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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
História
 
Disciplina: FLH0127 - História Indígena Colonial
Colonial Indigenous History

Créditos Aula: 5
Créditos Trabalho: 1
Carga Horária Total: 105 h ( Práticas como Componentes Curriculares = 20 h )
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2012

Objetivos
Analisar historiograficamente temas que, a julgar por sua forte presença em currículos escolares, manuais, obras de divulgação científica e livros didáticos, parecem conformar as partes fundamentais do entendimento geral que professores de História e alunos do ensino fundamental, médio e pré-vestibular possuem sobre a história dos povos ameríndios no período Colonial, especialmente daqueles que ocupavam a chamada América Espanhola. Esse será o ponto de partida para procurarmos entender quais seriam as premissas e fundamentos teóricos que embasaram a longeva presença desses “temas e abordagens clássicos” nesses meios de divulgação científica e no ensino de modo geral. Ao mesmo tempo, procuraremos entender também as premissas e fundamentos da ausência ou do esquecimento historiográfico e curricular de outros temas, como as atuações e motivações políticas das populações indígenas no mundo colonial.
Esses últimos temas vêm sendo estudados nas últimas duas ou três décadas por pesquisas que se situam na fronteira entre a Arqueologia, a Antropologia e a História. Essas pesquisas procuram mostrar que os processos históricos ocorridos em nosso continente na época colonial não significaram apenas constantes e crescentes “perdas culturais” para a população nativa e que, tampouco, foram dirigidos exclusivamente por agentes históricos ou processos de origem europeia, frente aos quais as populações nativas apenas sucumbiram, reagiram ou colaboraram incondicionalmente. Com uma abordagem diversa, tais pesquisas procuram mostrar que as populações nativas foram sujeitos históricos plenos nesse período, isto é, atuaram de maneira diversa e particular e foram movidas por “pautas”, projetos e modos de entendimento próprios – e, obviamente, distintos em relação aos da época pré-hispânica.
Em suma, procuraremos entender as razões historiográficas – relacionadas diretamente a razões acadêmica ou políticas – da ausência ou da “estereotipia” dos povos indígenas em grande parte dos meios de divulgação científica e de ensino de História. Diante desse quadro, procuraremos mostrar que os estudos de História Indígena podem ser importantes ferramentas para a construção de uma visão mais complexa e menos estereotipada dos eventos e processos históricos do período colonial.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
307878 - Eduardo Natalino dos Santos
 
