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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
História
 
Disciplina: FLH0424 - Cultura Visual e Ensino de História
Visual Culture and the Teaching of History

Créditos Aula: 5
Créditos Trabalho: 1
Carga Horária Total: 105 h ( Práticas como Componentes Curriculares = 20 h )
Tipo: Semestral
Ativação: 15/07/2016

Objetivos
Programa A Contribuir para a formação do profissional de História no trabalho com diferentes fontes visuais em Ensino e Pesquisa. Realizar exercícios de análise de algumas dessas fontes e da bibliografia pertinente (História e áreas afins). Contatar instituições de preservação e pesquisa desses materiais. Articular o Ensino de História à Pesquisa histórica sobre Cultura visual. Programa B (Docente responsável: Marina de Mello e Souza)– Cultura Visual e Ensino de História: Imagens da África e do Brasil afrodescendente Tendo como público alvo alunos interessados no estudo de sociedades africanas, culturas afro-brasileiras e possibilidades didáticas de lidar com temas pertinentes a essa área, o curso visa oferecer formas de abordar questões históricas e culturais a partir de documentos visuais de diversas naturezas, como gravuras, pinturas, mapas, objetos, fotografias, charges, histórias em quadrinhos, filmes de ficção e documentários. As aulas serão centradas na análise das imagens, iluminadas pelos textos indicados. Essa análise considerará os contextos históricos das situações retratadas e nos quais as imagens foram produzidas, aspectos da autoria e da forma como as imagens foram recebidas e circularam, as apropriações que delas foram feitas. Quando pertinente serão usados documentos escritos relacionados às imagens, sejam eles fonte para sua construção, seja quando tenham sido utilizados como delas complementares. A primeira parte da aula terá um teor predominantemente expositivo e na segunda parte será estimulada a discussão entre os alunos.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
81360 - Marcos Antonio da Silva
1326930 - Marina de Mello e Souza
 
Programa Resumido
Programa A Esta disciplina desenvolverá pelo menos uma das seguintes atividades ao longo do semestre: a) planejamento, execução e avaliação de pesquisa b) trabalho de campo, estágio supervisionado ou equivalente c) leituras programadas d) trabalhos especiais e) excursão programada pelo Departamento Programa B O curso se deterá sobre questões relativas às representações visuais da África e de povos africanos, e dos africanos e seus descendentes no Brasil, em diferentes momentos e registros. Inserido no campo da cultura visual, o centro dos interesses será a exploração de gravuras, quadros, objetos, mapas, filmes, como meios para a abordagem de problemas históricos, tendo como pano de fundo o debate teórico e conceitual sobre o tema. Os elementos visuais explorados no curso serão abordados de uma perspectiva multidisciplinar, sendo considerados a partir de suas potencialidades como veículos para a transmissão de conhecimentos relativos a acontecimentos e processos históricos, como formas de expressão de determinadas culturas (tanto das retratadas quanto as dos que elaboraram as imagens), como portadores de determinadas estéticas e características técnicas.
 
 
 
