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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
Filosofia
 
Disciplina: FLF0508 - História da Filosofia Moderna VI
History of Modern Philosophy VI

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 2
Carga Horária Total: 120 h
Tipo: Semestral
Ativação: 15/07/2016 Desativação:

Objetivos
Trata-se de examinar, em textos diversos de Kant, o progressivo deslocamento da noção de natureza orgânica dos domínios da história natural para os de uma reflexão que esboça o que se poderia chamar, provisoriamente, de “filosofia do organismo”. Nesse trajeto, torna-se cada vez mais claro o estatuto problemático da noção de organismo, pela acentuação do contraste entre a forma orgânica apreendida pela faculdade de julgar em seu exercício reflexionante e as leis de caráter mecanicista pelas quais o entendimento apreende a experiência em geral. Por boas razões, Kant afirma na Crítica do Juízo que “jamais haverá um Newton” dos seres vivos. Resta saber em que medida, para o filósofo, uma ciência que é privada do mesmo estatuto que a física poderia progredir na compreensão do organismo como objeto tomado em si mesmo e como parte de relações que constituem um meio. O problema não diz respeito apenas à filosofia transcendental, anuncia uma miríade de questões com que têm de se haver, em nossos dias, a filosofia da ciência, a biologia ou a antropologia.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
1356490 - Maurício Cardoso Keinert
1591051 - Pedro Paulo Garrido Pimenta
 
Programa Resumido
Trata-se de examinar, em textos diversos de Kant, o progressivo deslocamento da noção de natureza orgânica dos domínios da história natural para os de uma reflexão que esboça o que se poderia chamar, provisoriamente, de “filosofia do organismo”.
 
 
 
Programa
1) Raça, natureza e história. 2) Crítica da história natural como ciência da totalidade. 3) Um uso possível para princípios teleológicos. 4) Reflexão e finalidade. 5) Razão e teleologia. 6) A natureza como sistema.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Trabalho escrito e/ou seminário.
Critério
A nota final será aquela da atividade de avaliação proposta. Se houver mais de uma atividade, o peso de cada uma será indicado pelo professor responsável pela disciplina.
Norma de Recuperação
Trabalho escrito, versando sobre conteúdos do curso, cuja nota substituirá a da primeira avaliação.
 
Bibliografia
     
Kant Kritik der Urteilskraft. Frankfurt am Main: Suhrkamp: 1974. Critique de la faculté de juger. Tradução A. Philonenko. Paris: Vrin, 1992. Crítica da faculdade do juízo. Tradução Antonio Marques & Valério Rodehn. Lisboa: Casa da Moeda, 1992. “Das diferentes raças humanas”. In: Kant. Political writings. Ed. Reiss. Cambridge (EUA): Cambridge University Press, 1997; Opuscules sur l’histoire. Ed. Piobetta, Paris: Flammarion, 1990. “Resenha de Herder, Ideias sobre a filosofia da história da humanidade”. In: Kant. Political writings. Ed. Reiss. Cambridge (EUA): Cambridge University Press, 1997; Opuscules sur l’histoire. Ed. Piobetta, Paris: Flammarion, 1990. “Definição do conceito de raça humana”. In: Kant. Political writings. Ed. Reiss. Cambridge (EUA): Cambridge University Press, 1997; Opuscules sur l’histoire. Ed. Piobetta, Paris: Flammarion, 1990. “Do uso de princípios teleológicos em filosofia”. In: Kant. Political writings. Ed. Reiss. Cambridge (EUA): Cambridge University Press, 1997; Opuscules sur l’histoire. Ed. Piobetta, Paris: Flammarion, 1990. Geographie. Tradução coletiva. Paris: Aubier Montaigne, 1999. Opus postumum. Ed. F. Duque, Madri: Editora Nacional, 1983; ed. E. Förster, Cambridge (EUA): Cambridge University Press, 1999. Estudos ADICKES, E. Kant als Naturforscher. Berlim: Walter de Gruyter, 1924, 2 vol. AUXTER, T. Kant’s moral teleology. Macon (EUA): Mercer University Press, 1982. CANGUILHEM, G. La connaissance de la vie. Paris: Vrin, 1966. FOUCAULT, M. As palavras e as coisas. Tradução Salma T. Muchail. São Paulo: Martins Fontes, 1990. GOLDSTEIN, K. The organism. Nova York: Zone Books, 2000. HUNEMAN, P. Métaphysique et biologie. Kant et la constitution du concept d’organisme. Paris: Kimé, 2008. JACOB, F. A lógica da vida. Tradução Ângela Loureiro de Souza. Rio de Janeiro: Graal, 1983. LEBRUN, G. Kant e o fim da metafísica. Tradução Carlos Alberto de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1992. _____. Kant sans kantisme. Paris: Fayard, 2009. LEHMMAN, G. Beträge zur Geschichte und Interpretation Kants. Berlim: Walter de Gruyter, 1969. LÉVI-STRAUSS, C. “Raça e história”. In: Antropologia estrutural. Tradução Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: CosacNaify, 2008. _____. “Race et culture”. In: Le regard eloignée. Paris: Plon, 1983. MACFARLAND, J. D. Kant’s concept of teleology. Edimburgo: Edinburgh University Press, 1970. MARQUES, A. Organismo e sistema em Kant. Lisboa: Presença, 1987. MENSCH, J. Kant’s organicism, Chicago: Chicago University Press, 2013 PHILONENKO, A. Études kantiens. Paris: Vrin, 1982. PICHOT, A. Histoire de la notion de vie. Paris: Gallimard, 1993. ROGER, J. Les sciences de la vie dans la pensée fraçaise du XVIIIe siècle. Paris: Albin Michel, 1963. ROUSSET, B. La doctrine kantienne de l’objectivité. Paris: Vrin, 1967. TORRES FILHO, R. R. “O simbólico em Schelling”. In: Ensaios de filosofia ilustrada. São Paulo: Iluminuras, 2004. VAYSSE, J.-M. Kant et la finalité. Paris: Ellipses, 1999. Weil, E. Problèmes kantiens. Paris: Vrin, 1970. ZUCKERT, R. Kant on beauty and biology. Cambridge (EUA): Cambridge University Press, 2007. ZUMBACH, C. The transcendent science. Kant’s conception of methodological biology. Haia: Martinus Nijhoff, 1984.
 

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