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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Pró-Reitoria de Graduação - Cursos Interunidades
 
Pró-Reitoria de Graduação
 
Disciplina: PRG0024 - Relações de Gênero, Desigualdades e Desafios na Formação Profissional Contemporânea
Gender Relations, Inequalities and Challenges in the Contemporary Professional Qualification

Créditos Aula: 2
Créditos Trabalho: 1
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2022 Desativação:

Objetivos
Apresentar e discutir conceitos centrais dos estudos de gênero com o objetivo de oferecer aos alunos subsídios para a reflexão, a leitura analítica, a compreensão e a transformação das relações no ambiente universitário, no campo do exercício profissional e na sociedade. A partir da perspectiva dos direitos humanos e privilegiando abordagens que articulem gênero a outros marcadores sociais como classe, raça e sexualidade, a disciplina tem como foco analisar as desigualdades sociais e as políticas vigentes, visando a contribuir para a qualificação acadêmica e profissional, a prevenção da violência e a promoção da equidade de gênero.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
137531 - Ana Flavia Pires Lucas D Oliveira
2089959 - Eunice Aparecida de Jesus Prudente
4972180 - Fabiana Cristina Severi
878351 - Gislene Aparecida dos Santos
2085145 - Maria Arminda do Nascimento Arruda
2087540 - Silvia Pereira de Castro Casa Nova
 
Programa Resumido
Introdução e discussão dos fundamentos teóricos dos estudos de gênero a partir de uma abordagem interseccional e de direitos humanos na qual os alunos terão acesso a conceitos e recursos de análise da sociedade brasileira, do ponto de vista histórico até a atualidade. O programa retratará como tais perspectivas incidem na organização familiar, nas relações institucionais e acadêmicas, no acesso a direitos fundamentais e no mundo do trabalho.O curso aliará o conhecimento da produção científica com as relações cotidianas no ambiente universitário e no âmbito profissional, incentivando a observação da perspectiva de gênero de modo mais amplo em suas áreas de atuação e em suas relações sociais.
 
 
 
Programa
1- Histórico e teorias da produção do conhecimento nos estudos de gênero. 2- Análises feministas e decoloniais. 3- Estereótipos de gênero. 4- Gênero, interseccionalidades e desigualdades sociais. 5- Direitos humanos e acesso à justiça em perspectiva de gênero. 6- Violência doméstica, gênero e a Lei Maria da Penha. 7- Estudos sobre gênero, feminilidades e masculinidades. 8- Parentalidade, novos arranjos familiares e mudanças culturais. 9- Gênero, saúde e direitos sexuais e reprodutivos. 10- Gênero, trabalho e justiça econômica. 11- Gênero e produção cultural. 12 - Gênero e educação. 13- O papel das universidades na produção de conhecimento e de políticas públicas equalitárias.
 
 
 
Avaliação
     
Método
A avaliação consistirá em um conjunto de atividades, incluindo questionários sobre as videoaulas, entrevistas com especialistas, fóruns ou painéis de discussão, exercícios de aplicação dos conteúdos do programa, estudos de casos, leituras e vídeos complementares, participação em seminários e palestras de conteúdos relacionados à disciplina, revisão de atividades realizadas pelos pares e elaboração de recursos voltados à difusão de conhecimentos. A programação das atividades avaliativas será divulgada no início da disciplina.
Critério
Serão considerados aprovados os alunos que assistirem a no mínimo 75% das videoaulas, palestras, seminários e demais conteúdo online e obter ao menos 70% de aprovação nas atividades avaliativas, questionários, exercícios, participação na revisão por pares e elaboração de recursos voltados à difusão de conhecimentos.
Norma de Recuperação
Dada a natureza da disciplina, não há possibilidade de recuperação.
 
