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Júpiter - Sistema de Graduação

Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"
 
Economia Administração e Sociologia
 
Disciplina: LES0177 - História Social e Ambiental do Brasil
Brazilian Social and Environmental History

Créditos Aula: 2
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 30 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2016 Desativação:

Objetivos
Pretende-se levar o aluno a:1) Compreender e explicar o que é História Ambiental como modalidade teórico-metodológica; 2) Compreender que sociedade e natureza são construídos historicamente e não fenômenos universais e atemporais; 3) Compreender como muitos dos problemas que são colocados hoje mediante preocupações ambientais estão relacionados à forma como se construiu historicamente a relação entre homem e natureza no Brasil.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
5594340 - Adalmir Leonidio
 
Programa Resumido
História do agro e do desmatamento; História dos conhecimentos e visões sobre o mundo natural; História das leis e posturas em relação ao meio ambiente.
 
Environment and deforestation history; History of knowledge and views about the natural world; History of laws and attitudes towards the environment.
 
 
Programa
1) Questões metodológicas: O que é história ambiental; 2) Período colonial: História do agro e do desmatamento, relacionada ao “sentido” inicial da colonização; Os cronistas e a visão de natureza predominante; A Época Pombalina e a introdução das ciências naturais;3) Período imperial: A presença dos naturalistas no Brasil e a visão de natureza correlata; As novas sensibilidades: a construção de jardins botânicos, parques públicos, preocupações preservacionistas; as sensibilidades românticas; A construção de cidades, o crescimento urbano e seus impactos; A introdução de máquinas na agricultura, o fim do trabalho escravo e as modificações na agricultura; 4) O período republicano: A industrialização e seus impactos; O higienismo; O período Vargas e a criação dos primeiros parques nacionais como áreas de preservação; O período da ditadura e a Revolução Verde na agricultura
 
 
 
Avaliação
     
Método
a) MÉTODO:
A avaliação será constituída de duas provas escritas bimestrais mais uma prova substitutiva/optativa e da elaboração e apresentação em grupo de um trabalho, cujo tema será de livre escolha.
Critério
b) CRITÉRIO:
As provas bimestrais terão peso 2,5 cada uma no cômputo da avaliação do desempenho dos alunos.
O trabalho de iniciação à pesquisa científica, a ser realizado em grupo, terá peso 5,0 e será assim distribuído: peso 1,0 para o projeto, peso 2,0 para o trabalho escrito e peso 2,0 para a apresentação do mesmo.
Norma de Recuperação
c) NORMA DE RECUPERAÇÃO:
A recuperação dos alunos, a ser realizada em data determinada pela seção de graduação, constará apenas de uma prova dissertativa sobre temas constantes do programa ministrado no semestre. Eventualmente, essa prova escrita poderá ser complementada ou transformada em prova oral, abrangendo em ambos os casos o total do programa ministrado.
 
Bibliografia
     
7. BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALIMONDA, Hector. “Uma herencia em Comala: apuntes sobre ecología política latinoamericana y la tradición marxista”, Ambiente e Sociedade, n. 9, Campinas, jul./dez. 2001.
BELLO, Júlio (1873-1951). Memórias de um senhor de engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938.
CABRAL, Diogo de Carvalho. “Produtores rurais e indústria madeireira no Rio de Janeiro do final do século XVIII”, Ambiente e Sociedade, v. 7, n. 2, Campinas, jul./dez. 2004
CARVALHO, José Murilo de. O motivo edênico no imaginário social brasileiro, Ciências Sociais, v. 13, n. 38, 1998, pp. 63-81
CORRÊA, Dora Shellard. Os índios e a paisagem em Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr., Revista Unifieo 1, n. 2, 1999, pp. 211-222.
CUNHA, Euclides da. Um paraíso perdido. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994.
DRUMMOND, José Augusto. Devastação e preservação ambiental no Rio de Janeiro. Niterói: Ed. UFF, 1997.
DRUMMOND, José Augusto. “A história ambiental: temas, fontes e linhas de pesquisa”, Estudos Históricos, v. 4, n. 8, 1991, pp. 177-197
DRUMMOND, José Augusto. O sistema brasileiro de parques nacionais. Niterói: Ed. UFF, 1997.
DRUMMOND, José Augusto. A visão conservacionista (1920-1970). In: O ambientalismo no Brasil: passado, presente e futuro. São Paulo: Instituto Socioambiental/Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, 1997.
DEAN, Warren. “A botânica e a política imperial: a introdução e a domesticação de plantas no Brasil”, Estudos Históricos, v. 4, n. 8, 1991, pp. 216-228.



DEAN, Warren. A ferro e fogo – a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.DUARTE, Regina Horta. História e natureza. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.FRAGA, M. V. G. A questão florestal ao tempo do Brasil colônia. Anuário Brasileiro de Economia Florestal, n. 3, 93, 1960.FREYRE, Gilberto. Nordeste: aspectos da influência da cana sobre a vida e a paisagem do nordeste do Brasil. São Paulo: Global, 2004 (1937).HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.HOLANDA, Sérgio Buarque de. Monções. São Paulo: Brasiliense, 2000.HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.HOLANDA, Sérgio Buarque de. Visão do paraíso. São Paulo: Brasiliense, 2000.LADURIE, Emmanuel Le Roy. O clima: história da chuva e do bom tempo. In: LE GOFF, Jacques. História: novos objetos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.LEFF, Henrique. “História Ambiental”. In: Saber ambiental. Petrópolis: Vozes, 2001.LEONARDI, Victor. Os historiadores e os rios: natureza e ruína na Amazônia brasileira. Brasília: UnB, 1999.LEONEL, Mauro. A morte social dos rios. São Paulo: Perspectiva, 1998.LOSADA, Janaina Zito. Desejos e melancolias: uma história da idéia de natureza no Brasil, 1839-1870. Petrópolis: UCP, 1998.PÁDUA, José Augusto. Um sopro de destruição. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.PRADO Jr., Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1995.TORRES, Alberto. As fontes da vida no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 1990.TURNER, Frederick. Espírito ocidental contra a natureza. Rio de Janeiro: Campus, 1990.WORSTER, Donald. “Para fazer história ambiental”, Estudos Históricos, v. 4, n. 8, pp. 198-215.WORSTER, Donald. “Transformações da terra: para uma perspectiva agroecológica na história”, Ambiente e Sociedade, v. 5, n. 2, Campinas, 2003.VILLA, Marco Antonio. Vida e morte no sertão. História das secas no nordeste nos séculos XIX e XX. São Paulo: Ática, 2000.
 

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