Programa
Programa A 1) Cultura visual como problema de conhecimento histórico. Leituras analíticas: MENESES, Ulpiano Bezerra de. “Fontes visuais, cultura visual, história visual. Balanço provisório”. Revista Brasileira de História. São Paulo: ANPUH, 23 (45): 11/36, 2003. SILVA, Marcos. “A construção do saber histórico – Historiadores e imagens”. Revista de História. São Paulo: USP, 125/126: 117/134, jul 1992. 2) Ensino de História como problema de conhecimento histórico. Leituras analíticas: FENELON, Déa Ribeiro. “A formação do profissional de História e a realidade do Ensino”. Projeto/História. São Paulo: PUC/SP, 2: 7/19, ago 1982. SILVA, Marcos. “Contra o horror pedagógico”. História & Perspectivas. Uberlândia: EDUFU, 23: 85/98, jul/dez 2000. 3) Pintura. A - Visita ao MASP. B - Leituras analíticas: PANOFSKY, Erwin – “Iconografia e Iconologia: Uma introdução ao estudo da Arte da Renascença”, in: Significado nas Artes Visuais. Tradução de Maria Clara F. Kneese e J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1976, pp 45/88 (Debates - 99). FRANCASTEL, Pierre – “A festa mitológica no Quatrocentos. Expressão literária e visualização plástica”, in: A realidade figurativa. Tradução de Mary Amazonas de Barros. São Paulo: Perspectiva, 1973, pp 255/284 (Estudos – 21). 4) Charge. Leituras analíticas: GOMBRICH, E. H. – “O arsenal do cartunista”, in: Meditações sobre um cavalinho de pau. Tradução de Geraldo Gerson de Souza. São Paulo: EDUSP, 1999, pp 127/143. SILVA, Marcos. “Ser homem” e “Ser mulher”, in: Prazer o poder do Amigo da Onça. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989, pp 91/104 e 105/119. 5) Cartografia. Leitura analítica: CAVENAGHI, A. J. “Uma leitura cartográfica da História: a formação territorial da Província de São Paulo durante o século XIX”. Projeto História (Interpretando práticas de leitura). São Paulo: PUC, 26, 285/303, jan./jun 2003. 6) Fotografia. Leituras analíticas: BARTHES, Roland – “A mensagem fotográfica”, in: O óbvio e o obtuso. Tradução de Isabel Pascoal. Lisboa: Edições 70, 1984, pp 13/26 (Signos – 42). MACHADO, Arlindo – A ilusão especular. São Paulo: Brasiliense, 1984 (Primeiros vôos). 7) Quadrinhos. Leitura documental: HENFIL – “O crepúsculo do mixo”, in: Fradim. Rio de Janeiro: Codecri, 29, set 1980. CIRNE, Moacy – História e crítica dos quadrinhos brasileiros. Rio de Janeiro: Europa / FUNARTE, 1990. SILVA, Marcos. “Machos & Mixos. Henfil e o fim da ditadura militar (Brasil, anos 80)”. Revista de História. São Paulo, USP, 39: 75/93, 2º semestre de 1998. 8) Cinema. Assistir a: ANTONIONI, Michelangelo – Blow-Up. Leituras analíticas: FERRO, Marc – “O filme: uma contra-análise da sociedade?”, in: LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre (Dir.) – História – Novos objetos. Tradução de Terezinha Marinho. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1976, pp 199/215. ROSENSTONE, Robert – “História em imagens, História em palavras: reflexões sobre as possibilidades de plasmar a História em imagens”. O Olho da História – Revista de História Contemporânea. Salvador, 1 (5): 105/116, set 1998. 9) Arquitetura e urbanismo. Passeio pelo Edifício Eurípedes Simões de Paula (Cidade Universitária/USP). Leitura analítica: PEDROSA, Mário – “Reflexão em torno da nova capital”, in: Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília. São Paulo: Perspectiva, 1981, pp 303/316 (Debates - 170). 10). Paisagem natural e paisagem produzida. Leitura analítica: DEAN, Warren – A ferro e fogo. Tradução de Cid Knipel Moreira. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. 11) Publicidade. Leituras analíticas: BARTHES, Roland. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino e Pedro de Souza. São Paulo/Rio de Janeiro: Difel, 1978. GARCIA, Nelson Jahr. – O Estado Novo, Ideologia e Propaganda Política. São Paulo: Loyola, 1982. 12) Algumas conclusões preliminares. Programa B - Questões teóricas e metodológicas. - Contatos dos europeus com sociedades até então desconhecidas; ideias de África; organizações sociais e políticas; recursos naturais: flora e fauna; religiões. - Cartografia. - Cultura material, sistemas de pensamento e organização social. Arte africana. - Discursos coloniais. Representações da África e dos africanos. Ideia de sociedades primitivas. África exótica, selvagem e romântica. - Cinema etnográfico e docudrama. Filmes de Jean Rouch. - Diáspora e negritude. Multiculturalismo e respeito às alteridades. Arte africana contemporânea. - Comércio de escravos e travessia atlântica. Sociedade escravista no Brasil. - Negros escravos e livres. Identidades e alteridades. - Religiosidade afro-brasileira. - Cinema: história e ficção. - Denúncia da segregação racial e afirmação da negritude.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Programa A Métodos utilizados: Aulas expositivas, seminários, visitas a museus e a outras instituições congêneres. Atividades discentes: Leitura e discussão de textos, participação em seminários e noutras atividades (visitas a museus, assistir a filmes, etc.). Programa B Deverá ser feito um relatório sobre textos discutidos e um trabalho final, ambos individuais mas que incorporem as discussões gerais. No cálculo da média final a nota obtida com o trabalho terá peso 2 e a nota obtida com o relatório terá peso 1.
Critério
Programa A Leitura e discussão de textos, participação em seminários e noutras atividades (visitas a museus, assistir a filmes, etc.). Capacidade de expressão escrita e oral, apreensão e transmissão de conteúdos, participação nas atividades. Cada aluno deverá participar de seminário em grupo e realizar a prova individual. Programa B Será avaliado o domínio sobre os conteúdos apresentados e a participação nas aulas e discussões.
Norma de Recuperação
Programa A Domínio do conteúdo trabalhado ao longo do semestre. Programa B Terá direito a fazer recuperação o aluno que obtiver nota final superior a 3.0 e inferior a 5.0. A nota de recuperação será a média simples entre a média final e a nota obtida na prova de recuperação.
 