Bibliografia
     
ALMEIDA, Silvio Luiz. Racismo estrutural. SPaulo: Boitempo, 2019 ARENDT, Hannah. Dignidade da política, A. Org. Antonio Abranches, trad. Helena Martins e outros, Rio de Janeiro. Relume Dumara, 1993 BANDEIRA, L. A contribuição da crítica feminista à ciência. Revista Estudos Feministas. vol. 16, n.º 1, p. 207-228, jan.-abr. 2008. Bell Hooks. E eu não sou uma mulher?: Mulheres negras e feminismo. Bell Hooks. O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras BLAY, E. A.; AVELAR, L. 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile: a construção das mulheres como atores políticos e democráticos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2017. COMPARATO, Fabio Konder. Afirmação histórica dos direitos humanos, SPaulo: Saraiva, 1999 CONCEIÇÃO, Isis Aparecida. Racismo estrutural e penas alternativas - os limites dos direitos humanos acríticos, S Paulo, Juruá, 2019 GONÇALVES, A. L. História & gênero. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. HARAWAY, D. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, n.º 5, p. 07-41, 1995. HARDING, S. A instabilidade das categorias analíticas na teoria feminista, Estudos Feministas. vol.7, nº 1., p. 7-31, 1993. HILL COLLINS Patricia. Black feminist thought. New York, Routledge, 1990 KERGOAT, D. Divisão sexual do trabalho e relações sociais de sexo. In:HIRATA, Helena et al (orgs). Dicionário crítico do feminismo. São Paulo: Unesp, 2009. p. 67-75. LETA, J. As mulheres na ciência brasileira: crescimento, contrastes e um perfil de sucesso. Estudos Avançados. São Paulo, vol. 17, nº. 49, p. 271-284, 2003. Lélia Gonzalez (Autor), Flavia Rios (Compilador), Márcia Lima (Compilador). Por um feminismo afro-latino-americano LOMBARDI, M. R. Engenheira e gerente: desafios enfrentados por mulheres em posições de comando na área tecnológica in A. de O. Costa et alii (orgs.). Mercado de trabalho e gênero: comparações internacionais. Rio de Janeiro: FGV, 2008. LÖWY, I. Ciências e Gênero in Helena Hirata [et. al.] (orgs.). Dicionário Crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009, p. 41. PEDRO, J. M. Traduzindo o debate: o uso da categoria gênero na pesquisa histórica. São Paulo: História, vol. 24, n.1., p. 77-98, 2005. PRUDENTE, Eunice Aparecida de Jesus. Educação em direitos - um caminho para a igualdade racial. IN Revista Brasileira de Filosofia, (Homenagem ao Professor Celso Lafer), ano 60, N. 236, jan-jun, 2011, p. 35-69 RIBEIRO, D. Quem tem medo do feminismo negro?. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. SANTANA, Bianca. Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2021 SANTOS, Gislene Aparecida . Reconhecimento, utopia, distopia. Os sentidos da política de cotas raciais. S Paulo. Annablume / FAPESP, 2012 SCHIENBINGER, L. O Feminismo Mudou a Ciência?. Bauru/SP: EDUSC, 2001. SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Porto Alegre: Educação & Realidade. vol. 16, nº 2, p. 5-22, jul.-dez. 1990. SIMÃO, Calil. Estatuto da Igualdade Racial: comentários doutrinários. Leme. J.H. Mizuno, 2015 VIGOYA, M.V. As cores da masculinidade: experiências interseccionais e práticas de poder na Nossa América. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2018. http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/111/95/491-2 https://www.blogs.unicamp.br/mulheresnafilosofia/wp-content/uploads/sites/178/2020/03/PDF-G%C3%AAnero.pdf https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistaceaju/article/view/32195/25680 http://www.onumulheres.org.br/noticia/publicacoes/fim-da-violencia/ Luiza Barrios: Nossos feminismos revisitados. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/16462 Sueli Carneiro: Mulheres em movimento https://www.scielo.br/j/ea/a/Zs869RQTMGGDj586JD7nr6k/?lang=pt&format=pdf Paul B. Preciado: Multidões Queer https://www.scielo.br/j/ref/a/yvLQcj4mxkL9kr9RMhxHdwk/?lang=pt J. Butler: Your Behavior Creates Your Gender https://www.youtube.com/watch?v=Bo7o2LYATDc Amelia, Autor: Mario Lago, Intérpretes: Ataulfo Alves, Noite Ilustrada Nega maluca, Autores: Evaldo Ruy e Fernando Lobo, Intérprete: Linda Batista Maria moita, Autores: Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, Intérprete: Marilia Medalia Homenagem ao malandro, Autor: Chico Buarque de Holanda
 

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