
 
 
 
Avaliação
     
Método
As aulas terão uma primeira parte expositiva, destinadas à apresentação e discussão dos conceitos teóricos e das diferentes posições apresentadas na literatura sugerida. Os alunos deverão vir às aulas com as leituras feitas, para que, na segunda parte da aula, sejam realizadas atividades em que se possa aprofundar a compreensão das questões em pauta. Aulas expositivas, exercícios e discussões em aula, leituras orientadas, discussão de audiovisuais.
Critério
A avaliação será feita por meio de duas avaliações escritas em sala – cada uma com peso de 25% na nota final –, tratando de temas e textos discutidos naquele bloco de conteúdo e um ensaio final, com peso de 50% na nota final, a ser entregue no último dia de aula. O ensaio final consistirá de um texto entre duas e quatro páginas, com espaço 1,5 e não deverá ultrapassar 1100 palavras. Serão propostos 2 ou 3 temas para escolha, tratando do bloco final de conteúdo, com algumas possibilidades de direcionamento, mas temas não completamente abertos. Os trabalhos deverão ser entregues impressos no último dia de aula e também enviados para por e-mail. As regras de citação e apresentação de trabalhos científicos devem ser seguidas, bem como as leis de propriedade intelectual respeitadas.
Norma de Recuperação
De acordo com o Regimento Geral da USP.
 
Bibliografia
     
A literatura apresentada para cada aula será reforçada em sala, a partir das obras indicadas na programação. Espera-se que os estudantes façam a leitura de toda a bibliografia selecionada, porém será indicado um mínimo indispensável, assim como leituras adicionais devem compor a lista ao longo do semestre.
 

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