Informa??es da Disciplina

 Preparar para impressão 
Júpiter - Sistema de Graduação

Instituto de Geociências
 
Geologia Sedimentar e Ambiental
 
Disciplina: GSA0494 - Intemperismo em Regiões Tropicais: implicações ambientais e de relevo
Weathering in Tropical Regions:Environmental and relief implications

Créditos Aula: 5
Créditos Trabalho: 1
Carga Horária Total: 105 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2016 Desativação:

Objetivos
Estabelecer a conceituação dos processos exógenos e de suas principais feições. Fundamentar as relações entre os diferentes sistemas geológicos supérgenos e suas ações sobre a organização do relevo. Permitir a formação de consciência crítica sobre os processos supérgenos bem como as interelações existentes entre os diferentes sistemas. Relacionar a importância da degradação de rochas na dinâmica supérgena e da influência dos agentes na organização dos produtos da alteração.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2088513 - Joel Barbujiani Sigolo
 
Programa Resumido
 
 
 
Programa
TEÓRICO: 1. Os mecanismos de instalação do intemperismo. Seus principais agentes. Os produtos gerados e as alteritas. 2. Organização textural do material rochso intemperizado. Organização estrutural e mineralógica dos perfis de alteração. 3. O mecanismo de alteração dos principais minerais formadores de rocha. A formação e evolução dos perfis formados e o uso da micromorfologia em seu estudo. 4. Processos de alteração e sua implicação com o relevo. 5. Mecanismos de alteração em diferentes tipos de rochas. 6. Análise de mecanismos de contaminação em solos. 7. Métodos de monitoramento e investigação de processos contaminantes no meio sólido e líquido. 8. Processos de alteração, o relevo e a atividade humana. Exemplos no NE de São Paulo. 9. Amostragens em perfis de alteração e técnicas de coleta de amostras alteradas. 10. Técnicas de preparação e estudo de amostras inconsolidadas. Impregnação. 11. Os processos de alteração e suas relações com a evolução do relevo. 12. A degradação das rochas e suas relações com o meio ambiente.
PRÁTICO: 1. Estruturas e texturas geradas em rochas em função dos mecanismos de alteração. 2. Estruturas e texturas primárias pseudomorfisadas. 3. Instrumentação empregada na coleta e preparação de amostras alteradas. 4. Impregnação de amostras coletadas em campo e preparo de seções delgadas de produtos intemperizados. 5. Sistemática de descrição e observação macroscópica e em lupa de fragmentos parcial e integralmente intemperizados. 6. Exemplos da aplicação na análise do ambiente. 7. Aplicação dos conhecimentos da alteração mineral na geotecnia, no monitoramento de processos de contaminhação e na análise de resíduos dispostos no solo.
AULAS E TRABALHOS DE CAMPO: 1. Dobramentos atectônicos gerados por processos intempéricos e estruturais. 2. Sedimentos desagregados e horizontes ferruginosos endurecidos. Implicação com a construção civil na cidade de São Paulo. 3. Inversão pedológica por variação climática ou lixiviação diferencial nos processos de alteração de alfibolitos do Grupo São Roque associado a loteamento. CARGA HORÁRIA TOTAL DAS AULAS DE CAMPO: 15 HORAS.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas teóricas expositivas com aplicação de método indutivo e construtivista de conhecimentos. Aulas práticas incluindo excursões com problemática associada e propostas de solução e compreensão de efeitos do siste ma exógeno sobre a superfície e sobre o relevo. Aulas práticas de laboratório envolvendo metodologias de manuseio com materiais inconsolidados. Palestras específicas dentro da temática abordada. Exemplos práticos da atuação de diferentes processos associados a diferentes sistemas geológicos.
Critério
Avaliação através de provas, atividades de campo e de laboratório.
MF = (AB+ACP)/2, onde: AB = avaliação básica no final do semestre, ACP = avaliação das aulas de campo e das práticas, MF = média final.
Norma de Recuperação
Conforme a Resolução 3583, de 29.09.89.
A Nota final será calculada conforme a seguinte fórmula: Nf = (Ma + Nr)/2;
Ma = média final da disciplina; Nr = nota da prova de recuperação.
 
