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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Faculdade de Medicina
 
Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional
 
Disciplina: MFT0724 - Terapia Ocupacional em Saúde Mental e Atenção Psicossocial II
Occupational Therapy in Mental Health and Psychosocial Care II

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 15/07/2020 Desativação:

Objetivos
Introduzir o aluno ao estudo dos princípios, modelos, estratégias e instrumentos que orientam as ações da Terapia Ocupacional em Saúde Mental no contexto da rede de atenção psicossocial. Para tanto é necessário conhecer as orientações as bases da abordagem psicossocial em Terapia Ocupacional e a multidimensionalidade das problemáticas e necessidades das pessoas com transtorno mental e problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Conhecer as orientações para a construção de projetos terapêuticos centrados na pessoa e voltados para a inclusão e participação social.  Requer também, o estudo das concepções, metodologias e instrumentos da Terapia Ocupacional Psicossocial no cuidado às pessoas com transtorno mental e pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas no contexto do trabalho em equipe interprofissional...
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
4936297 - Daniela Oliveira de Carvalho Verissimo e Melo
88242 - Elisabete Ferreira Mângia
 
Programa Resumido
I. A Terapia Ocupacional em saúde mental: modelos, abordagens e tendências atuais.
II. A Terapia Ocupacional Psicossocial: principais conceitos e diretrizes.
III. Terapia Ocupacional Psicossocial e os processos de construção e exercício da cidadania como pré-condição para o cuidado.
IV. A Terapia Ocupacional nas redes e no trabalho Interprofissional colaborativo.
V. Projetos Terapêuticos Singulares: conceitos, processos e principais instrumentos.
VI. O cuidado às pessoas com transtornos mentais graves e com necessidades decorrentes do uso de substâncias. 
VII. Terapia Ocupacional: o trabalho e a produção de valor.
 
 
 
Programa
I. A construção da Terapia Ocupacional em saúde mental: história e tendência atuais (modelos sociocultural, psicodinâmico, psicossocial e o paradigma da ocupação).
II. Modelos e abordagens da Terapia Ocupacional Psicossocial (prática centrada na pessoa, contexto e história), vínculo, autonomia, contratualidade e inclusão social como meta central, papel ativo dos sujeitos.
III. Construção de relações de parceria e o exercício da cidadania.
IV. Processos de acolhimento, convivência, entrevista, avaliação e planejamento do cuidado em Terapia Ocupacional Psicossocial.
V. A Terapia Ocupacional Psicossocial nas redes de serviços comunitários de saúde mental e o trabalho em equipe.
VI. A construção de projetos Terapêuticos Singulares: conceitos estruturantes, processos de avaliação e planejamento, estratégias de implementação, instrumentos da prática centrada no cliente (WHODAS, MODELO CANADENSE...).
VII. O cuidado às pessoas com transtorno mental grave e às pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas (redução de fatores de risco e ampliação de fatores de proteção, atenção à crise, open dialogue, redução de danos, redes sociais. 
VIII. Terapia Ocupacional psicossocial: a questão do trabalho e da produção de valor.
 
 
 
Avaliação
     
Método
O curso se apoia em metodologia participativa e cada encontro é dividido em 2 períodos: 1º diálogo conduzido pelo professor e 2º trabalho em pequenos grupos com orientação e acompanhamento. Assim desenvolve: - Exposição dialogada orientada por bibliografia; - Trabalho em grupo; - Elaboração grupal e individual de roteiros com questões norteadoras a cada aula - Monitoramento e orientação individual e grupal da leitura e redação de textos; - Utilização de recursos áudio visuais.
Critério
Avaliação continuada individual e grupal de acordo com os seguintes critérios: -participação nas atividades propostas; - assiduidade e pontualidade; - cumprimento das atividades solicitadas; - entrega de portifólio individual em 3 momentos -avaliação da leitura-escrita; - auto avaliação e avaliação grupal
Norma de Recuperação
Os alunos que obtiverem nota inferior a 5 e superior a 3 na primeira avaliação terão oportunidade de realizar segunda avaliação de acordo com o calendário escolar.
 