Bibliografia
     
Programa A Bibliografia básica: BENJAMIN, Walter – Magia e Técnica, Arte e Política. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985. Communications (L abande dessinée et son discours). Paris: EHESS/Seuil, 24, 1976. FONSECA, Selva Guimarães – Didática e Prática de Ensino de História. Campinas: Papirus, 2003. FOUCAULT, Michel – Isso não é um cachimbo. Tradução de Jorge Coli. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre (Dir.). História – Novos Problemas, Novos Objetos, Novas Abordagens. Tradução de Theo Santiago et al. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976. GUBERN, Román. Literatura da imagem. Tradução de Maria Ester da Silva e Irineu Garcia. Lisboa: Salvat, 1980 (Biblioteca Salvat de Grandes Temas – 57). JENKS, Chris (Ed.) – Visual Culture. Londres e Nova Iorque: Routledge, 1995. LIMA, Hermann. História da caricatura no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1963. METZ, Christian, et al. A análise das imagens. Tradução de Luiz Costa Lima e Priscila Vianna de Siqueira. Petrópolis: Vozes, 1973. Projeto/História (Comemorações). São Paulo, PUC/SP, 20, 2000. IDEM (Artes da História). São Paulo, PUC, 24, junho 2002. Revista Brasileira de História (História em Quadro-Negro). São Paulo: ANPUH/CNPq/Marco Zero, 19, set 1989/fev 1990. RICCI, Claudia. Da intenção ao gesto. São Paulo: Annablume, 2003. Programa B Bibliografia geral: BANDEIRA e LAGO, Julio e Pedro Corrêa do – Debret e o Brasil. Obra completa. São Paulo: Capivara, 2007. BELTRAMIM, Fabiana – Sujeitos iluminados. A reconstituição das experiências vividas no estúdio de Christiano Jr. São Paulo: Alameda / FAPESP, 2013. BLIER, Suzanne Preston Blier – Royal Arts of Africa. London: Laurence King Publishing, 1998. BORGES, Maria Eliza Linhares - História & Fotografia,. Belo Horizonte: Autêntica, 3a edição, 2003. ______________________ - A escravidão em imagens no Brasil oitocentista, em Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica: Europa, Américas e África. Júnia Ferreira Furtado (org.), São Paulo: Annablume, 2008. FURTADO, Junia Ferreira - Entre Angola e Moçambique: um projeto português de ligação terrestre entre as duas costas da África e suas fontes europeias e africanas, em PAIVA, Eduardo França e SANTOS, Vanicléia Silva. (orgs.) África e Brasil no Mundo Moderno. São Paulo: Annablume, Belo Horizonte: PPGH-UFMG, 2012. HENRIQUE, Sónia Isabel Duarte Pereira – O lugar da fotografia nos arquivos: uma proposta de reavaliação. Dissertação de mestrado em Ciências da Informação e da Documentação. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Universidade Nova de Lisboa, 2010. HERREMAN, Frank (org.) – Na presença dos espíritos. Arte africana do Museu Nacional de Etnologia, Lisboa. 2000. JESUS, Naine Terena de – Video nas (das) aldeias: o áudio visual e o ensino de história. Ensino de história, trajetórias em movimento. Org. Nauk Maria de Jesus et alii. Cáceres: Ed. UNEMAT, 2007. JUNGE, Peter (org.) – Arte da África. Obras primas do Museu Etnológico de Berlim. Centro Cultural Banco do Brasil, 2004. KOUTSOUKOS, Sandra Sofia Machado – Negros no estúdio do fotógrafo. Campinas: Editora Unicamp, 2010. LIMA, Heloisa Pires – Negros debretianos: representações culturais presentes na obra Voyage pittoresque et historique ai Brésil (1816-1839). Tese de doutorado, Antropologia Social / FFLCH, 2005. LIMA, Valéria – J.B. Debret historiador e pintor. Campinas: Editora da UNICAMP, 2007. LOIS e GARCIA, Carla e João Carlos – Do oceano dos clássicos aos mares dos impérios: transformações cartográficas do Atlântico sul. Anais do Museu Paulista. São Paulo. N. Sér. v.17. n.2. p. 15-37. jul.