Bibliografia
     
ASSUNÇÃO, J.C.B. e SÍGOLO, J.B. (1997). Influência do ambiente tropical em lodos gerados na estação de tratamento de esgostos de Barueri-SP: comportamento dos metais pesados. Rev. Bras. Geociências, 27, (4):355-364.
ASSUNÇÃO, J.C.B. e SÍGOLO, J.B. (1998). Evolução geoquímica de lodos gerados na ETE de Barueri, SP: efeitos de sua exposição ao clima tropical. Revista Geochimica Brasiliensis, 12 (1/2):001-016.
BRAUN, O.P.G. (1971). Contribuição a geomorfologia do Brasil Central. IBGE. Rev.Bras.Geog. ano 32, 3,3-39.
BULLOCK, P.; FEDEROFF, M.; JONGERIUS, A.; STOOPS, G.; TURSINA, T.; BABELU, U. (1985). Handbook for soil thin section description. Waine Research Publications, England, 157p.
CURI, N.; LIMA, P.C.; LEPSCH, I.F. (1985). Terminologia de micromorfologia do solo. Bol.Inst.Soc.Bras.Ciênc.Solo. 2,33-43. SP.
FASSBENDER, H. W. and BORNEMISZA, E. (1987). Química de Suelos. 2a. Ed. Revis. Coll. Libros y Mat. Ed. Inst. Interam. Coop. Agric. (IICA)-San José, Costa Rica, 420p.
FITZPATRICK, E.A. (1980). The micromorfophology of soils. Aberdeen Univ., 186p.
GOLDICH, S.S. (1938). A study in rock-weathering. Jour. Geology, 46:17-58.
KING, L.C. (1956). A geomorfologia do Brasil Oriental. Rev.Bras.Geog. ano XVIII, 2:147-265.
RESENDE, M; CURI, H. e SANTANA, D.P. (1988). Pedologia e fertilidade do solo, interações e aplicações. Min. Ed., Lavras-MG, ESAL, 81p.
SÍGOLO, J.B. e BOULANGÉ, B.J. (1987). Caracterização das fácies de alteração de uma topossequência no Maciço alcalino de Passa Quatro-MG, Rev. Bras. Geoc. 17(3):269-275.
SÍGOLO, J.B. e OHNUMA, C.S. (1996). Provável modelo de origem e evolução dos horizontes ferruginosos da Bacia de São Paulo com base na geoquímica de superfície. Bol. Inst. Geoc., série Científica, nº 27, 137-149.
SÍGOLO, J.B. (1998). Aplicação da geoquímica de superfície na análise da mobilidade e concentração de metais pesados em abiente tropical. Tese de Livre-Docência, Instituto de Geociências da USP, 216p.
STOOPS, G.; ALTMULLER, H.J.; BISDON, E.B.A.; DELVIGNE, J.; DOBROVOLSKY, V.V.; FITSPATRICK, E.A.; PANEQUE, P.; SLEEMAN, J. (1979). Guideline for the description of mineral alterations in soil micromorphology. Pedologie, XXIX, 1, Guent, 121-136.
TARDY, Y. (1987). Les cycles de l'eau. Climats, paléoclimats et géochimie globale. Masson, Paris, 338p.
TARDY, Y. (1991). Programme PIRAT - Programme Interdisciplinaire de Recherches de Biogéodynamique Tropicale Périatlantique. Géoquimie des latérites d'Afrique et reconstituitions paléoclimatiques. Theses, publications e rapports.
TARDY, Y. (1993). Petrologie des laterites et des sols tropicaux. Masson, Editeur, Paris, France.
 

Clique para consultar os requisitos para GSA0494

Clique para consultar o oferecimento para GSA0494

Créditos | Fale conosco
© 1999 - 2020 - Superintendência de Tecnologia da Informação/USP