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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
Ciência Política
 
Disciplina: FLP0416 - Teoria Política Clássica
Classical Political Theory

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2011 Desativação:

Objetivos
O curso se propõe analisar o vocabulário republicano presente em algumas teorias desenvolvidas entre os séculos XVI e XVIII, com ênfase no conceito de liberdade. A partir do debate em torno da diferença conceitual entre autonomia, não-interferência e não-dominação, serão investigados, primeiro, dois modelos teóricos antigos (aristotélico e romano) e, em segundo lugar, o modelo maquiaveliano de república. Com base nisso, serão discutidos os elos de continuidade e os traços de ruptura que esses três possíveis paradigmas tenham com as teorias em questão, e até que ponto estas podem ser corretamente descritas nos termos da discussão contemporânea.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
361574 - Eunice Ostrensky
 
Programa Resumido
O curso se propõe analisar o vocabulário republicano presente em algumas teorias desenvolvidas entre os séculos XVI e XVIII, com ênfase no conceito de liberdade. A partir do debate em torno da diferença conceitual entre autonomia, não-interferência e não-dominação, serão investigados, primeiro, dois modelos teóricos antigos (aristotélico e romano) e, em segundo lugar, o modelo maquiaveliano de república. Com base nisso, serão discutidos os elos de continuidade e os traços de ruptura que esses três possíveis paradigmas tenham com as teorias em questão, e até que ponto estas podem ser corretamente descritas nos termos da discussão contemporânea.
 
 
 
Programa
Parte I: Discussão preliminar:
1. Por que estudar o republicanismo?
2. Três conceitos de liberdade.
Parte II: Modelos de república:
3. Aristóteles e Cícero.
4. Maquiavel.
Parte III: Republicanismo inglês seiscentista:
5. Hobbes, o inimigo dos republicanos.
6. Harrington – entre Esparta, Roma e Veneza.
Parte IV: republicanismo no século XVIII:
7. Montesquieu: a Inglaterra como pátria da liberdade.
8. Rousseau: o moderno versus o antigo.
9. Riqueza e o declínio da virtude.

 
 
 
Avaliação
     
Método
O curso será desenvolvido na forma de aulas expositivas, análises e discussão dos textos obrigatórios.
Critério
O curso terá três formas complementares de avaliação:
1. Participação oral nos debates e na análise dos textos;
2. Trabalho escrito sobre temas a serem divulgados durante o curso;
3. Prova dissertativa final

Prova substitutiva (sem consulta e cobrindo todo o conteúdo do curso):
Só poderá fazer a prova substitutiva o aluno que tiver: 1) presença compatível com o número de aulas dadas; 2) apresentado os dois trabalhos escritos; 3) fornecido justificativa da ausência, por escrito ou pessoalmente, nas semanas anteriores à prova final.
Norma de Recuperação
Prova sem consulta sobre todo o conteúdo da disciplina em data a ser divulgada no final do semestre.
 
Bibliografia
     
Arendt, Hannah (2005), Entre o passado e o futuro, São Paulo: Perspectiva.
Berlin, Isaiah (2004), “Dois conceitos de liberdade”, IN: Estudos sobre a humanidade, São Paulo: Companhia das Letras.
Bignottto, Newton (2002), Pensar a república, Belo Horizonte: Ed. UFMG.
Bobbio, Norberto e Viroli, Maurizio (2007), Direitos e deveres na república, ed. Campus.
Cardoso, Sérgio (org.) (2004), Retorno ao republicanismo, Belo Horizonte: Ed. UFMG.
Hont, Istvan & Ignatieff, Michael (eds.) (1983), Wealth and Virtue, Cambridge: Cambridge University Press.
Pettit, Philip (1997), Republicanism, Oxford: Oxford University Press.
________________, A theory of freedom,
Pocock, John G. A. (1975), The Machiavellian Moment, Princeton University Press.
________________ (1985), Virtue, Commerce, and History: Cambridge University Press.
________________ (2003), Linguagens do ideário político, trad. Fábio Fernandez, São Paulo, Edusp.
Scott, Jonathan (2004), Commonwealth Principles: Cambridge University Press.
Skinner, Quentin (1993), “The idea of negative liberty”, IN: Machiavelli and Republicanism, Bock, Gisela & Skinner, Quentin (eds.), Cambridge: Cambridge University Press.
_____________ (1999), Liberdade antes do liberalismo, São Paulo, Unesp.
_____________ (2008), Hobbes and Republican Liberty, Cambridge, Cambridge University Press.
Shklar, Judith, Men and citizens (1969), Cambridge University Press.
__________________________ (1993), “Montesquieu and the new republicanism”, IN: Machiavelli and Republicanism, Bock, Gisela & Skinner, Quentin (eds.), Cambridge: Cambridge University Press.
Spitz, Jean-Fabien (1995), La Liberté Politique, Press Universitaires de France.
Van Gelderen, Martin & Skinner, Quentin (eds.) (2002), Republicanism, a Shared European Heritage: Cambridge University Press, 2 vols.
Viroli, Maurizio (1992), From Politics to Reason of State, Cambridge: Cambridge University Press.
______________(2002), Republicanism, Cambridge: Cambridge University Press.
______________(2003), Jean-Jacques Rousseau and the 'well-ordered society', Cambridge: Cambridge University Press.
Wootton, David (1994), Republicanism, Liberty, and Commercial Society, 1649, 1676: Stanford University Press.
 

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