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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto
 
Disciplinas Interdepartamentais da FCFRP
 
Disciplina: CGF2015 - Farmácia, Saúde e a Sociedade
Farmacia Health and Society

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2017 Desativação:

Objetivos
Objetivo Geral: Desenvolver no aluno uma formação mais humanística, critica e reflexiva, compreendendo-se como profissional do cuidado em saúde, com a compreensão da complexidade da sua inserção no sistema de saúde e na sociedade. Objetivos Específicos: - Desenvolver no aluno a compreensão de como os contextos sócio- econômicos-culturais e familiares, tem dimensão simbólica e influenciam na concepção do processo saúde-doença, nas formas de adoecimento e na escolha dos tratamentos em saúde. - Desenvolver no aluno a compreensão da Farmácia como prática social e da sua importância como profissional de saúde, contextualizando a história da profissão farmacêutica e as suas diversas área de atuação, permitindo o desenvolvimento da capacidade do aluno para correlacionar diferentes concepções de sociedade e a prática profissional, assim como perceber a complexidade de seu envolvimento social com a comunidade, sendo capaz de analisar criticamente a problemática de saúde a nível individual e coletivo. - Desenvolver no aluno a compreensão da importância das Políticas de Saúde voltadas para as populações mais vulneráveis. - Reconhecer o processo educativo como essencial à prática do farmacêutico, compreendendo o processo como processo de transformação dos indivíduos e da sociedade.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
442017 - Elisa Maria de Sousa Russo
2520265 - Harnôldo Colares Coêlho
63324 - Vânia dos Santos
 
Programa Resumido
A importância de uma formação humanística do profissional de saúde é consensual no meio acadêmico-cientifico e tem sido o eixo principal das políticas indutoras dos Ministérios da Saúde e da Educação. As diretrizes curriculares para os cursos de Farmácia também apontam fortemente para a necessidade do farmacêutico como profissional de saúde com “formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde”, sendo o ser humano o seu principal foco de trabalho. A responsabilização do farmacêutico pelo acompanhamento da farmacoterapia do usuário, assim como a importância do trabalho em equipe multidisciplinar e multiprofissional demonstram a importância deste profissional desenvolver uma compreensão profunda de como as relações sociais acontecem, como aconteceu a evolução dos conceitos de saúde em relação ao desenvolvimento da sociedade, a importância de introjetar o conceito de farmacêutico como profissional do cuidado e não somente do medicamento.
 
 
 
Programa
1. A Importância do estudo da Sociologia e Antropologia na formação do farmacêutico. 2. Saúde e Sociedade: Processo Saúde-Doença. As transformações sócio-políticas e econômicas da sociedade capitalista e as implicações na prática do cuidado. A medicalização da Sociedade. 3. Dimensões do grupo social: classes sociais, gênero, geração, etnia. 4. O profissional de Saúde e os direitos humanos. 5. Conceitos básicos de cultura, sua dinamicidade e implicações para a saúde. 6. A dimensão simbólica no tratamento de saúde: variações culturais na interpretação do adoecimento e manutenção da saúde. 7. Evolução histórica da Farmácia no Brasil e no mundo. 8. Praticas Complementares em Saúde. 9. Deslegitimação das práticas populares de cura no Brasil. 10. Meio Ambiente na concepção humanística da saúde 11. Políticas de Saúde voltadas para as populações mais vulneráveis: 12. Educação em Saúde – Importância e contextualização. O Farmacêutico como agente de educação em saúde.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aula expositiva dialogada, Estudo de texto, Tempestade cerebral, Estudo dirigido, Ensino em pequenos grupos, Seminário, Palestras, Plataformas online (rede social).
Critério
Participação nas atividades desenvolvidas e/ou seminários e/ou prova escrita ou oral e /ou trabalho a ser desenvolvido para ser apresentado ao final do módulo.
Norma de Recuperação
O professor informará como será as normas de recuperação.
 
