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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
Letras Clássicas e Vernáculas
 
Disciplina: FLC1454 - Literatura Latina: Epistolografia ou Sátira
FLC1454 Latin literature: Epistolography or Satire

Créditos Aula: 2
Créditos Trabalho: 1
Carga Horária Total: 60 h ( Práticas como Componentes Curriculares = 10 h )
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2015 Desativação:

Objetivos
Opção Epistolografia: Busca-se investigar a especificidade da carta (ou epístola) enquanto modalidade textual, sobretudo com vistas ao estudo da diversidade de formas sob as quais tal modalidade foi cultivada pelos escritores da Antiguidade Latina. Assim, formam o objeto de estudo tanto cartas em prosa, de autores como Cícero, Sêneca e Plínio, o jovem, quanto cartas em verso, de autores como Horácio, Ovídio e Propércio. A disciplina pretende discutir os problemas didáticos de ensinar epistolografia latina, distinguindo a natureza, a finalidade e os modos de circulação do gênero epistolar dos da carta de circunstância.
Opção Sátira: A disciplina tem por objetivo contemplar as duas vertentes satíricas da Antiguidade: a Sátira dita "moral", especificamente latina, e a sátira menipéia, que tem cultores gregos e romanos. A disciplina pretende discutir os problemas didáticos de ensinar sátira latina.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2353791 - Alexandre Pinheiro Hasegawa
2085274 - João Angelo Oliva Neto
2086549 - José Eduardo dos Santos Lohner
63939 - Marcos Martinho dos Santos
5094210 - Sidney Calheiros de Lima
 
Programa Resumido
Opção Epistolografia: Serão estudados a situação epistolar e o tipo de matéria e de elocução apropriadas à carta. Na análise de cada um dos exemplares, será dada atenção ao contexto histórico-cultural em que se deu a composição, para debater o modo como esses textos se inserem numa tradição de escrita que opera por meio da imitatio de modelos anteriores e que se serve das teorias e práticas antigas veiculadas pela Retórica e pela Poética.
Opção Sátira: Estuda-se prioritariamente a configuração do gênero como tal, por meio da identificação de seus ingredientes tópicos e, secundariamente, dos seus elementos constitutivos segundo o tratamento que o gênero sofreu por seus diversos autores. Assim, na Sátira moral, estudam-se textos de Horácio e Juvenal, preferentemente os prescritivos da poética do gênero relacionados aos elementos retóricos do gênero deliberativo, a saber a oposição virtude/ vício. Mencionam-se ainda Lucílio e Pérsio. Na Sátira menipéia, estudam-se a Apoloquintose de Sêneca e o Satyricon, de Petrônio, visados sob a perspectiva da paródia, que os articula, e descritos quanto aos processos narrativos típicos.
 
 
 
Programa
Opção Epistolografia:
1) Estudo das fontas epistolográficas;
2) Epístola em prosa: Cícero;
3) Epístola em prosa: Sêneca;
4) Epístola em prosa: : Plínio, o jovem;
5) Epístola em verso: Horácio;
6) Epístola em verso: Ovídio;
7) Epístola em verso: Propércio.
Problemas e estratégias didáticas do ensino da distinção entre correspondência epistolar de circunstância e de ficção, e também entre destinatário e leitor da epístola.
Opção Sátira:
1. A sátira como gênero literário;
2. Estudo das fontes da sátira;
3. Representantes da sátira latina: estudo dos fragmentos de Lucílio:
4. As sátiras de Horácio;
5. As sátiras de Pérsio;
6. As sátiras de Juvenal;
7. A sátira menipéia: Sêneca;8. A sátira menipeia: Petrônio.
Problemas e estratégias didáticas do ensino da distinção entre sátira moral e sátira menipéia.
Em ambas as opções: Emprego das Tecnologias da Informação e da Comunicação no ensino e também no aprendizado (“sites” de texto e imagem relacionados com literatura latina e com cultura romana).
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas expositivas e dialogadas, e/ou leitura e comentário de textos. Uso de recursos audiovisuais e de tecnologia da informação e comunicação.
Critério
A avaliação dos alunos levará em conta os resultados das provas, e/ou a realização de exercícios e/ou trabalhos monográficos e/ou a participação nas aulas. Serão observados aspectos como capacidade de análise crítica dos textos, capacidade de redação, adequação à bibliografia proposta, entre outros.
Norma de Recuperação
Conforme norma vigente, terá direito a recuperação o aluno que alcançar a média mínima 3,0 (e abaixo de 5,0) no período letivo normal. A recuperação se fará mediante trabalho e/ou prova escrita (e/ou outros instrumentos, equivalentes aos utilizados no período letivo) em torno do programa desenvolvido durante o semestre. A média final do aluno será o resultado de uma média ponderada, em que a nota anterior terá peso 1 e a nota obtida na recuperação terá peso 3, isto é, a nota inicial corresponde a 25 % da média final.
 
