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Júpiter - Sistema de Graduação

Instituto de Relações Internacionais
 
Bacharelado em Relações Internacionais
 
Disciplina: BRI0094 - Economia Política das Relações Internacionais
Political Economy of International Relations

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2020 Desativação:

Objetivos
O objetivo desta disciplina é apresentar os principais temas da Economia Política Internacional, enquanto uma área de pesquisa no campo das Relações Internacionais, utilizando variáveis políticas e econômicas para a compreensão de fenômenos internacionais. O curso está dividido em três partes: a primeira apresenta a evolução e o estado da arte do campo da Economia Política Internacional e os principais conceitos vinculados às RI. A segunda parte é dedicada à compreensão da influência entre atores e variáveis do plano doméstico e internacional. Na terceira parte discutem-se alguns temas de fronteira, como migrações e questões de gênero, tratados da perspectiva da EPI.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
102122 - Amâncio Jorge Silva Nunes de Oliveira
2795189 - Janina Onuki
3487340 - Natalia Dus Poiatti
 
Programa Resumido
Economia Política Internacional como subárea das Relações Internacionais A evolução do campo de estudos da EPI A Economia Política das Relações Internacionais Instituições internacionais e a Economia Política do Comércio Global Coalizões internacionais e acordos econômicos Regimes Políticos e desenvolvimento econômico Democracias e Desenvolvimento Econômico Instituições, atores domésticos e política comercial Eleições e economia – o eleitor mediano Economia Política da Integração Regional A inserção internacional dos países em desenvolvimento: aspectos domésticos e internacionais Gênero e Relações Internacionais Migrações e as novas fronteiras de EPI Novas fronteiras tecnológicas e EPI
 
 
 