Bibliografia
     
1. Alves PC, Minayo MC. (org.). Saúde e doença: um olhar antropológico. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1994. 2. Alves PC, Rabelo MC. (org.). Antropologia da Saúde. Traçando identidade e explorando fronteiras. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1998. 3. Ayres JRCM. O cuidado, os modos de ser (do) humano e as práticas de saúde. Saúde e Sociedade. 2004; 13(3):16-29. 4. Backes MTS et al. Conceitos de saúde e doença ao longo da história sob o olhar epidemiológico e antropológico. Rev. Enferm. UERJ, 2009; 17 (1): 111-7. 5. Barros JAC. Pensando o Processo Saúde Doença: A que responde o modelo Biomédico. Saúde e Sociedade. 2002, 11 (1). 6. Benevides R, Passos E. A humanização como dimensão pública das políticas de saúde. Ciencia & Saude Colet 2005; 10 (3): 561-71. 7. Brasil. Universidade Federal de Santa Catarina. Abordagem cultural da doença e da atenção à saúde e contexto sociocultural do uso de medicamentos. [Recurso eletrônico] / Universidade Aberta do SUS; Eliana Elisabeth Diehl e Esther Jean Langdon. Módulo, Unidade 5 – Medicamento como Insumo para a Saúde, Florianópolis: UFSC, 2010, 42p. 8. Diehl EE, Grassi F. Uso de medicamentos em uma aldeia Guaraní do litoral de Santa Catarina, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 2010, 26(8): 1549-1560. 9. Edler FC. Boticas e Pharmacias. Uma História Ilustrada da Farmácia no Brasil. Ed. Casa da Palavra, RJ, 2006. 10. Etkin NL. Cultural constructions of efficacy. In: VAN DER GEEST, S.; WHYTE, SR. The Context of Medicines in Developing Countries Studies in Pharmaceutical Anthropology. Dordrecht: Kluwer Acad. Publ., 1988. p. 299-326. 11. Ferreira J. O corpo sígnico. In: ALVES, PC, MINAYO, MCS. (org.) Saúde e Doença – um olhar antropológico. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1994. p.101-112. 12. Fracolli LA, Zoboli ELCP. Desafios presentes na qualificação do cuidado em saúde e humanização. In: Nelson Ibañez, Paulo Eduardo Mangeon Elias, Paulo Henrique D'Angelo Seixas. (Org.). Política e Gestão Pública em Saúde. São Paulo - SP: Hucitec Editora, 2011, v. 1, p. 762-780. 13. Francioni FF. Compreendendo o processo de viver com Diabetes Mellitus em uma comunidade de Florianópolis, Santa Catarina: Das práticas de Autoatenção ao apoio social. 2010. 179 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2010. 14. Guilhem, D, Diniz, D. O que é Ética em Pesquisa. São Paulo, Ed. Brasiliense, 2008. 15. Laplantine, F. Antropologia da Doença. São Paulo: Martins Fontes, 1991. 16. Levis-strauss, C. Antropologia Cultural. 3 ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. 17. Loyola MA. Médicos e Curandeiros. Conflito Social e saúde. São Paulo:DIFEL, 1984. 18. Menéndez E. Modelos de atención de los padecimientos: de exclusiones teóricas y articulaciones prácticas. Ciência & Saúde Coletiva, v. 8, n. 1, p. 185-208, 2003. 19. Menéndez EL. Modelos de atenção dos padecimentos: exclusões ideológicas e articulações práticas. In: Menéndez EL. Sujeitos, Saberes e Estruturas – uma introdução ao enfoque relacional no estudo da saúde coletiva. São Paulo: Hucitec/Aderaldo & Rothschild, 2009. p. 17-70. 20. Nichter M, Vuckovic N. Agenda for an anthropology of pharmaceutical practice. Social Science and Medicine, v. 39, n. 11, p. 1509-25, 1994. 21. Rozenfeld S. Farmacêutico: profissional de saúde e cidadão. Ciência & Saúde Coletiva, 13(supl.): 561-568, 2008. 22. Rosen G. Uma história da saúde pública. Rio de Janeiro: Hucitec/Abrasco, 2006. 23. Sevalho G. Uma abordagem histórica das representações sociais de saúde e doença. IN: Cadernos de Saúde Pública, 9(3): 349-363. Rio de Janeiro, jul/set, 1993. 24. Uchoa E, Vidal JM. Antropologia médica: elementos conceituais e metodológicos para uma abordagem da saúde e doença. In: Cadernos de Saúde Pública, 1994; 10 (4):497-504. 25. Van der Geest S, Whyte SR, Hardon A. The anthropology of pharmaceuticals: a biographical approach. Annual Review of Anthropology, 1996, 25: 153-78.
 

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