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Júpiter - Sistema de Graduação

Escola de Comunicações e Artes
 
Artes Plásticas
 
Disciplina: CAP0300 - Práticas Performativas I
Performative Practices I

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2014 Desativação:

Objetivos
A disciplina trabalha com as matrizes comuns entre as artes visuais e as artes cênicas. Os professores e alunos responsáveis pela proposta buscaram recuperar os pontos em comum entre elas no sentido de frisar que as práticas performativas envolvem historicamente as artes visuais e as artes cênicas, como também práticas culturais fora do âmbito das artes tradicionais, como a televisão, os ritos coletivos, o acionismo político, o happening.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2091181 - Ana Maria da Silva Araujo Tavares
1614087 - Mario Celso Ramiro de Andrade
 
Programa Resumido
A criação dessa nova disciplina será o espaço para a retomada das matrizes comuns entre as artes visuais e as artes cênicas. Os professores e alunos responsáveis pela proposta buscaram recuperar os pontos em comum entre elas no sentido de frisar que as práticas performativas envolvem historicamente as artes visuais e as artes cênicas.
 
 
 
Programa
Programa Teórico

1_PERFORMATIVIDADE DO OBJETO: O desenvolvimento da escultura e da nova arte tridimensional no séc. XX. A incorporação do tempo real na dimensão da escultura. O campo expandido da arte.


2_PERFORMATIVIDADE NO BRASIL: O artista multidisciplinar: Flávio de Carvalho, engenheiro, arquiteto, pintor, escultor, dramaturgo. Intervenção na “psicologia das multidões”. Antonio Manuel e o nú. Apocalipopótese no Rio de Janeiro, happening ou o quê?


3_PERFORMANCE, CORPO E VESTIMENTA – Antecedentes no Brasil: Flávio de Carvalho e sua proposta de traje masculino para o calor dos trópicos. O nú de Antonio Manuel no MAM do Rio de Janeiro. Os Parangolés de H.O. e a estética do samba nos espaços de arte. Lygia Clarke e suas extensões do corpo. Referências no mundo a partir dos anos 60. Atualidades

4_PERFORMANCE REENCENADA: 7 EASY PIECES, MARINA ABAMOVIC. A releitura como estratégia da revisão do historicismo?

5_ PRÁTICAS PERFORMATIVAS E SEUS REGISTROS: Mediações técnicas para a observação. A visão “direta” e aquela por telepresença - teleaudiência. A performance e seus registros fotográfico, sonoro, descritivo, gráfico, em vídeo. A captação do “momento decisivo”. O registro da obra em sua performance. Os registros pictóricos do artista Francis Alÿs. O registro da obra, o registro como obra.

6_PERFORMANCE PARA O APARELHO (I): A FOTOGRAFIA ENCENADA – Análise, discussão e prática das performances realizadas para o registro da câmera. Cenas montadas para o registro fotográfico. A pose. A cenografia da foto. Valores e significados dos objetos que rodeiam o sujeito.


7_PERFORMANCE PARA O APARELHO (II): Vídeo-performance – Análise, discussão e prática da performance mediada pelo vídeo. Performances remotas. O corpo ausente. A performance no cinema – releituras possíveis.

8_PRÁTICAS PERFORMATIVAS NO ESPAÇO URBANO. O trabalho pioneiro de Flávio de Carvalho no campo da performance e da intervenção em contextos específicos: Experiencia n.2 (1933) e o New Look (1956). Suas relações com o surrealismo e as proximidades de suas propostas com o Situacionismo. A anti-arte de Hélio Oiticica - O Parangolé como experiência ambiental, a manifestação através da dança e a busca pela arte total. Experiências coletivas e colaborativas nos trabalhos de Ligia Pape. Apocalipopótese. Mitos Vadios. O Graffiti como prática performativa: corpo e gestos na pintura com spray. Os grupos de intervenção urbana. O Movimento da Poesia Pornô, no Rio de Janeiro. Evento de Fim de Década em São Paulo. Práticas performativas urbanas recentes: Os Encontros Relâmpagos [Flash mobs] na era da internet. Os Coletivos na passagem do século XXI no Brasil. O “artivismo”. Mídias móveis e os novos aparatos de mediação. Corpo e cidades mediatizados.

9_PERFORMANCES SONORAS: A dimensão sonora no campo das artes visuais. Objeto e espaço sonoro. Performances multimídia.

