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Júpiter - Sistema de Graduação

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
 
Sociologia
 
Disciplina: FSL0608 - Sociologia da Violência: Teoria e Pesquisa
Sociology of Violence: Theory and Research

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 15/07/2016 Desativação:

Objetivos
A disciplina tem por objetivo introduzir o aluno no estudo sociológico da violência, abordando seu conceito; imagens, representações e significados da violência; os fatos e acontecimentos contemporâneos; as correntes e hipóteses explicativas mais relevantes n domínio das ciências sociais. Com base em bibliografia especializada, a disciplina enfoca o modo sociológico de pensar a violência, enfatizando as relações entre saber e conhecimento, sociedade, Estado de Direito, democracia, direitos humanos, justiça e controle social, vivências e significações. A disciplina igualmente estará voltada para a discussão de casos e para tratamento de documentos de várias naturezas. Pretende-se, neste semestre, reavaliar a hipótese, formulada originalmente por Michel Wieviorka, para quem, no último quartel do século XX, surge um novo paradigma da violência associado a mudanças globais, em quatro níveis – sistema internacional, Estados nacionais, mutações societais, o individualismo contemporâneo – as quais alteram percepções e representações e inclusive as teorias explicativas no domínio das ciências sociais.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
88645 - Sergio França Adorno de Abreu
 
Programa Resumido
O conceito de violência e seus marcos históricos; cidadania, justiça social e direitos humanos. Perspectivas teórico-metodológicas: a vertente liberal, a vertente marxista, a vertente hermenêutica; por uma genealogia da violência na história. Perspectivas analíticas. A violência na pesquisa brasileira em ciências sociais
 
 
 
Programa
1. Fatos, acontecimentos e representações. 2. O conceito de violência: eixos teórico-metodológicos 3. O processo civilizatório moderno e o monopólio estatal da violência 4. Lei e ordem, controle social do crime e punição 5. Direitos Humanos, emancipação e liberdade 6. Guerra, revolução e desobediência civil 7. Terror, genocídio, tortura 8. Diferenças, desigualdades, hierarquias 9. Violência e linguagens contemporâneas
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas expositivas (inclusive com o apoio em recursos audiovisuais), seminários para discussão de textos previamente indicados e discussão de casos.
Critério
A média resultará de avaliações: a) prova para avaliação de conteúdo, com base na bibliografia básica recomendada para leitura e análise; b) preparo de textos para exposição e discussão; c) assiduidade.
Norma de Recuperação
Os alunos com média mínima de 3 (três) inteiros e freqüência superior a 70% das aulas ministradas deverão realizar prova escrita até data a ser oportunamente indicada pelo professor em observância ao calendário oficial das atividades docentes.
 
