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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
 
Enf Psiquiátrica e Ciências Humanas
 
Disciplina: ERP0103 - Sociologia
Sociology

Créditos Aula: 3
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 45 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2019 Desativação:

Objetivos
O objetivo da disciplina é compreender conceitos sociológicos introdutórios e, a partir disso, analisar as diversas formas pelas quais categorias sociológicas informam, modelam e explicam os fenômenos concernentes ao processo saúde-doença na sociedade contemporânea, bem como aspectos relativos à Enfermagem como profissão.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
6891361 - Lucas Pereira de Melo
 
Programa Resumido
Conceitos sociológicos introdutórios e análises das diversas formas pelas quais categorias sociológicas informam, modelam e explicam os fenômenos concernentes ao processo saúde-doença na sociedade contemporânea, bem como aspectos relativos à Enfermagem como profissão.
 
 
 
Programa
A disciplina está organizada em dois momentos: o primeiro, destinado à abordagem de conceitos introdutórios da sociologia; e o segundo, voltado às análises sociológicas que tomam o processo saúde-doença e a profissão de Enfermagem como objetos.
1.	A sociologia como uma ciência social.
2.	Instituições sociais e papéis sociais.
3.	Socialização: o indivíduo na sociedade e a sociedade no homem. 
4.	Estratificação social, desigualdade e classe.
5.	A sociologia da saúde no Brasil.
6.	A saúde como processo social.
7.	As relações entre profissionais da saúde e “pacientes/doente”.
8.	O hospital como organização social.
9.	Estigma e doença.
10.	Marcadores sociais da diferença.
11.	Marcadores sociais da diferença e acesso aos serviços de saúde.

Saberes Cognitivos:
1.	A sociologia como uma ciência social.
a.	Conceituação;
b.	Histórico: origem e pioneiros;
c.	Objeto da sociologia: Durkheim, Weber e Marx.
2.	Instituições sociais e papéis sociais.
a.	Conceituação;
b.	Características fundamentais de uma instituição: a exterioridade, a objetividade, a coercitividade, a autoridade moral e a historicidade;
c.	Instituição família e parentesco;
d.	Instituições religiosas;
e.	Instituições políticas;
f.	Instituições econômicas;
g.	Educação.
3.	Socialização: o indivíduo na sociedade e a sociedade no homem.
a.	A interiorização da sociedade;
b.	A socialização primária;
c.	A socialização secundária;
d.	Assimilando uma identidade;
e.	A conservação e a transformação da realidade subjetiva;
f.	A socialização secundária e a formação da identidade da enfermeira.
4.	Estratificação social, desigualdade e classe.
a.	A estratificação social;
b.	A mobilidade social;
c.	Castas, estamentos e classes sociais;
d.	A questão da desigualdade social.
5.	A sociologia da saúde no Brasil.
a.	Escopo;
b.	Histórico;
c.	A produção científica brasileira – principais objetos;
d.	Contribuições da sociologia para o campo da saúde, em geral, e da enfermagem, particular.
6.	A saúde como processo social.
a.	O caráter histórico da saúde e da doença;
b.	Modos de produção, trabalho e formas de adoecimento;
c.	Desigualdade social em saúde;
d.	A produção social da saúde e da doença;
e.	Saúde, controle e gestão da vida: medicalização, biomedicalização, farmaceuticalização e aprimoramento.
7.	As relações entre profissionais da saúde e “pacientes/doente”.
a.	Relação profissional-doente e distância social;
b.	Relação profissional-doente e comunicação;
c.	As categorias da percepção dos profissionais;
d.	As estratégias dos profissionais;
e.	O curandeiro;
f.	Relação profissional-doente e nível de instrução.
g.	Expert patient
8.	O hospital como organização social.
a.	Desenvolvimento histórico-social do hospital: séculos XVIII e XIX;
b.	Relações entre modelo biomédico e o hospital moderno;
c.	Poder e discurso institucionais no hospital moderno;
d.	Processo de trabalho e rotinização das práticas em saúde;
e.	Os agentes e suas agências no hospital moderno;
9.	Estigma e doença.
a.	Definição;
b.	Estigma e identidade social;
c.	Estigma na experiência com enfermidades;
d.	Estratégias de enfrentamento do estigma e ativismo biossocial em saúde.
10.	Marcadores sociais da diferença.
a.	Gênero;
b.	Sexualidade;
c.	Raça/etnia;
d.	Classe;
e.	A perspectiva interseccional nas análises da diferença.
11.	Marcadores sociais da diferença e acesso aos serviços de saúde.
a.	Racismo institucional;
b.	Violência de gênero nos serviços de saúde: o caso da violência obstétrica e dos direitos reprodutivos;
c.	Iniquidades no acesso a serviços de saúde de pessoas LGBT;
d.	Saúde da população indígena.

