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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
Ciência Política
 
Disciplina: FLP0454 - Revolução Russa, História e Pensamento Político
Russian Revolution, History and Political Thought

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2010 Desativação:

Objetivos
O tema da revolução russa de 1917 é muito propício para uma reflexão interdisciplinar como a que se pretende fazer neste curso. De certo modo, estudar a revolução russa faz do historiador algo de cientista social, quando procura, para além da reconstrução e narrativa dos fatos explicar as causas mais profundas daquele acontecimento.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
466233 - Cicero Romao Resende de Araujo
 
Programa Resumido
PROGRAMA RESUMIDO
1.A crise do czarismo e a revolução de fevereiro.
2.O governo provisório e a “dualidade de poderes”.
3.A revolução de outubro e seus desdobramentos imediatos.
4.A guerra civil e a consolidação do poder soviético.
 
PARTE II: PENSAMENTO POLÍTICO
Revolução russa, ditadura e democracia
O conceito de revolução.
Revolução, violência e o problema do totalitarismo.
Revolução russa: pensamento político e explicação sociológica.
 
 
 
Programa
O tema da revolução russa de 1917 é muito propício para uma reflexão interdisciplinar como a que se pretende fazer neste curso. De certo modo, estudar a revolução russa faz do historiador algo de cientista social, quando procura, para além da reconstrução e narrativa dos fatos – o que já seria uma tremenda empreitada –, explicar as causas mais profundas daquele acontecimento; e faz do cientista social algo de historiador, quando tenta narrar uma sucessão de fatos, por definição singulares, e, ao mesmo tempo, comprimi-la em esquemas conceituais/causais gerais e abstratos para lhe dar inteligibilidade ao modo de sua disciplina. Passados mais de noventa anos, morto o regime político que reivindicou sua herança, dissolvido o conflito político-militar-ideológico que dividiu o mundo em dois campos, nem por isso a revolução russa deixou de ser um acontecimento “ultrapassado”. E isso, não só porque sua interpretação continua a ser objeto de acesa disputa – o que já é um indício de sua atualidade política –, mas porque a própria historiografia, sendo afetada pela história (isto é, o presente histórico), é periodicamente obrigada a fazer um exercício de revisão. Assim, ao mesmo tempo que se vão o regime soviético, o comunismo, a guerra fria etc, o passado retorna como que “novo”, através, por exemplo, de arquivos nunca antes publicamente examinados, “novos” fatos passados, releituras, ressignificações e assim por diante.
O curso está organizado em duas partes: na primeira, com uma abordagem mais livre, se fará uma reconstrução dos fatos históricos centrada em três narrativas contrastantes. Na segunda parte, o curso passa à análise propriamente teórica – que necessariamente extrapola a singularidade da revolução russa, mas sem deixar de tê-la como referência –, abarcando principalmente o pensamento político, mas sem deixar de dar atenção à tradição da teoria social.
 
 
 
Avaliação
     
Método
O curso será baseado em seminários preparados pelos alunos matriculados e em comentários, feitos pelo professor, de textos, filmes e músicas selecionados no programa.
Critério
O aluno será avaliado conforme: 1) o desempenho nos seminários; 2) o trabalho final (de 10 a 12 páginas) desenvolvido a partir do seminário apresentado. Se o aluno fizer dois seminários ao longo do curso, estará dispensado do trabalho escrito final.
Norma de Recuperação
Prova ou trabalho sobre todo o programa da disciplina.
 
Bibliografia
     
PARTE I: HISTÓRIA (6 seções)

Textos-base:
a) Trotsky, L. (1967). A História da Revolução Russa. 3 vols. Rio de Janeiro: Guanabara.
b) Figes, O. (1999). A Tragédia de um Povo: a Revolução Russa (1891-1924). Rio de Janeiro: Record.
c) Deutscher, I. (1984). Vol.I: Trotsky: o Profeta Armado; Vol.II: Trotsky: o Profeta Desarmado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Filmes:
a) Outubro. S. Eisenstein, 1927, 74 min.
b) Reds. W. Beaty, 1981, 194 min.
c) Danton: o processo da revolução. A. Wadja, 1982, 131 min.

Músicas:
a) “A Internacional”. Pierre Degeyter/Eugene Pottier (1888).
b) “A Marselhesa”. Rouget de Lisle (1792).