Bibliografia
     
Adorno, S. & Dias, C. (2014). “Monopólio estatal da violência”, in Lima, R.S.; Ratton, J. L.; Azevedo, R.G. (eds). Crime, polícia e justiça no Brasil. São Paulo: Contexto, pp. 187-197. Adorno, S. (2011; 2016). “Violência e crime. Sob o domínio do medo na sociedade brasileira” in Botelho, A. & Schwarcz. L.M. (2011; 2016). Agenda brasileira. Temas de uma sociedade em mudança. São Paulo: Companhia das Letras, pp. 554-565. Arendt, H. (1973). Crises da república. São Paulo: Perspectiva. ["Desobediência civil", pp. 51-90; "Da violência", pp. 93-156 e apêndices] Arendt, H. As origens do totalitarismo. Anti-semitismo, imperialismo e totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, Parte II ["Imperialismo"], capítulo 5 ["O declínio do Estado-nação e o fim dos direitos do homem", pp. 300-336}. Arendt, H. (1999). Eichmann em Jerusalém. Um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras [especialmente, capítulo VIII ("Deveres de um cidadão respeitador das leis", pp. 152-167]. Becker, H.S. (2008). Outsiders. Estudos de sociologia do desvio. Rio de Janeiro: Zahar. [Especialmente, capítulos 4, 7 e 8). Bobbio, N. (1992). A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus. [I parte, pp. 15-83.] Botelho, A. & Schwarcz. L.M. (2011; 2016). Agenda brasileira. Temas de uma sociedade em mudança. São Paulo: Companhia das Letras. Bourdieu, P. (2002). A dominação masculina. 2.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, capítulo 1 ["Uma imagem ampliada", pp. 13-67]. Caldeira, T.P. do R. (2000). Cidade de muros. Crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: EDUSP e Editora 34. Collins, R. (2008). Violence: a micro-sociological theory. Princepton University Press. Dahrendorf, R. (1987). A lei e a ordem. Brasília: Instituto Tancredo Neves. [capítulo 1] Dias, C. (2013). PCC. Hegemonia nas prisões e monopólio da violência. São Paulo: Saraiva. Dupuis-Déri, F. (2014). Black Blocs. São Paulo: Veneta. Elias, N (1997). Os alemães. A luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, capítulo III ["Civilização e violência", pp. 159-186]. Enzensberger, H.M. (1995). Guerra civil. São Paulo: Companhia das Letras, 138p. [Primeira Parte, “Visões da Guerra Civil”, pp. 7-67] Feltran, G. (2011). Fronteiras de tensão. Política e violência nas periferias de São Paulo. São Paulo: Editora UNESP. Foucault, M. (1975). Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, I parte, capítulo II ["A ostentação dos suplícios", pp. 33-65]. Frappat, H. (2000). La violence. Textes choisis & présentés. Paris: Flammarion, col. Corpus. Gay, P. (1995). O cultivo do ódio. A experiência burguesa da Rainha Vitória a Freud, v. 3. São Paulo: Companhia das Letras, capítulo 1 ["'Alibis", pp. 43-134]. Girard, R. (1990). A violência e o sagrado. São Paulo: Editora da UNESP; Rio de Janeiro: Paz e Terra, capítulo 1 ["O sacrifício", pp. 13-55]. Glucksmann, A. (2007). O discurso do ódio. Rio de Janeiro: Difel. Goffman, E. (1974). Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Perspectiva, ["As características das instituições totais", pp. 13-108]. Hobsbawn, E. (1995). A era dos extremos. O breve século XX, 1914-1991, parte I [“A era das catástrofes”), capítulo 1 [“A era da guerra total”, pp. 29-60]; capítulo 4 (“A queda do liberalismo”, pp. 113-143]; parte III [“O desmoronamento”], capítulo 15 (“O terceiro mundo e a revolução”, pp. 421-446; capítulo 16 [“O fim do socialismo”, pp. 447-482]. Hobsbawn, E. (2007). Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras. Martins, J. de S. (2015). Linchamentos. A justiça popular no Brasil. São Paulo: Contexto. Misse, M. (2006). Crime e violência no Brasil contemporâneo: estudos de sociologia do crime e da violência urbana. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Nogueira, M. A. (2013). As ruas e a democracia. Ensaios sobre o Brasil contemporâneo. Brasília: Fundação Astrojildo Pereira; Rio de Janeiro: Contraponto. Sinhoretto, J. (2011). A justiça perto do povo. Reforma e gestão de conflitos. São Paulo: Alameda. Taussig, M. (1993). Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem. Um estudo sobre terror e cura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, [I Parte, capítulos 1-3, pp. 25-85]. Tilly, C. (1996). Coerção, capital e estados europeus. São Paulo: Edusp, capítulo 7, ["Os soldados e os estados em 1992", pp. 273-315]. Todorov, T. (1999). A conquista da América. A questão do outro. São Paulo, Martins Fontes, capítulo 2, "Conquistar", pp. 63-148. Weber, M. (1970). A política como vocação. Ciência e política, duas vocações. São Paulo: Cultrix, pp. 55-64; 109-124. (Idem in: Max Weber, Ensaios de sociologia. 2.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1971, pp. 97-153). Whyte, W.F. (2005). Sociedade de esquina. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Wieviorka, M. (1997). O novo paradigma da violência. Tempo Social. Revista de Sociologia da USP, 9(1): 5-41, maio. Wieviorka, M. (org) (2009). Outro mundo... Discrepancias, sorpresas y derivas en la antimundialización. Mexico: Fondo de Cultura Económica. Zaluar, A. (2004). Integração perversa e tráfico de drogas. Rio de Janeiro: Editora FGV.
 

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