Saberes Procedimentais:
1. Realiza atividades e discussões que lhe possibilita o exercício da reflexão, da autorreflexão e do raciocínio crítico sobre as situações vivenciadas nas interações sociais relacionadas à prática profissional da enfermagem.
2. Exercita a empatia na relação estudante-profissional da saúde, estudante-estudante, estudante-usuário dos serviços de saúde, estudante-docente.
3. Utiliza os saberes cognitivos socializados na disciplina para o aprimoramento das suas habilidades de comunicação na relação estudante-profissional da saúde, estudante-estudante, estudante-usuário dos serviços de saúde, estudante-docente.
4. Faz intervenções nas discussões em sala de aula levando em consideração aspectos macrossociais que informam e modelam situações microssociais (interações sociais, comportamentos, normas institucionais, etc.).
5. Apresenta argumentos para discutir questões relativas à saúde, à doença e à prática profissional da enfermagem que consideram os determinantes sociais desses fenômenos e práticas.
6. Relaciona-se em sala de aula adotando posturas de respeito e tolerância às diferenças das pessoas. 

Saberes Atitudinais:
1. Pratica a reflexão, a autorreflexão e o raciocínio crítico sobre as situações vivenciadas nas interações sociais relacionadas à prática profissional da enfermagem.
2. Adota posturas de empatia na relação estudante-profissional da saúde, estudante-estudante, estudante-usuário dos serviços de saúde, estudante-docente.
3. Aprimora as habilidades de comunicação na relação estudante-profissional da saúde, estudante-estudante, estudante-usuário dos serviços de saúde, estudante-docente.
4. Demonstra interesse nas narrativas das pessoas (usuários, profissionais, familiares, etc.) com vista à compreensão de sua história e contexto de vida.
5. Demonstra interesse em compreender os aspectos macrossociais que se expressam nas questões e nas práticas relativas à saúde, à doença e à prática profissional da enfermagem.
6. Demonstra posturas de respeito e tolerância às diferenças das pessoas (usuários, profissionais, familiares, colegas de turma, docentes, etc.). 
7. Demonstra capacidade de negociar com o usuário e sua rede de apoio social em situações de produção de cuidados de enfermagem, considerando os determinantes sociais.

Método de ensino:
Aulas expositivas, seminários, leituras dirigidas, trabalhos em pequenos grupos, discussões de vídeos e filmes, role playing, júris simulados, produção de trabalhos escritos e outras estratégias de ensino-aprendizagem centradas no estudante.
 
 
 
Avaliação
     
Método
A avaliação se dará de forma contínua e sistemática, por meio de instrumentos de avaliação formativa e somativa. Como instrumento de avaliação formativa será empregado o feedback oral, em atividades coletivas, e por escrito em atividades individuais. Como instrumentos de avaliação somativa, serão realizadas atividades em pequenos grupos, seminários, produção de textos ou avaliações cognitivas. Diante disso, a nota dos estudantes terá a seguinte composição e pesos: 1) Atividades em grupo (peso 3); 2) Avaliação cognitiva escrita (peso 7).
Critério
Será aprovado o aluno que obtiver nota igual ou superior a 5,0 (cinco) e frequência mínima de 70%.
Norma de Recuperação
Os alunos que não obtiverem média final 5,0 realizarão uma prova de recuperação, cujo conteúdo será todos os textos programados para a disciplina.
 