Bibliografia
     
1.	BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de Crack, Álcool e Outras Drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt3088_23_12_2011_rep.html.
2.	BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Guia estratégico para o cuidado de pessoas com necessidades relacionadas ao consumo de álcool e outras drogas: Guia AD. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 100 p. Disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2015/dezembro/15/Guia-Estrat--gico-para-o-Cuidado-de-Pessoas-com-Necessidades-Relacionadas-ao-Consumo-de---lcool-e-Outras-Drogas--Guia-AD-.pdf.
3.	Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 64 p. : il. color. – (Série B. Textos Básicos de Saúde    
4.	Finlay, L.  The Practice of Psychosocial Occupational Therapy, 3rd Ed.,Nelson Thornes LTD, UK, 2004
5.	MÂNGIA, E. F. ; MURAMOTO, Melissa Tieko . Redes sociais e construção de projetos terapêuticos: um estudo em serviço substitutivo em saúde mental. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v. 18, p. 54-62, 2007.
6.	MÂNGIA, E.F , NICÁCIO, M  F.S  Terapia Ocupacional em Saúde Mental: tendências principais e desafios contemporâneos. In: CARLO, Marysia M.r. Prado de; BARTALOTTI, Celina Camargo. (Org.). Terapia Ocupacional no Brasil. São Paulo, 2001, p. 63-80.
7.	MÂNGIA, E.F Contribuições da abordagem canadense “Prática de Terapia Ocupacional Centrada no Cliente” e dos autores da desinstitucionalização italiana para a  Terapia Ocupacional em saúde mental. Revista de Terapia Ocupacional da USP, São Paulo, v. 13, n. 3, p.127-34, ago./dez., 2002. 
8.	MANGIA, Elisabete Ferreira  e  BARROS, Juliana de Oliveira. Projetos terapêuticos e serviços de saúde mental: caminhos para a construção de novas tecnologias de cuidado Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo [online]. vol.20, n.2, pp. 85-91. 2009.
9.	Pontes, T. B.; Polatajko, H. Habilitando ocupações: prática baseada na ocupação e centrada no cliente na Terapia Ocupaciona Cad. Ter. Ocup. UFSCar, São Carlos, v. 24, n. 2, p. 403-412, 2016
10.	SARACENO, B Libertando Identidades. Da reabilitação Psicossocial à cidadania possível, Belo Horizonte, Instituto Franco Basaglia/TeCorá,.1999. (Cap. 1,2,3 e 6)
11.	Thornicroft, G.; Tansela, M. Boas Práticas em Saúde Mental Comunitária (Tradução: Melissa Muramoto). Barueri: Ed. Manole; 2009..
12.	OMS/OPAS Relatório sobre a saúde no mundo- 2001. Saúde Mental: Nova concepção, Nova esperança,. Gráfica Brasil, Organização Mundial da Saúde, 2001.
13.	NICÁCIO, F; MÂNGIA, E.F.; GHIRARDI, M.I. Projetos de inclusão no trabalho e emancipação de pessoas em situação de desvantagem: uma discussão de perspectivas. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v. 16, n. 2, p. 62-6, 2005.