Bibliografia
     
Opção Epistolografia:
CONTE, G. B. Latin literature, a history. Translated by Joseph B. Solodow. London: Johns Hopkins University Press, 1994.
DEISSMANN, A. Light from the Ancient East. Translated by L.R.M. Strachan. New York and London: Hodder & Stoughton, 1910.
FRAENKEL, Eduard, Horace, Oxford, Clarendon Press, 1980.
FULKERSON. Laurel. The ovidian heroine as author. Cambridge: CUP, 2005.
GAMBERINI, F. Stylistic theory and practice in the Younger Pliny. Hildesheim: Olms-Weidmann, 1983HALL, J. Politeness and politcs in Cicero’s letters. Oxford. Oxford Un. Press, 2009.
HENDERSON, John. Morals and Villas in Seneca’s letters. Cambridge: CUP, 2004.
HUTCHINSON, G.O. Cicero’s correspondence. A literary study. Oxford: Clarendon, 1998.
KILPATRICK, R.S. The poetry of criticism: Horace, Epistles II and Ars Poetica. Edmonton: University of Alberta Press, 1990.
________. The poetry of friendship: Horace, Epistles I. Edmonton: University of Alberta Press, 1986.LADISLAV, V. Etudes sur la correspondande de Pline le jeune avec Trajan. Roma : L’Erma, 1972.
MARTIN, R. & GAILLARD, J. Les genres littéraires à Rome. Paris : Nathan, 1990.
ROSENMEYER, Patricia A. Ancient epistolary fictions. The letter in Greek literature. Cambridge: CUP, 2001.
SCHENKEVELD, D. M. “Philosophical prose”. In: Handbook of classical rhetoric in the hellenistic period. Edited by S. E. Porter. Leiden: Brill, 1997.
WHITE, P. Cicero in letters. Oxford, OUP, 2010.
WILLIAMS, G.D. Banished voices – readings in Ovid’s exile poetry. Cambridge: CUP, 1994.
WOLFF, E. Pline le jeune ou le refus du pessimisme : essai sur sa correspondance. Rennes : Presses universitaires de Rennes, 2003.
VEYNE, P. L’élegie érotique romaine. Paris : Éditions du Seuil, 1983.
Opção Sátira :
ANDERSON, William S., Essays on Roman satire, Princeton (N.J.): Princeton University Press, 1982.
ARISTÓTELES, Poética, tradução, comentários e apêndices de Eudoro de Souza. Porto Alegre: Editora Globo, 1966.
_______, Retórica; tradução de Manuel Alexandre Júnior, Paulo Farmhouse Alberto Alberto e Abel do Nascimento Pena. Lisboa: Casa da Moeda/ Imprensa Nacional, 1998.
BEVILACQUA, Michele, Sulla storia della satira romana, Roma: Editrice Elia, s.d.
CEBE, Jean-Pierre, La caricature et la parodie dans le monde romain antique des origines à Juvenal. Paris: Éditions E. de Boccard, 1966.
COFFEY, Michael, Roman satire. 2nd ed., Bristol: Bristol Classical Press, 1989. (1a ed. 1976).
HENDERSON, Jeffrey, The maculate muse; obscene language in Attic comedy; 2nd ed., New York/ Oxford: Oxford University Press, 1991.
HORÁCIO, Obras completas (Odes, Épodos, Carme Secular, Sátiras e Epístolas); traduções de Elpino Duriense, José Agostinho de Macedo, Antônio Luís Seabra e Francisco Antônio Picot. São Paulo: Edições Cultura, 1941.
________, Sátiras, trad. intr. e notas de Mariano Parziale. Tese de Doutoramento apresentada ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1995, inédita.
JUVENAL, Sátiras, tradução de Francisco Antônio Martins Bastos; Rio de Janeiro: Ediouro/ Tecnoprint, s/d.RICHLIN, Amy. The garden of Priapus. sexuality and aggression in Roman humor. New Haven/ London: Yale University Press, 1983.
JUVENAL, PERSIO, Sátiras. introducciones generales de Manuel Balasch y Miguel Dolç; introducciones particulares, traducción y notas de Manuel Balasch. Madrid: Editorial Gredos, 1991.
LUCILIUS, Satires, texte établi, traduit et annoté par F. Charpin. Paris: “Les Belles Lettres”, 1978, livres I-VIII; 1979, livres IX-XXVIII; 1991, livres XXIX, XXX et fragments.
PETRÔNIO, Satíricon, tradução de Claudio Aquati. São Paulo, Editora Cosac Naify, 2008.
SENECA, Apocolocyntosis, edited by P. T. Eden. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
SÊNECA, Apocoloquintose do divino Cláudio; tradução e notas de Giulio Davide Leoni, em Antologia de textos / EPICURO. Da natureza / Tito LUCRÉCIO Caro. Da república / Marco Túlio CÍCERO. Consolação a minha mãe Hélvia; Da tranqüilidade da alma; Medéia, Apocoloquintose do divino Cláudio / Lúcio Aneu SÊNECA. Meditações / MARCO AURÉLIO. São Paulo: Nova Cultural, 1988 (Col. Os pensadores).
SCATOLIN, Adriano, Sátiros e sátiras na poesia antiga: Estudo e tradução dos De Satyrica Graecorum poesi et Romanorum Satira libri duo, de Isaac Casaubon. Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1997, inédita.
Bibliografia didática:
ANCONNA, R. A Concise Guide to Teaching Latin Literature. Norman: University of Oklahoma, 2007.
GAILLARD, J. Approches de la littérature latine. Paris: Nathan, 1992.
- “Sites” da internet:
LINKS LATINOS: http://frcoulter.com/latin/links.html
PERSEUS DIGITAL LIBRARY: http://www.perseus.tufts.edu/hopper/
ROME REBORN: http://romereborn.frischerconsulting.com/gallery-current.php#videos_2_1
THE LATIN LIBRARY: http://www.thelatinlibrary.com/
 

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