Informações da Disciplina

 Preparar para impressão 
Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
Filosofia
 
Disciplina: FLF0269 - História da Filosofia Medieval II
History of Medieval Philosophy II

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 2
Carga Horária Total: 120 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2002 Desativação:

Objetivos
Estudo da recepção medieval de Aristóteles a partir da abordagem de dois autores nucleares, Tomás de Aquino e Ockham, visando capacitar o estudante para a abordagem dos temas, autores e textos concernentes à História da Filosofia Medieval.
 
 
 
Programa Resumido
A filosofia medieval é, paradoxalmente, um dos campos de estudo mais novos no âmbito da história da filosofia. Dada a pesada carga de compromissos conflitantes que até recentemente envolviam os autores do período, só a poucas décadas e muito gradualmente tem sido possível um trabalho de caráter não apologético e claramente determinado pelo interesse específico que tais autores despertam no historiador da filosofia. Índice deste interesse é o ritmo acelerado com que se edita atualmente obras que permaneceram manuscritas por séculos. Além disso, trata-se de um "período", seja lá como o delimitemos, longo e rico. Se nos ativermos apenas aos séculos XII, XIII e XIV, encontramos, entre tantos, autores da envergadura de Anselmo, Abelardo, São Bernardo, Boaventura, Alberto Magno, Tomás de Aquino, Duns Escoto, Ockham.
 
 
 
Programa
1.Recepção latina de Aristóteles e ruptura da tradição agostiniana.
1.1.Abelardo.
1.2.A antiga e a nova "doutrina": "nominalistas" x "realistas".
1.3.Comentadores árabes: Avicena, Averróis e Maimônides.
2.Tomás de Aquino.
2.1. O Ente e a Essência.
2.1.1. A distinção entre essência e existência.
2.1.2. A concepção de universal.
2.2. Comentário ao Tratado sobre a Trindade de Boécio.
2.2.1. A divisão da filosofia especulativa.
2.2.2. Física, matemática e metafísica.
2.2.3. Metafísica e teologia.
2.2.4. Teologia como ciência.
3.Ockham:
3.1.A Suma de Lógica.
3.1.1.O signo. Termo mental.
3.1.2.Significação e suppositio.
3.4.Crítica de Duns Escoto.
3.5. Crítica de Tomás de Aquino: a teologia não é ciência.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas expositivas e seminários.
Critério
Seminário e Dissertação.
Norma de Recuperação
Dissertação.
 