Programa
PARTE I – Economia Política Internacional como subárea das RI Esta primeira parte do curso tem como objetivo apresentar a trajetória da Economia Política Internacional (EPI) como subárea de estudos das Relações Internacionais (RI). O objetivo fundamental é compreender o estado-da-arte da EPI como campo de pesquisa e estudo no exterior e no Brasil. 1. EPI como subárea das RI Frieden, Jefrry and Martin, Lisa (2001). International Political Economy: Global and Domestic Interactions. Lake, David (2006). International Political Economy: A Maturing Interdiscipline. In: Barry R. Weingast and Donald A. Wittman (eds.). The Oxford Handbook of Political Economy. New York: Oxford University Press, pp. 757–777. Onuki, Janina (2017). A Economia Política Internacional construída como subárea das Relações Internacionais. Texto apresentado no Concurso Público para Professor Titular, IRI-USP. 2. A evolução do campo de estudos da EPI Blyth, Mark (2009). IPE as a global conversation. In: Blyth, Mark (edit.). Handbook of International Political Economy (IPE). New York: Routledge, pp. 1-20. Cohen, Benjamin J. (2007), The transatlantic divide: Why are American and British IPE so different? Review of International Political Economy, vol. 14, no 2, pp. 197-219. Ozkan, Gokhan (2012). Emergence of International Political Economy as a Sub-Discipline of Internatcional Relations of the Global Crisis on International Political Economy. International Journal of Business and Social Science, vol. 3, no 3, July. 3. A Economia Política das Relações Internacionais Gilpin, Robert (2001). Global Political Economy: understanding the international economic order. Princeton: Princeton University Press. Gilpin, Robert (2000). The Challenge of Global Capitalism – The World Economy in the 21st Century. Princeton: Princeton University Press. Lake (1993). Leadership, Hegemony and the International Economy. International Studies Quarterly, vol. 37, pp. 459-489. 4. Instituições internacionais e a Economia Política do Comércio Global Goldstein, Judith L.; Rivers, Douglas and Tomz, Michael (2007). Institutions in International Relations: Understanding the Effects of the GATT and the WTO on World Trade. International Organization, vol. 61, nº 1, Winter, pp. 37-67. Krasner (1976). State Power and the Structure of the International Trading System, World Politics, vol. 28, April, pp. 317-343. Rosendorff, Peter and Milner, Helen (2001). The Optimal Design of International Trade Institutions: Uncertainty and Escape. International Organization, vol. 55, no 4, pp. 829-858. 5. Coalizões internacionais e acordos econômicos Vreeland, James Raymond (2003). Why Do Governments and the IMF Enter into Agreements? Statistically Selected Cases. International Political Science Review, vol. 24, no 3, pp. 321-343. PARTE II – Aspectos domésticos e o sistema econômico internacional A segunda parte do curso é dedicada à compreensão da influência entre o plano doméstico e internacional e de como as mudanças internacionais impactam a formação das coalizões domésticas, sua capacidade de influência e de como variáveis políticas domésticas também influenciam o sistema econômico. 6. Regimes Políticos e desenvolvimento econômico Dai, Xinyuan (2002). Political Regimes and International Trade: A Comment on Mansfield, Milner and Rosendorf. American Political Science Review. Mansfeld, Edward D., Milner, Milner & Rosendorf, Peter (2000). Free to Trade: Democracies, Autocracies and International Trade. American Political Science Review, vol. 94, no 2, pp. 305-322. Rodrik, Dani (2011). The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy. New York and London: W.W. Norton & Company, capítulo 4. 7. Democracias e Desenvolvimento Econômico Mosley, Layna. (2000). Room to Move: International Financial Markets and National Welfare States. International Organization, vol. 54, no 4, pp. 737-773. Milner, Helen V. with Keiko Kubota (2003). Why the Move to Free Trade? Democracy and Trade Liberalization in the Developing World, 1970-1999. International Organization. Rodrik, Dani. (2017). Rebalancing Globalization. https://drodrik.scholar.harvard.edu/publications/rebalancing-globalization Rodrik, Dani. (1998). Why Do More Open Economies Have Bigger Governments. Journal of Political Economy, vol. 106, no 5, pp. 997-1032. Stiglitz, Joseph. (2017). Globalization and its Discontents Revisited: Anti-globalization in the Era of Trump. 8. Instituições, atores domésticos e política comercial Martin, Lisa (2000). Democratic Commitments: Legislatures and International Cooperation. Princeton: Princeton University Press. Milner, Helen (1997). Interests, Institutions, Information. Domestic Politics and International Relations. Princeton: Princeton University Press. Rogowski, Ronald (1989). Commerce and Coalitions: How Trade Affects Domestic Political Alignments. Princeton, NJ: Princeton University Press. 9. Eleições e economia – eleitor mediano Mansfield, E.; Milner, H. e Rosendorff, P. (2002). Why Democracies cooperate more: Electoral control and International Trade Agreements. International Organization, vol. 56, no 3, pp. 477-513. Mesquita, Bruce Bueno de (2000). Principles of International Politics: People´ Power, Preferences, and Perceptions. CQ Press, Washington. Cap13. Domestic Institutions and National Performance. 10. A Economia Política da Integração Regional Ikenberry, G. John. (2010). The Liberal International Order and its Discontents. Millenium: Journal of International Studies, vol. 38, pp. 509-521. Reinhart, C. M., & Rogoff, K. S. (2015). Financial and sovereign debt crises: Some lessons learned and those forgotten. Journal of Banking and Financial Economics, vol. 2, no 4, pp. 5-17. Roubini, Nouriel and Setser, Brad. (2004). The New Nature of Emerging Market Crises, in Bailouts or Bail-ins? Responding to Financial Crises in Emerging Economies. Peterson Institute of International Economics. White, William. (2007). Emerging market finance in good times and bad: are EME financial crises a thing of the past? Williamson, John. (2012). Is the “Beijing Consensus” now dominant?. Asia Policy, vol. 13, pp. 1-16. PARTE III – Novos temas da EPI A terceira parte do curso é dedicada a estudar os temas de fronteira da Economia Política Internacional, a partir da abordagem da EPI. 11. Países em desenvolvimento e inserção internacional Acemoglu, Daron, Simon Johnson and James Robinson (2001). The Colonial Origins of Comparative Development: An Empirical Investigation. American Economic Review, vol. 91, no 5, pp. 1369-1401. Hurrell, Andrew (2013). Narratives of emergence: Rising powers and the end of the Third World? Brazilian Journal of Political Economy, vol. 33, nº 2, April-June, pp. 203-221. Rudra, Nita. (2002). Globalization and the Decline of the Welfare State in Less Developed Countries. International Organization, vol. 56, no 2, pp. 411-445. Wallerstein, Immanuel M. (2004). World-systems analysis: An introduction. Durham, NC: Duke University Press, 128p. 12. Gênero e Relações Internacionais Avis, Angela (2008). Women and Capitalism: Dialectics of Oppression and Liberation. In: James, Joy (ed.). The Angela Y. Davis Reader. Oxford: Blackwell, pp. 161-192. 13. Migrações e as novas fronteiras da EPI Brzozowski, Jan. (2012). Migração internacional e desenvolvimento econômico. Estudos Avançados, vol. 26, no 75, pp. 137-156. Grugel, Jean; Piper, Nicola (2007). Critical Perspectives on Global Governance: Rights and regulation in governing regimes. London and New York: Routledge, capítulos 2 e 3. Mosley, Layna; Singer, David (2015). Migration, Labor, and the IPE. Annual Review of Political Science, February. 14. Novas fronteiras tecnológicas e EPI Archibugi, Danielle; Howells, Jeremy and Michie, Jonathan (2000). Innovation Policy in a Global Economy. Cambridge: Cambridge University Press. Tussie, Diana e Riggirozzi, Pia (2015). A global conversation: rethinking IPE in post-hegemonic scenarios. Contexto Internacional, vol. 37, no 3, pp. 1041-1068.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Prova intermediária (40%), trabalho final (40%), participação em debates e seminários em sala de aula (20%). Provas, trabalhos e, eventualmente, outras atividades previstas no parágrafo 1º do artigo 65 do Regimento Geral da USP.
Critério
Conforme artigos 81 a 84 do Regimento Geral da USP, as notas variarão de zero a dez e para ser aprovado o aluno deverá obter nota final igual ou superior a cinco e ter, no mínimo, setenta por cento de frequência na disciplina.
Norma de Recuperação
Alunos com nota entre 3,0 e 4,9 e frequência mínima de 70% poderão participar da recuperação.
 
Bibliografia
     
Cohen, Benjamin J. (2008). International Political Economy. An Intellectual History. Princeton, NJ: Princeton University Press. Grieco, Joseph and Ikenberry, John (2003). State Power and World Markets: The International Political Economy. New York: W. W. Norton. Haggard, Stephan and Webb, S. (eds.) (1994). Voting for Reform: Democracy, Political Liberalization, and Economic Adjustment. New York: Oxford University Press. Martin, Lisa L. (ed.), (2015). The Oxford Handbook of The Political Economy of International Trade. Oxford, UK: Oxford University Press. Weingast, Barry R. and Wittman, Donald A. (eds). (2006). The Oxford Handbook of Political Economy. Oxford, UK: Oxford University Press. Oatley, Thomas (2004). International Political Economy: Interests and Institutions in the Global Economy. New York: Pearson Longman.
 

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