Bibliografia Complementar


1.	AMERICAN OCCUPATIONAL THERAPY ASSOCIATION, A. Estrutura da prática da Terapia Ocupacional: domínio & processo - 3ª ed. traduzida. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v. 26, n. esp, p. 1-49, 24 abr. 2015.  Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rto/article/view/97496/96423
2.	BRASIL. I Conferência Temática de Cooperativismo Social. Trabalho e direitos: cooperativismo social como compromisso social, ético e político. Relatório final. 
3.	Brasil. Ministério da Saúde Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. / Departamento de atenção básica,coordenação geral de saúde mental coordenação de gestão da atenção básica,Circular Conjunta n . 01/03, de 13/11/03.Saúde mental e atenção básica o vínculo e o diálogo necessários. Disponível em  http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/diretrizes.pdf
4.	BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Relatório Final do GT Saúde Mental e Economia Solidária, instituído pela Portaria Interministerial n. 353 de 7 de março de 2005. Brasília, 2006. 32 p. 
5.	Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Equipe de referência e apoio matricial / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
6.	Brasília, 2010. 17 p. BRASIL, LEIS, etc. Lei 9867, de 10 de novembro de 1999.“Dispõe sobre a criação e o funcionamento das Cooperativas Sociais, visando à integração social dos cidadãos conforme especifica”. 
7.	Campos , G. W. S. ; Domitti, A.C. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(2): 
8.	DELGADO, P.G.G. Saúde mental e direitos humanos: 10 anos da lei 10.216/2011. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 63, n.2, p. 114-21, 2011. 
9.	DELL’ACQUA, G. & MEZZINA, R. Resposta à crise: estratégia e intencionalidade da intervenção no serviço psiquiátrico territorial. In: DELGADO, J. (org.) A loucura na sala de jantar. São Paulo, 1991. p. 53-79. 
10.	Emerson Elias Merhy* A perda da dimensão cuidadora na produção da saúde uma discussão do modelo assistencial e da intervenção no seu modo de trabalhar a assistência, disponível em http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/
11.	ENOTHE Citizenship: exploring the contribution of Occupational Therapy disponível em http://www.enothe.eu/activities/meet/ac13/CITIZENSHIP_STATEMENT_ENGLISH.pdf
12.	Kielhofner, Clark, et all Position Paper: Occupation, The American Journal of Occupational Therapy, Nov/dez 1995. Volume 49. Nº10.
13.	KINKER, F.S. Trabalho como produção de vida. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v. 8,n. 1, p.42-8, jan./abr., 1997. 
14.	MÂNGIA, E. F. ; Castiilho, J.P.L.V. ; DUARTE, V. R. E. . A construção de projetos terapêuticos: visão de profissionais em dois centros de atenção psicossocial. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v. 17, p. 87-98, 2006.
15.	MÂNGIA, E. F. ; MURAMOTO, Melissa Tieko . Integralidade e construção de novas profissionalidades no contexto dos serviços substitutivos de saúde mental. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v. 17, p. 115-122, 2006.
16.	MÂNGIA, E.F, Rosa, C.A. Desinstitucionalização e Serviços Residenciais Terapêuticos Revista de Terapia Ocupacional da USP, São Paulo, v. 13, n. 2, p.71-7, maio/ago. 2002.
17.	NICÁCIO, F; CAMPOS, G.W.S. A complexidade da atenção às situações de crise: contribuições da desinstitucionalização para a invenção de práticas inovadoras em saúde mental. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v. 15, n. 2, p. 71-81, maio/ago., 2004. 
18.	Polatajko H.J.  ,The evolution of our occupational perspective: The journey from diversion through therapeutic use to enablement.
19.	SARACENO, B; ASIOLI, F; TOGNONI, G. Manual de Saúde Mental. São Paulo, HUCITEC, 1994.
20.	TYKANORI, R. Contratualidade e reabilitação psicossocial. In: PITTA, A (org.) Reabilitação Psicossocial no Brasil. São Paulo, Hucitec, 1996. p. 55-9. 
21.	WFOT Position Statement  Abordagem Centrada no Cliente em Terapia Ocupacional
22.	WFOT Position Statement – Occupational Science Revised (2005). Disponível em 
23.	WFOT Position Statement  on Occupational Therapy
24.	WFOT Position Statement  Scope and Extension of Practice
25.	WHO. Organization of Services For Mental Health. Mental Health Policy and Service Guidance Package. 2003. Disponível em: http://www.who.int/mental_health/resources/en/Organization.pdf)
26.	Wilcock, A.A. Occupation for Health', British Journal of Occupational Therapy, August 1998. 61(8
 

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