Programa de atividades práticas

- Fotografia encenada – prática de estúdio, iluminação, produção colaborativa.
- Performance para o vídeo – prática de estúdio, edição em tempo real.
- Exercícios sobre o gesto – o gesto como forma expressiva e comunicação.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas expositivas e oficinas práticas

– Teórica: por meio de redação de trabalhos que enfoquem alguns dos temas estudados em sala de aula ou apresentação de seminários.
– Prática: por meio da realização de exercícios realizados nos estúdios e da produção de um trabalho autoral.
Critério
Trabalhos realizados durante a disciplina (seminários, apresentações,etc) e trabalho de conclusão da disciplina.
Norma de Recuperação
Apresentação de trabalho como síntese dos conteúdos desenvolvidos durante o semestre.
 
Bibliografia
     
- ALBERRO, Alexander; STIMSON, Blake (Ed.). Conceptual art: a critical anthology.Cambridge. The MIT Press,1999.

- BANES, Sally. Greenwich Village 1963: avant-garde, performance e o corpo efervescente. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

- BASBAUM, Ricardo. Além da pureza visual. Ed. Zouk. Porto Alegre, RS. 2007.

- BATTCOCK, Gregory e Nicklas, Robert. The Art of Performance – a critical anthology. Ed. E. P. Dutton, Inc. Nova York, 1984.

- BAURRIAUD, Nicolas. Estética Relacional. Editora Perspectiva. Coleção Debates. São Paulo, 2002.

- BRETT, Guy. Brasil Experimental, arte/vida: proposições e paradoxos. Ed. Contra Capa. Rio de Janeiro, 2005.
Caderno Vídeobrasil 01. Performance. São Paulo: Associação Vídeobrasil, 2005.

- CARERI, Francesco. El andar como práctica estética. Editorial Gustavo Gill. Barcelona, 2006.

- Carvalho, Flavio. A Moda e o Novo Homem. São Paulo: Senac, 1992.

- CARVALHO, Flávio. Experiência n. 2. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2001.

- CATÁLOGO da 3. Bienal do Mercosul. Performances no Hospital Psiquiátrico São Pedro. Porto Alegre, 2001.

- CLARK, Lygia. “O homem como suporte vivo de uma arquitetura biológica imanente”. in Gullar, Ferreira (org.). Arte Brasileira Hoje. São Paulo: Paz e Terra, 1973.

- COHEN, Renato. Performance como linguagem. São Paulo: Editora Perspectiva. Coleção Debates, 2002.

- COHEN, Renato. Work in Progress na cena Contemporânea. Ed.Perspectiva. São Paulo, 1997.

- FAVARETTO, Celso. A Invenção de Hélio Oiticica. São Paulo: EDUSP, 1992.

-FOSTER, Hal; Krauss, Rosalind; Bois, Yve-Alain; e Buchloh, Benjamin H. D. Art since 1900 – Modernism, Antimodernism and Postmodernism. Ed. Thames & Hudson. Nova York, 2004.

- GLUSBERG, Jorge. A Arte da Performance. Ed. Perspectiva. São Paulo, 1987.

-GOLDBERG, Roselee - Foreword by Laurie Anderson. Live Art since the 60’s. Ed. Thames & Rudson. New York, 2004.

- GOLDBERG, Roselle. A Arte da Performance: Do Futurismo ao Presente. Ed. Martins Fontes, São Paulo, 1979.

- GUATARRI, Felix/ Rolnik, Suely. Micropolítica: cartografias do desejo. Ed. Vozes, São Paulo, 2005.

- HEARTNEY, Eleanor. Pós-Modernismo. Coleção Movimentos da Arte Moderna. Ed. Cosac & Naify. São Paulo, 2002.

-HILL, Leslie & Paris, Helen. Performance and Place. Ed. Antony Rowe. London, 2006.

-Hill, Marcos; Rolla, Marco Paulo (Orgs.). MIP: Manifestação Internacional de Performance. Belo Horizonte: CEIA - Centro de Experimentação e Informação de Arte, 2005.

-HOFFMANN, Jens and Jonas, Joan. Art Works – Perform. Ed. Thames & Hudson. C & C Offset Printing. China, 2005.

-JACQUES, Paola Berenstein (org.). Apologia da deriva: escritos situacionista sobre a cidade. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

-JUSTINO, José Maria. Seja Marginal, Seja Herói: modernidade e pós-modernidade em Hélio Oiticia. Curitiba: Ed. da UFPR, 1998.

