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Júpiter - Sistema de Graduação

Escola de Comunicações e Artes
 
Jornalismo e Editoração
 
Disciplina: CJE0396 - Cultura e Literatura Brasileira: Império
Brazilian Culture and Literature: Empire

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 2
Carga Horária Total: 120 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2017 Desativação:

Objetivos
Fornecer elementos essenciais para o conhecimento da evolução da cultura literária produzida no Brasil Imperial e nos primeiros anos da República, início do século XIX até o início do século XX, com vistas a formar um leitor consciente e apto a se posicionar corretamente diante de textos de épocas diferentes de seu tempo e, também, diante de textos de sua própria época. Paralelamente, serão postos em destaque o modo de veiculação da cultura literária nos diferentes períodos da formação do sistema que possibilita tal veiculação, em contínuo paralelo com os diversos modos de impressão e divulgação de textos literários ao longo da história da cultura, entendida como parte de um discurso maior, que é o discurso sócio-cultural. Nesse sentido, deverá ser examinado o processo de implantação da imprensa no Brasil, com a vinda da Família Real, em 1808. Durante do Romantismo, examinar-se-á também a função do jornal diário na divulgação do romance, sobretudo a partir de Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar. Já para o fim o Segundo Reinado, com o advento do Realismo, surgem as revistas literária, nas quais Machado de Assis passará a exercer influência.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
1017463 - Jean Pierre Chauvin
1161792 - José de Paula Ramos Júnior
 
Programa Resumido
Noção de discurso social e discurso literário, interação entre ambos. Caracterização das particularidades estilísticas dos diversos períodos históricos do discurso literário, com destaque para sua função social nos respectivos períodos. Assim, será descrita a produção literária do século XIX, com os respectivos nomes convencionais: Pré-Romantismo, Romantismo, Realismo (Parnasia-nismo, Naturalismo, Impressionismo), Simbolis-mo e Pré-Modernismo.
 
 
 
Programa
Noção de discurso social e discurso literário, interação entre ambos. Caracterização das particularidades estilísticas dos diversos períodos históricos do discurso literário, com destaque para sua função social nos respectivos períodos. O curso pretende apresentar um panorama da literatura brasileira do século XIX, com rápida notícia histórica desde o Romantismo até o Simbolismo, com apresentação mais demorada de Machado de Assis, que deverá ocupar cerca de metade das aulas. As unidades didáticas serão as escolas literárias consagradas pela tradição: Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo. Cada período será apresentado por um texto importante de autor consagrado, a partir do qual se comentarão as coordenadas estético-culturais do período a que pertence. No caso de Machado de Assis serão lidos e comentados romances e contos produzidos a partir de 1881, época consensualmente admitida como a de sua maturidade artística. A obra literária será considerada não só como artefato verbal, mas também como evento cultural, que resulta da articulação de vozes do presente e do passado, podendo também ecoar no futuro. O curso valorizará a perspectiva histórica, evitando, sempre que possível, o pressuposto teleológico de que as letras caminham em contínuo progresso do pior para o melhor. Será defendida a idéia de que as poéticas e os textos bastam aos fins para os quais foram criados. Não existe obra-prima absoluta, pois os textos serão entendidos como produtos de convenções culturais, e não como expressão metafísica de verdades transcendentes Assim, será descrita a produção literária do século XIX, com os respectivos nomes convencionais: Romantismo, Realismo (Parnasianismo, Naturalismo, Impressionismo), e Simbolismo. Em cada período, serão particularizados um ou dois autores, mediante os quais se extrairão noções que possam caracterizar o estilo coletivo dominante no período em questão. Para esse tipo de curso, é imprescindível o relacionamento da evolução do discurso literário com o andamento da história política e social do país, razão pela qual haverá necessidade apoio bibliográfico em livros de história do brasil, e não apenas nas histórias literárias.
OBS. Nem todos os cursos serão panorâmicos. O professor pretende preservar a liberdade de trabalhar ora com um, ora com outro período. Pois a apresentação de todos os autores das três fases da literatura do século XX no Brasil pode tornar o curso muito horizontal e apenas informativo. A proposta é apresentar a noção do todo em uma ou duas aulas e, nas demais aulas, focalizar com especificidade um ou dois autores do momento escolhido. Haverá contínuo relacionamento da evolução do discurso literário com o andamento da histórica cultural do país. Por essa razão, haverá necessidade de apoio bibliográfico em livros de história do Brasil, e não apenas nas histórias literárias.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Exposição oral do professor, seguida de leituras de textos literários dos autores e de textos críticos consagrados sobre os mesmos. Discussão acerca do confronto entre a percepção do aluno e a visão do crítico escolhido como apoio para o questionamento da leitura. Em todas as aulas, os alunos deverão contribuir com leitura expressiva (em voz alta) e com a exposição oral de sua percepção do texto lido. Os textos lidos pelos alunos deverão ser previamente anunciados, para que possam ser preparados em casa.
Critério
a) Não serão aprovados os(as) alunos(as) que excederem o número de faltas permitido pelo regulamento da instituição. b) Cada prova será composta por questões dissertativas. Valor: até 4,0 (quatro) pontos por atividade; trabalho de aproveitamento: valor até 2,0; Participação efetiva em aula: 0,5 (meio ponto extra).
Norma de Recuperação
Nova oportunidade de trabalho escrito, de prova teste ou de prova oral, mediante exposição de assunto previamente combinado.
 
Bibliografia
     
ALENCAR, José de. Iracema. Apresentação de Paulo Franchetti. Cotia (SP): Ateliê Editorial, 2007. ALENCAR, José de. O Guarani. Apresentação e notas de Eduardo Vieira Martins. Cotia (SP): Ateliê Editorial, 1999. ALENCAR, José de. Senhora. In: Romances Ilustrados de José de Alencar. 6ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967, pp. 178-340, vol. 7. ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um Sargento de Milícias. Apresentação e notas de Mamede Mustafa Jarouche. Cotia (SP): Ateliê Editorial, 2000. ANJOS, Augusto dos. Eu e Outras Poesias. 35a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. ARANHA, Graça. Canaã. Edição comemorativa anotada e ilustrada. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. ASSIS, Machado de. “O alienista”. In: Papéis Avulsos. Estabelecimento do texto e notas de Adriano da Gama Kury. Rio de Janeiro: Garnier, 1989, pp. 17-66. 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BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 43a ed. São Paulo: Cultrix, 2006. CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira. 10a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, 2 vol. CANDIDO, Antonio. “Esquema de Machado de Assis”. In: Vários Escritos. 2ª ed. São Paulo: Duas Cidades, 1977, pp. 13-32. CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. 2ª ed. São Paulo: Martins, 1964, 2 vol. CANDIDO, Antonio. O discurso e a cidade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004. CARPEAUX, Otto Maria. História da Literatura Ocidental. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1962, vol. IV [“O romantismo”]. CARPEAUX, Otto Maria. História da Literatura Ocidental. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1962, vol. V [“A época da classe média”]. CHAUI, Marilena. Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2000. _____. A ideologia da competência. Belo Horizonte: Autêntica, 2014. Vol. 3 CHAUVIN, Jean Pierre. 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