Informa??es da Disciplina

Júpiter - Sistema de Graduação

Escola de Comunicações e Artes
 
Cinema, Rádio e Televisão
 
Disciplina: CTR0680 - Estética e Teoria do Audiovisual II
Audiovisual Aesthetics and Theory II

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2015 Desativação: 31/12/2019

Objetivos
1. Fazer a revisão das principais teorias contemporâneas do audiovisual e das propostas estéticas mais recentes.
2. Estudar as mudanças que estão acontecendo no campo do audiovisual desde mais ou menos os anos 1960, principalmente a partir dos conceitos de cinema expandido (Youngblood), poética das passagens (Bellour), convergência dos meios (Jenkins) e cinema digital (Manovich).
3. Estudar as origens e o processo de desenvolvimento das tecnologias eletrônicas (analógicas e digitais) nos seus diferentes aspectos e sua perspectiva de inserção no contexto cultural da atualidade.
4. Identificar e analisar as novas formas narrativas, documentais e experimentais que despontaram nas últimas décadas.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2086383 - Arlindo Ribeiro Machado Neto
 
Programa Resumido
Estudar as origens e o processo de desenvolvimento das tecnologias eletrônicas (analógicas e digitais) nos seus diferentes aspectos e sua perspectiva de inserção no contexto cultural da atualidade
 
 
 
Programa
De tempos em tempos acontece uma problematização do chamado dispositivo cinema: a sala escura, o projetor oculto às costas dos espectadores, as caixas de som também ocultas, as imagens projetadas numa tela branca, a câmera de arrasto mecânico, a película fotoquímica de 35 mm e assim por diante. Quando o cinema começa, no final do século XIX, ele ainda não havia cristalizado um modelo industrial único e, portanto, o primeiro cinema se caracteriza por certa anarquia produtiva. Somente a partir dos anos 1910 começa a constituir-se o modelo hegemônico de cinema que ainda hoje conhecemos. Mas, novamente, a partir dos anos 1960, esse modelo começa a ser questionado pelo surgimento de outras tecnologias de produção e exibição, por outras estratégias de construção de mensagens audiovisuais, como se, num certo sentido, estivéssemos voltando à anarquia produtiva do primeiro cinema. Mas se o filme, no seu sentido tradicional, declina, o cinema persiste, ou pelo menos as formas narrativas imaginadas e desenvolvidas por gente como Méliès, Griffith, Eisenstein, Welles, Godard e tantos outros, só que agora em roupagens novas. Muitas das chamadas “novas mídias” continuam fascinadas pela metáfora cinematográfica, de que não podem se desgrudar. O imaginário cinematográfico continua a povoar os vídeo games, os mundos virtuais, a realidade virtual e tudo o que hoje é mais updated. O propósito do curso é tentar entender como os meios digitais estão dando continuidade, como a televisão e o vídeo o fizeram em outros tempos, à cinematografia como a mais desenvolvida forma de cultura audiovisual do século XX, e como, ao mesmo tempo, eles estão preparando a emergência de uma nova cultura audiovisual, cujas fronteiras com relação ao cinema nós estamos ainda tentando distinguir.

Conteúdo:

História e modalidade das novas tecnologias do audiovisual
Cinema expandido e poética das passagens
Convergência dos meios e ampliação do leque do audiovisual
O diálogo entre cinema, vídeo, televisão e computação gráfica
Do analógico ao digital: mudanças e permanências
A nova narratividade: abertura, fragmentação e participação do espectador
Do documentário ao ensaio audiovisual
Tendências recentes do audiovisual
Interatividade, agenciamento e imersão
Pós-cinemas e vídeo games
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas expositivas, análise e discussão de filmes, vídeos e programas de rádio e televisão.
Critério
Participação nas aulas; exercícios e trabalhos programados; trabalho final.
Norma de Recuperação
Entrega de trabalho escrito e/ou finalização de projeto, no prazo estabelecido pelo calendário escolar.
 
Bibliografia
     
BELLOUR, Raymond. Entre-imagens. Foto. Cinema. Vídeo. São Paulo, Papirus, 1997.
__________ . L’entre images 2. Mots. Images. Paris, P.O.L., 1999.
DUBOIS, Philippe. Cinema, Vídeo, Godard. São Paulo, Cosac Naify, 2004.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo, Aleph, 2008.
LA FERLA, Jorge (ed.). Medios Audiovisuales. Ontología, Historia y Praxis. Buenos Aires, Ed. Universitária de B. Aires, 1996.
MACIEL, Kátia (org.). Cinema Sim. Narrativas e Projeções. São Paulo, Itaucultural, 2009.
__________ (org.). Transcinemas. Rio de Janeiro, Contra Capa, 2009.
MACHADO, Arlindo. O Sujeito na Tela. São Paulo, Paulus, 2007.
__________ . Pré-cinemas e Pós-cinemas. Campinas, Papirus, 1997.
MANOVICH, Lev. The Language of New Media. Cambridge, The MIT Press, 2001.
MURRAY, Janet. Hamlet no Holodeck: O Futuro da Narrativa no Ciberespaço. São Paulo: Itaucultural, 2003.
OUBIÑA, David (ed.). Jean-Luc Godard: El Pensamiento del Cine. Buenos Aires, Paidós, 2003.
RODOWICK, D. N. The Virtual Life of Film. Cambridge: Harvard Univ. Press, 2007.
SHAW, Jeffrey & WEIBEL, Peter. Future Cinema. The Cinematic Imaginary after Cinema. Cambridge, The MIT Press, 2003.
WARDRIP-FRUIN, Noah & HARRIGAN, Pat (ed.). First Person. New Media as History, Performance and Game. Cambridge, The MIT Press, 2004.
XAVIER, Ismail. O Discurso Cinematográfico. Opacidade e Transparência. São Paulo, Paz e Terra, 2005, 3ª. edição ampliada.
YOUNGBLOOD, Gene. Expanded Cinema. New York, Dutton, 1970.
 

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