Programa Resumido
Desde a instituição acadêmica das ciências sociais, no século XIX, os povos ameríndios têm sido objetos preferenciais de estudo da Arqueologia e da Antropologia, responsáveis por enormes realizações no conhecimento desses povos e, também, por grandes avanços nas ciências humanas em geral. No entanto, nas últimas quatro ou cinco décadas, surgiu e se consolidou um vigoroso debate acadêmico sobre as limitações dessas duas disciplinas ao abordarem os povos ameríndios, pois deixavam de privilegiar aspectos fundamentais ou grandes períodos de sua história e cultura. Algumas questões podem exemplificar os aspectos ou períodos sobre os quais recai essa relativa limitação das abordagens mencionadas. Como considerar a relevância da atuação individual ou coorporativa na constituição das macroestruturas sociopolíticas que foram erigidas e tiveram vigência durante o período pré-hispânico? Quais foram as transformações e as continuidades mais significativas entre os povos ameríndios, desde o início do período colonial até os séculos XIX e XX? Qual a importância das diversas formas de atuação histórica dos povos e sujeitos ameríndios para a construção do regime colonial? Quais as diferentes formas de relação entre os povos ameríndios e os Estados-Nações do continente americano? Quais as relações entre o conhecimento acadêmico produzido sobre os povos indígenas e a memória social mais ampla, vinculada às outras populações que compõem os atuais Estados-Nações do continente americano? Como esse conhecimento e memória social incidiram sobre as políticas públicas dos Estados-Nações para os povos ameríndios? Quais as relações entre esse conhecimento acadêmico, essa memória social e os projetos educacionais de ensino de História desenvolvidos no ensino médio e fundamental?
A relevância da atuação individual ou corporativa na construção de acontecimentos, conjunturas, processos e estruturas; a incessante transformação de qualquer sociedade humana e suas longas continuidades; e a relação entre conhecimento acadêmico, memória social, políticas públicas e ensino de História. De modo geral, tais questões têm sido bastante familiares aos historiadores e, desse modo, nessas últimas quatro ou cinco décadas, ao voltar sua atenção para o estudo dos povos ameríndios, eles têm contribuído com abordagens complementares às realizadas pela Arqueologia e Antropologia, seja no estudo dos povos pré-hispânicos (por exemplo, debatendo sobre a atuação do indivíduo ou de corporações sociais específicas na construção das macroestruturas sociopolíticas) ou no estudo de povos dos séculos XIX e XX (por exemplo, contribuindo para o entendimento das transformações socioculturais e econômicas que moldaram as sociedades ameríndias estudadas pelos antropólogos em trabalhos de campo).
Não obstante essas importantes contribuições para o estudo dos povos ameríndios do período pré-hispânico e dos séculos XIX e XX, a atuação dos historiadores têm sido ainda mais relevante nos estudos direcionados aos povos do período colonial. Isso porque, de modo geral, tal período havia sido relegado, desde o século XIX, a uma espécie de “limbo científico”, não abrangido pelos estudos arqueológicos – preferencialmente voltados ao período pré-hispânico – nem pelos estudos antropológicos – majoritariamente focados sobre os povos ameríndios contemporâneos. Atualmente, é mais ou menos consensual que os povos ameríndios do período colonial precisam ser objetos de pesquisas próprias e específicas, seja por suas características e atuações históricas irredutíveis às de seus antepassados pré-hispânicos ou às de seus descendentes dos séculos XIX e XX, seja por sua participação fundamental na construção do regime colonial, com o qual entabularam uma enorme e variada gama de tipos de relação, que vão desde a colaboração até a mais ferrenha resistência, passando por rebeliões pontuais, pelo isolamento voluntário e por outras posturas e atitudes. Além disso, os estudos históricos sobre os povos ameríndios do período colonial também têm contribuído decisivamente para as pesquisas sobre os povos ameríndios do período pré-hispânico e dos séculos XIX e XX, seja elucidando o contexto de produção e uso de fontes coloniais centrais para o entendimento e interpretação de vestígios materiais, figurativos e escritos do período pré-hispânico, seja por explicar e apontar transformações decisivas na conformação das sociedades indígenas dos séculos XIX e XX, entendidas, cada vez mais, como resultados de suas condições históricas durante o período colonial.
Às contribuições que o historiador tem levado às pesquisas antropológicas, arqueológicas ou multidisciplinares, somam-se as não menos relevantes contribuições que o historiador voltado aos povos indígenas tem trazido para a sua própria disciplina, seja no âmbito da investigação acadêmica ou no âmbito da formação dos professores de História – os quais caminham de modo bastante interligado em nosso curso de graduação. No primeiro caso, tais vantagens residiriam, centralmente, em propiciar um contato amplo e contínuo entre a sua disciplina e os estudos da Arqueologia e da Antropologia, cujos marcos teóricos e debates conceituais, especialmente no caso dessa última disciplina, têm sido fundamentais para grandes e importantes mudanças na ciência histórica ao longo do século XX. Ainda com relação ao primeiro caso, as pesquisas históricas sobre as populações indígenas coloniais têm sido fundamentais para suprir lacunas e rever modelos explicativos da história do continente americano bastante difundidos (por exemplo, questionando a difundida visão dicotômica da conquista e colonização europeia do continente, que supostamente oporia, desde o início do século XVI até o início do século XIX, europeus e nativos). No segundo caso, tais vantagens residiriam em propiciar aos futuros pesquisadores e professores de história o contato com uma vasta e especializada bibliografia de estudos ameríndios, composta por obras redigidas nessas últimas quatro ou cinco décadas, tanto por arqueólogos e antropólogos quanto por historiadores, as quais têm sido praticamente ignoradas em nossa grade curricular, fato que, inevitavelmente, compromete a competência dos egressos de nosso curso de história para lidar com o ensino da história indígena nos níveis fundamental e médio.
Por todas essas razões, é fundamental colocar o aluno do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, futuro historiador e professor de História, em contato com um objeto historiográfico já cinquentenário – os povos ameríndios –, assim como em contato com as outras disciplinas que a ele têm se dedicado de modo ainda mais longevo – a Arqueologia e a Antropologia –, preparando-o tanto para realizar pesquisas históricas sobre tal objeto como para lidar com as leis, manuais de história, livros didáticos e paradidáticos que tratam da história dos povos ameríndios em sua atividade professoral. Acreditamos que esse objetivo geral e amplo possa ser atingido por meio de uma disciplina optativa que realize objetivos mais específicos, descritos abaixo.
 
