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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
Antropologia
 
Disciplina: FLA0366 - Leituras de Etnologia III: A antropologia política de Pierre Clastres
Readings in Ethnology III: The political anthropology of Pierre Clastres

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2009 Desativação:

Objetivos
Este curso tem por objetivo a leitura dos ensaios de Pierre Clastres contidos nas coletâneas A sociedade contra o Estado (de 1974) e Arqueologia da violência (de 1980), tendo como foco a sua análise realizada a partir dos materiais etnográficos sobre os povos indígenas da América do Sul. O curso deverá se centrar nos múltiplos alcances da idéia de “sociedade contra o Estado”, levando em conta o desenvolvimento pelo autor de uma reflexão sobre a “filosofia da chefia ameríndia” e sobre o papel da guerra na produção da “sociedade primitiva”, esta que é menos uma realidade empírica do que uma disposição perante o poder político. Inclui-se entre estes temas o da relação entre o “político” e o “religioso”, o que remete ao trabalho de Hélène Clastres, A terra sem mal (de 1975), sobre o profetismo tupi-guarani, trabalho que inflete certamente nas reflexões de Pierre Clastres. Além da leitura dos textos de Clastres serão intercalados textos teóricos e etnográficos menos ou mais recentes, todos eles se dispondo a testar os limites desta obra, que faz cruzar antropologia e filosofia, etnografia e comparação, ensaio e sistematização científica.
 
 
 
Programa Resumido
 
 
 
Programa
1. A antropologia política antes de Clastres
2. O projeto de antropologia política de Clastres
3. A filosofia da chefia ameríndia
4. O problema do profetismo tupi-guarani
5. A máquina de guerra
6. A arqueologia e a história “contra” Clastres
7. O “contra o Estado” e as ontologias ameríndias
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas expositivas e seminários.
Critério
Uma prova escrita e um trabalho dissertativo.
Norma de Recuperação
Prova escrita e/ou trabalho.
 
Bibliografia
     
ABENSOUR, Miguel (dir.). Pierre Clastres ou une nouvelle anthropologie politique. Paris, Seuil.
BALANDIER, Georges
1967. Anthropologie politique. Paris, PUF.
BARBOSA, Gustavo B.
2005. “A socialidade contra o Estado: a antropologia de Pierre Clastres” in Revista de Antropologia (47/2).
BARCELOS NETO, Aristóteles
2004. Apapaatai : rituais de máscaras no Alto Xingu. Tese de doutorado. São Paulo, USP.
CARDOSO, Sérgio
1989. A crítica da antropologia política na obra de Pierre Clastres. Tese de doutorado. São Paulo, USP.
1995. “Fundações de uma antropologia política (o caminho comparativo na obra de J. W. Lapierre)” in Revista de Antropologia (38/1).
CLASTRES, Hélène.
1975. La Terre sans Mal: le prophétisme tupi. Paris, Seuil.
CLASTRES, Pierre
[1972] 1995. Crônicas dos índios Guayaki: o que sabem os Ache, caçadores nômades do Paraguai. São Paulo, Ed. 34.
[1974] 2003. A sociedade contra o Estado. São Paulo, Cosac Naify.
[1974] 1990. A fala sagrada. Cantos sagrados dos índios Guarani. Campinas, Papirus.
[1980] 2004. Arqueologia da violência: pesquisas de antropologia política. São Paulo, Cosac Naify.
DELEUZE, Gilles & Guattari, Félix
1980. Mille plateaux. Paris, Les Éditions de Minuit.
DESCOLA, Philippe
1988. “La chefferie amérindienne dans l’anthropologie politique” in Revue Française de Science Politique (38).
FAUSTO, Carlos
2000. Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor.
2001. Inimigos fiéis: história, guerra e xamanismo na Amazônia. São Paulo, Edusp.
LIMA, Tânia & Goldman, Márcio
1998. “Como se faz um grande divisor” in Sexta-Feira(3). [Fronteira]
2001. “Pierre Clastres, etnólogo da América” in Sexta-Feira(6) [Utopia]. São Paulo, Ed. 34.
FOUCAULT, Michel.
2003. Ditos & Escritos IV. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
2005. Em defesa da sociedade. Curso no Collège de France (1975-1976). São Paulo: Martins Fontes.
GRAEBER, David.
2004. Fragments of an anarchist anthropology. Chicago: Prickly Paradigm Press.
HECKENBERGER, Michael
1999. “O enigma das grandes cidades: corpo privado e Estado na Amazônia” in Novas, A. (org.) A outra margem do Ocidente. São Paulo, Companhia das Letras.
LANNA, Marcos
2005. “As sociedades contra o Estado existem? Reciprocidade e poder em Pierre Clastres” in Mana 11(2).
LÉVI-STRAUSS, Claude
1955. Tristes Tropiques. Paris, Plon.
LIMA, Tânia
2005. Um peixe olhou para mim: os Yudjá e a perspectiva. São Paulo: Ed. da Unesp/ ISA / NUTI.
LIMA, Tânia & Goldman, Márcio
2001. “Pierre Clastres, etnólogo da América” in Sexta-Feira(6) [Utopia]. São Paulo, Ed. 34.
MENGET, Patrick.
1993a. “Les frontières de la chefferie: remarques sur le système politique du haut Xingu (Brésil)” in L´homme (126-8).
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PISSOLATO, Elizabeth
2007. A duração da pessoa: mobilidade, parentesco e xamanismo mbyá. São Paulo: Ed. da Unesp/ ISA / NuTI.
SANTOS GRANERO, Fernando
1993a. “From prisioner of the group to darling of the gods: an approach to the issue of power in Lowland Sothmamerica” in L´homme (126-8).
SAHLINS, Marshall
1990. Ilhas de história. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor.
SEEGER, Anthony
1981. “Substância física e saber: dualismo na liderança suyá” in Os índios e nós: estudos sobre sociedades tribais brasileiras. Rio de Janeiro, Ed. Campos.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo
2002. A inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. São Paulo, Cosac & Naify.
2008. Eduardo Viveiros de Castro. Série encontros. (organização de Renato Sztutman). Rio de Janeiro: Azougue Editorial.
 

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