- LOEFFLER,CARL E. TONG, Darlene (Ed.). Performance Anthology. Source Book of California Performance Art. San Franscisco: Last Gasp Press and Contemporary Art Press, 1989.

-MELIM, Regina. Performance nas Artes Visuais. Zahar Editora. Rio de Janeiro, 2008.

- Modos de hacer: Arte crítico, esfera pública y acción directa. (vários autores). Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca, 2001.

-MONTANO, Linda. M. Performance – artists talking in the eighties. University of California Press. London, 1987.

-MOURE, Glória. Ana Mendieta. Ed. Centro Galego de Arte Contemporânea. Chile, 1996.

-O’DOROTY, Brian. No Interior do Cubo Branco. Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2002.

-OITICICA, Hélio & Clarck, Lygia. Cartas: 1964-74. Rio de Janeiro: Ed. da UFRJ, 1898.

-OITICICA, Hélio. Aspiro ao grande labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.

-OLIVA, Fernando (org.). Cover=reencenação+repetição. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2008.

-RIPA, Cesare. Iconologia.Milano: TEA, 1992.

-SALOMÃO, Waly. Hélio Oiticica: Qual é o parangolé?. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.

-SANTAELLA, Lúcia. Culturas e Artes do Pós Humano. Ed. Paulus. São Paulo, 2003.

-SHINER, Larry. La invencion Del arte. Uma historia cultural. Buenos Aires: Paidós, 2004.

-Toledo, J. Flávio de Carvalho, o comedor de emoções. São Paulo: Brasiliense; Campinas: Ed. da Unicamp, 1994.

- WEST, Shearer. Portraiture. Onxord University Press, 2004.

-ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: Cosac Naify Edições, 2007.

Artigos, Ensaios, Capítulos de Livro

- CHIARELLI, Tadeu. “Flávio de Carvalho: questões sobre sua arte e ação”. MATTAR, Denise (cur.). Rio de Janeiro: CCBanco do Brasil; S. Paulo: Museu de Arte Brasileira da FAAP, 1999.

- CHIARELLI, Tadeu ”Deslocamentos do eu: o auto-retrato digital e pré-digital”. Catálogo. Campinas: Itaú Cultural, 2001

- CHIARELLI, Tadeu. “De volta para o futuro: a obra de Ismael Nery e a arte contemporânea”. MATTAR, Denise (org.). Rio de Janeiro: Curatorial Denise Mattar, 2004.

- FABRIS, Annateresa. “Centro histórico e cidade moderna”. Revista Expor, v. 1, n. 2, p. 9-18, abril 1996.

-GOTO, Newton. “Situação 'PR' - 69/01 ...ndo...”. Gazeta do Povo, Curitiba: 16 de dezembro de 2001, p. 9; Gazeta do Povo, Curitiba: 23 de dezembro de 2001. p. 7 e Gazeta do Povo, Curitiba: 30 de dezembro de 2001, p. 3.

-KRAUSS, Rosalind. “A Escultura no Campo Ampliado”. Revista Gávea - Revista do Curso de Especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil da PUC/RJ, Rio de Janeiro, n. 1, p. 87-93, 1984.

-RAMIRO, Mario. “Between Form and Force: connecting architectonic, telematic and thermal spaces”. Revista Leonardo, V. 31, N. 4 (1998), p. 247- 260.

-RAMIRO, Mario. “Grupo 3NÓS3 Le dehors s'élargit / Grupo 3NÓS3 The Outside Expands”. Revista Parachute. Montréal (Québec), p. 41-53, 2004.

-RAMIRO, Mario. ”Intervalos e desdobramentos”. in TESDESCO, Eliane. Sobreposições Imprecisas. São Paulo : Escrituras Editora, 2003, p. 48-51.




Videografia:

-EDWUARDS, Rupert. What is Live Art? Londres: Live Art Development Agency, 2002. DVD.

-HILL, Leslie. Everything you wanted to know about Live Art but were afraid to ask. Londres: Live Art Development Agency, 2005. DVD.

-PACITI Company. Spill – festival of performance. Londres: Arts Council England, 2002 DVD.

-VASON, Manuel e Cazzato-Vieyra, Lisa. Joing the Dots Plataform DVD – selected works from a Live Art Development Agency National Plataform Documentation Project 2006-2007. Londres: Live Art Development Agency, 2007. DVD.

-WILSON, Martha. History of Performance art Accoding to Me. Londres: Live Art Development Agency, 2005. DVD.



Depto de Artes Plásticas
Depto de Artes Cênicas
ECA-USP
2009
 

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