Bibliografia
     
ADAM, P.; HERZLICH, C. Sociologia da doença e da medicina. Bauru: EDUSC, 2001.
BERGER, P.L. Perspectivas sociológicas: uma visão humanística. 33 ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
BERGER, P.L.; LUCKMANN, T. A construção social da realidade. 36 ed. Petrópolis: Vozes, 2017.
BOLTANSKI, L. As classes sociais e o corpo. 4 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2004.
CARVALHO, C.S.; CALDERARO, F.; SOUZA, S.J. O dispositivo “saúde de mulheres lésbicas”: (in)visibilidade e direitos. Revista Psicologia Política, São Paulo, v. 13, n. 26, p. 111-27, abr. 2013.
DINIZ, C.S.G.; CHACHAM, A.S. O 'corte por cima' e o 'corte por baixo': o abuso de cesáreas e episiotomias em São Paulo. Revista Questões Saúde Reprodutiva, Rio de Janeiro, v.1, n.1, p.80-91, 2006.
DONANGELO, M.C.F.; PEREIRA, L. Saúde e sociedade. São Paulo: Duas Cidades, 1976.
ESTEBAN, M.L. El Género como categoría analítica. Revisiones y aplicaciones a la salud. Revista Cuadernos de Psiquiatria Comunitaria, Madrid, v. 3, n. 1, p. 22-39, 2003.
FORACCHI, M.M.; MARTINS, J.S. (orgs.). Sociologia e sociedade: leituras de introdução à sociologia. 21ª tiragem. Rio de Janeiro: ed. LTC, 2000.
FOUCAULT, M. A microfísica do poder. 28ª reimp. Rio de Janeiro: Ed. Graal, 2010.
GOFFMAN, E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4 ed. Rio de Janeiro: LTC; 2008.
HEILBORN, M.L. Gênero, sexualidade e saúde. In: SILVA, DPM. (org). Saúde, sexualidade e reprodução: compartilhando responsabilidades. Rio de Janeiro: UERJ, 1997.
LAKATOS, E.M.; MARCONI, M.A. Sociologia geral. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2008.
LOPES, F. Para além da barreira dos números: desigualdades raciais e saúde. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.21, n.5. p.1596-1601, set./out., 2005.
LOURO, GL (org.). O corpo educado. 3 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
LUNARDI FILHO, W.D. O mito da subalternidade do trabalho da enfermagem à medicina. 2 ed. Pelotas: Ed. UFPEL, 2004.
MARTINS, C.B. O que é sociologia. 34 ed. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1993. (Coleção Primeiros Passos; 57).
MULLER, M.I.; KNAUTH, D.R. Desigualdades no SUS: o caso do atendimento das travestis é ‘babado’! Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, v. 6, n.2, p. 1-14, jun., 2008.
MUNANGA, K. A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil. Revista de Estudos Avançados da USP, São Paulo, v. 18, n. 50, p. 51-6, jan./abr., 2004.
NUNES, E.D. (org.). Medicina social: aspectos históricos e teóricos. São Paulo: Global Ed., 1983.
NUNES, E.D. Sobre a sociologia da saúde. 2 ed. São Paulo: HUCITEC, 2007.
PEREIRA, J.C.M. A explicação sociológica na medicina social. São Paulo: Ed. UNESP, 2005.
PIRES, D. Hegemonia médica na saúde e a enfermagem: Brasil: 1500 a 1930. São Paulo: Cortez, 1989.
SILVA, GB. Enfermagem profissional: análise crítica. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1989.
TESSER, C.D.; KNOBEL, R.; ANDREZZO, H.F.A.; DINIZ, S.D. Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rio de Janeiro, v. 10, n. 35, p. 1-12, abr./jun., 2015.
VILA NOVA, S. Introdução à sociologia. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2016.
ZAMBONI, M. Marcadores sociais da diferença. Sociologia, São Paulo, v.1, p. 13-8,  2014.
 

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