Internet:
a) Revolução Russa: http://www.barnsdle.demon.co.uk/russ/rusrev.html#1917
b) História Soviética: www.soviethistory.org


1. A crise do czarismo e a revolução de fevereiro.
a) Trotsky, vol.I, cap.VI (“A agonia de morte da monarquia”), cap.VII (“Cinco dias”) e cap.VIII (“Quem dirigiu a insurreição de fevereiro?”) e cap.IX (“O paradoxo da revolução de fevereiro”), pp.84-163.
b) Figes, cap.VII (“Uma guerra em três frentes”) e cap.VIII (“Glorioso fevereiro”), pp.330-449.

2. O governo provisório e a “dualidade de poderes”.
a) Trotsky, vol.I, cap.X (“O novo poder”), cap.XI (“A dualidade de poderes”), cap.XII (“O comitê executivo”), cap.XIII (“O exército e a guerra”) e cap.XIV (“Os dirigentes e a guerra”), pp.164-246; vol.II, cap.I (“As jornadas de julho: preparativos e início”), cap.II (“As jornadas de julho: ponto culminante e esmagamento”) e cap.III (“Poderiam os bolcheviques tomar o poder em julho?”), pp.421-487.
b) Figes, cap.IX (“O país mais livre do mundo”) e cap.X (“A agonia do governo provisório”), pp.450-588.

3. A revolução de outubro e seus desdobramentos imediatos.
a) Trotsky, vol.III, cap.VI (“A arte da insurreição”), cap.VII (“A conquista da capital”), cap.VIII (“A tomada do Palácio de Inverno”), cap.IX (“A insurreição de outubro”) e cap.X (“O congresso da ditadura soviética”), pp.842-979.
b) Figes, cap.XI (“A revolução de Lenin”), pp.589-680.

4. A guerra civil e a consolidação do poder soviético.
a) Deutscher, vol.I, cap.12 (“Armando a República”) e cap.13 (“Revolução e Conquista”), pp.431-517.
b) Figes, cap.XIII (“A revolução vai à guerra) e cap.XIV.1 (“O novo regime triunfante”), pp.724-837.

5. Conclusão da Parte I.
a) Deutscher, vol.I, cap.14 (“Derrota na vitória”), pp.519-555; e vol.II, cap.1 (“O poder e o sonho”), pp.11-85.
b) Figes, cap.XV (“Derrota na vitória”) e cap.XVI (“Mortes e partidas”), pp.886-987.


PARTE II: PENSAMENTO POLÍTICO (8 seções)

1. Revolução russa, ditadura e democracia.
a) Lenin, V. I. (1978). O Estado e a Revolução. In: Obras Escolhidas, vol.II, pp.225-304. Lisboa: Edições “Avante!”.
b) Luxemburg, R. (1946). A revolução russa. Rio de Janeiro: Ed. Socialistas.
c) Kautsky, K. (1981). The dictatorship of the proletariat. Westport (Conn.): Greenwood Press.

2. O conceito de revolução.
a) Koselleck, R. (2006). “Critérios históricos do conceito moderno de revolução”. In Futuro passado, pp.61-94. Rio de Janeiro: Contraponto.
b) Bobbio, N. (2003). “Reforma e revolução”; “A revolução: entre o movimento e a mudança”; e “A utopia virada pela avesso”. In: O Filósofo e a Política, pp.391-435. Rio de Janeiro: Contraponto.

3. Revolução, violência e o problema do totalitarismo.
a) Arendt, H. (1990). Da revolução, caps. 1, 2 e 3 (pp.17-112). São Paulo: Ática.
b) Lefort, C. (1987). “A lógica totalitária” (cap.2), “Stalin e o stalinismo” (cap.3) e “A imagem do corpo e o totalitarismo” (cap.4), pp.70-121. In: A invenção democrática: os limites da dominação totalitária. São Paulo: Brasiliense.
c) Fausto, R. (2007). “Totalitarismo” (cap.1, pp.11-32) e “O comunismo difícil” (cap.6, pp.135-153). In: A esquerda difícil: em torno do paradigma e do destino das revoluções do século XX. São Paulo: Perspectiva.

4. Revolução russa: pensamento político e explicação sociológica.
a) Weber, M. (2005). “A transição da Rússia a um regime pseudoconstitucional (agosto de 1906)” e “A transição da Rússia à pseudodemocracia (abril de 1917)”. In: Estudos políticos: Rússia 1905 e 1917, pp.113-215. São Paulo: Azougue Editorial.
b) Skocpol, T. (1985). Estados e Revoluções Sociais. Parte II, cap.2: “A Rússia imperial: uma grande potência subdesenvolvida” (pp.93-122); e Parte III, cap.4: “O que mudou e como” (pp.175-187) e cap.6: “A emergência de um Estado-Partido ditatorial na Rússia” (pp.221-249). Lisboa: Ed. Presença.
 

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