 
 
Programa
Conteúdo

Módulo I – A América Pré-colombiana: cenário para a atuação do homem europeu?
1. A Mesoamérica: muito além dos maias e astecas
2. Os Andes centrais: muito além dos incas
3. Amazônia e Circuncaribe: tribos e xamãs versus cacicados e sacerdotes?
Módulo II – A conquista da América: fim da história indígena?
4. A chegada dos europeus ao Circuncaribe e a sua conquista: epidemias, pactos e guerras entre europeus e nativos
5. A rápida queda da Tríplice Aliança e a longa resistência das confederações e senhorios maias
6. A conquista do Tahuantinsuyu: estavam os incas em guerra civil à chegada dos castelhanos?
Módulo III – A “conquista espiritual” da América: sucesso ou fracasso?
7. As distintas propostas e práticas missionárias: os vice-reinos da Nova Espanha e do Peru
8. A recepção da nova ordem política e do cristianismo pelas elites nativas e nativo-cristãs da Nova Espanha e do Peru
Módulo IV – As sociedades coloniais na Nova Espanha e Peru dos séculos XVII e XVIII: transformações e continuidades, choques e adaptações entre castelhanos e indígenas
9. A estrutura sociopolítica na América Espanhola: qual o status do indígena?
10. Privilégio, tributo e servidão indígenas nos vice-reinos da Nova Espanha e do Peru
11. As Reformas Borbônicas e as rebeliões indígenas do século XVIII: o que mudou para os indígenas?
Reflexões finais e encerramento
12. O historiador e a História Indígena: novas propostas e problemas políticos atuais
 
 
 
Avaliação
     
Método
1 – aulas expositivas; 2 – análises de textos historiográficos e de fontes escritas, iconográficas e pictoglíficas; 3 – seminários de participação geral (isto é, realizados em conjunto por toda a classe) sobre textos historiográficos, arqueológicos e antropológicos; 4 – reuniões de orientação sobre as obras historiográficas com as quais se realizarão os trabalhos finais.

Atividades discentes
1 – participação nas aulas expositivas; 2 – leitura prévia dos textos que serão empregados nas aulas expositivas e nos seminários gerais; 3 – participação nos seminários gerais; 4 – realização das provas e do trabalho final.
Critério
1 – duas provas escritas sobre as aulas expositivas, as leituras programadas e as discussões dos seminários gerais (juntas, essas duas provas resultarão em uma única nota, de zero a dez); 2 – um trabalho final, que consistirá em um exercício de análise de um texto historiográfico, arqueológico ou antropológico (cuja nota valerá de zero a dez); 3 – a nota final será a média simples entre a nota das provas (de zero a dez) e a nota do trabalho (de zero a dez).
Norma de Recuperação
Realização de nova prova escrita ou reelaboração do trabalho final, dependendo da atividade em que o aluno apresentou o desempenho menos satisfatório. Dessa maneira, será mantida a nota da avaliação regular (prova ou trabalho) em que o aluno obteve o desempenho mais satisfatório, a qual entrará em composição com a nota obtida na recuperação para a obtenção da nota final da recuperação, por média simples.
 
Bibliografia
     
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Abreviaturas

ADV – Akademische Druck-und Verlagsanstalt
CUP – Cambridge University Press
CIESAS – Centro de Investigaciones y Estudos Superiores en Antropología Social
CONACULTA – Consejo Nacional para la Cultura y las Artes
EDUSP – Editora da Universidade de São Paulo
FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
FCE – Fondo de Cultura Económica
FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
IIA – Instituto de Investigaciones Antropológicas
IIH – Instituto de Investigaciones Históricas
INAH – Instituto Nacional de Antropología e Historia
INCP – Instituto Nacional de Cultura del Perú
MAE – Museu de Arqueologia e Etnologia
UNAM – Universidad Nacional Autónoma de México
UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
USP – Universidade de São Paulo
UTP - University of Texas Press
sdp – sem data de publicação
scp – sem casa publicadora
slp – sem local da publicação
 

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