- dez. 2009. MBEMBE, Achille, Existe um único mundo apenas. In Geografias em movimento, Caderno SESC – VideoBrasil 09, Edição Marie Ange Bordas. São Paulo, Edições SESC, Associação Cultural VideoBrasil, 2013, pp. 45-63. MEDEIROS, José – Candomblé. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2009. MENESES, Ulpiano T. Bezerra de - Fontes visuais, cultura visual, história visual. Balanço provisório, propostas cautelares. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 23, n. 45, pp. 11-36, 2003. MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de – A travessia da Calunga Grande. Três séculos de imagens sobre o negro no Brasil (1637-1899). São Paulo: EDUSP, 2000. PAIVA, Eduardo França – História & Imagens. São Paulo: Autêntica, 2006. PORTO ALEGRE, Sylvia - Reflexões sobre iconografia etnográfica: por uma hermenêutica visual, em Desafios da imagem. Fotografia, iconografia e vídeo nas ciências sociais, orgs. Bela Feldman-Bianco e Miriam L. Moreira Leite. Campinas: Papirus, 5a edição, 2006 (1998). SHOAT e STAM, Ella e Robert - Crítica da imagem eurocêntrica. Multiculturalismo e representação. Tradução Marcos Soares. São Paulo: Cosac Nayf, 2006. SLENES, Robert W. – Na senzala, uma flor. Esperanças e recordações da família escrava – Brasil, sudeste, século XIX. (1a edição 1999) Campinas: Editora UNICAMP, 2011. ______________ - As provações de um Abraão africano: a nascente nação brasileira na Viagem Alegórica de Johann Moritz Rugendas”. Revista de Historia da Arte e Arqueologia (Campinas, IFCH-Unicamp), no. 2 (1995/1996), 271-294. STOLS, Eddy - Aparências, imagens e metamorfoses dos africanos na pintura e na escultura flamenga e holandesa (sécs. XV- XVII), em Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica: Europa, Américas e África. Júnia Ferreira Furtado (org.), São Paulo: Annablume, 2008. TACCA, Fernando de – Imagens do sagrado. Campinas: Editora UNICAMP / Imprensa Oficial, 2009. VANSINA, Jan. Art History in Africa. Nova Iorque, Longman, 1984. Filmes: Pouco a Pouco. Jean Rouch, 1969, Níger/França. Os mestres loucos. Jean Rouch, 1957, Costa do Marfim. Memórias do cativeiro. Coordenação geral Hebe Mattos, 2005, Brasil. Jongos, Calangos e Folias. Coordenação geral Hebe Mattos e Martha Abreu, 2008, Brasil. Pierre Verger, mensageiro entre dois mundos. Direção Lula Buarque de Hollanda, 2000, Brasil. Chico rei. Direção Walter Lima Jr, 1985, Brasil. O fio da memória. Direção Eduardo Coutinho, 1991, Brasil. Ganga Zumba. Direção Carlos Diegues, 1964, Brasil. Quilombo. Direção Carlos Diegues, 1984, Brasil/França. Ilé Aiyé (The house of life). Direção David Byrne, 1989. Histórias em quadrinhos: CAMUS e TALLEC, Jean-Christophe e Olivier – Negrinha. Tradução Fernanda Abreu. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009. DINIZ, André – O quilombo Orum Aiê. Rio de Janeiro: Record, 2010. EISNER, Will – Sundiata, uma lenda Africana. Tradução Antonio de Macedo Soares. São Paulo: Cia das Letras, 2002. FREYRE, Gilbert – Casa Grande & Senzala em quadrinhos. Adaptação de Estêvão Pinto, ilustrações de Ivan Wasth Rodrigues, colorização de Noguchi. São Paulo: Global, 2005. VETILLO, Eduardo – Palmares, a luta pela liberdade. São Paulo: Cortez, 2009. Sites de imagens: http://hitchcock.itc.virginia.edu/Slavery/index.php http://rossarchive.library.yale.edu/web/site/index.php http://worldmap.harvard.edu/africamap/
 

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