Bibliografia
     
1. TOMÁS DE AQUINO
TOMÁS DE AQUINO, De ente et essentia in Opera ominia, t. XLIII, cura et studio Fratum Prædicatorum. Romæ, Sabatinæ, 1976; pp. 367-381.
- L'être et l'essence. Ed. bil. [texto latino da Leonina, 1976]; trad. et commentaires par A. de Libera et Ch. Michon. Paris, Éd. du Seuil, 1996.
- O Ente e a Essência. Ed. bil. [texto latino da edição Boyer, 1946]; trad. de C. A. R. Nascimento, Introdução de F. B. Souza Neto. Petrópolis, Vozes, 1995.
- Comentário ao Tratado sobre a Trindade de Boécio. Questões 5 e 6. Introd. e trad. C. A. R. Nascimento. São Paulo, Editora da UNESP, 1999.
- Suma Teológica. Trad. A. Corrêa. Porto Alegre, Sulina, 19802.
- The Collected Works of St. Thomas Aquinas in Database. Folio VIP, 1992-1993.
Introdutórios:
GARDEIL, H. D., Iniciação à Filosofia de S. Tomás de Aquino. Vol. I: Lógica. Vol. II: Cosmologia.Vol. III: Psicologia. Vol. IV: Metafísica. Trad. A. Chiavegato, W. Figueiredo e P. Arantes. São Paulo, Duas Cidades, 1967.
Comentários:
CHENU, M-D., Introduction a l'étude de saint Thomas d'Aquin. Montréal, Institut d'études médiévales / Paris, Vrin, 19743.
FOREST, A., La Structure métaphysique du concret selon saint Thomas d'Aquin. Paris, Vrin, 1931.
GILSON, É., A Existência na Filosofia de Santo Tomás. São Paulo, Duas Cidades, 1965.
- L'être et l'essence. Paris, Vrin, 1948.
- Pourquoi saint Thomas a critique saint Augustin; Avicenne et le point de depart de Duns Scot. Paris, Vrin, 1986.
- Le thomisme: introduction a la philosophie de saint Thomas d'Aquin. Paris, Vrin, 19656.
NASCIMENTO, C. A. R., De Tomás de Aquino a Galileu. Campinas, IFCH, 1996.
STORCK, A. C., Ser e unidade segundo Santo Tomás de Aquino. Mestrado, UFRGS, 1997.
2. GUILHERME DE OCKHAM
GUILHERME DE OCKHAM, Summa Logicæ. Ed. P. Boehner, G. Gál et S. Brown. Opera Philosophica et Theologica I. Universitatis S. Bonaventurae, St. Bonaventure, N.Y., 1974.
Traduções:
- Logica dei Termini. Trad. P. Müller. Milano, Rusconi, 1992.
- Ockham's Theory of the Terms. Part I of the "Summa Logicæ". Transl. M. J. Loux. Notre Dame, University of Notre Dame Press, 1974.
- Somme de Logique. Première partie. Ed. bil., trad. J. Biard. Mauvezin, T.E.R., 1988.
- Suma de Lógica. Trad. A. F. Flórez. Bogotá, Norma, 1994.
Introdutórios:
BIARD, J., Guillaume d'Ockham. Logique et philosophie. Paris, PUF, 1997.
GHISALBERTI, A., Guilherme de Ockham. Trad. L. A. Boni. Porto Alegre, Edipucrs, 1997.
Comentários:
ADAMS, M. Mc., William Ockham. Notre Dame, University of Notre Dame Press, 1987.
ALFERI, P., Guillaume d'Ockham le singulier. Paris, de Minuit, 1989.
ANDRÉS, T., El Nominalismo de Guillermo de Ockham como Filosofía del Lenguaje. Madrid, 1969.
BIARD, J., Logique et théorie du signe au XIVe siècle. Paris, Vrin, 1989.
MICHON, C., Nominalisme. La théorie de la signification d'Occam. Paris, Vrin, 1994.
MOTA-SANTOS, E. P. , A linguagem mental e a duplicidade da semântica na Primeira Parte da Summa Logicæ de Guilherme de Ockham. Mestrado, UFMG, 1994.
3. SOBRE ARISTÓTELES
BERTI, E., As Razões de Aristóteles. Trad. D. D. Machado. São Paulo, Loyola, 1998.
ROSS, W. D., Aristóteles. Trad. L. F. Teixeira. Lisboa, Dom Quixote, 1987.
4. SOBRE AGOSTINHO
NOVAES, M., "Nota sobre o problema da universalidade em Agostinho, do ponto de vista da relação entre fé e razão", Cadernos de História da Filosofia e da Ciência, Campinas, s. 3, jul-dez 1997, 7(2), pp. 29-52.
5. SOBRE ABELARDO
PEDRO ABELARDO, Logica Ingredientibus; ed. Geyer, Beiträge zur Geschichte der Philosophie des Mittelalters, Münster i. W., 1919/21/27, XII (1-3).
- Lógica para Principiantes. Trad. C. A. R. Nascimento. São Paulo, Vozes, 19972.
BERTELLONI, C. F., "Pars Destruens. Las críticas de Abelardo al realismo en la 1ª parte de la Logica 'Ingredientibus'", Patristica et Mediaevalia, Buenos Aires, 1986, VII, pp. 49-64.
- "Pars Construens. La solución de Abelardo al problema del universal en la 1ª parte de la Logica 'Ingredientibus'", Patristica et Mediaealia, Buenos Aires, 1987-8, VIII: 39-60; IX, pp. 3-25.
- "Status... quod non est res. Facticidad del status como fundamento de la universalización de lo real en Pedro Abelardo", Mediævalia, Porto, 1995, 7-8, pp. 153-175.
JOLIVET, J., Abélard ou la philosophie dans la langage. Paris, Seghers, 1969.
6. SOBRE OS AUTORES ÁRABES
LIBERA, A. DE, Filosofia Medieval. Trad. D. D. Machado e N. Campanário. São Paulo, Loyola, 1998.
7. GERAL
GILSON, É., A Filosofia na Idade Média. Trad. E. Brandão. São Paulo, Martins Fontes, 1995.
DE RIJK, L.-M., La philosophie au Moyen Age. Leiden, Brill, 1985.
 

Clique para consultar os requisitos para FLF0269

Clique para consultar o oferecimento para FLF0269

Créditos | Fale conosco
© 1999 - 2017 - Superintendência de Tecnologia da Informação/USP