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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Instituto de Psicologia
 
Psicologia Social e do Trabalho
 
Disciplina: PST3674 - Linguagem e Psicologia Social: Subsídios Gestaltistas e Fenomenológicos
Languange and Social Psychology: subsidies in Gestalt Psychology and Phenomenology

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 2
Carga Horária Total: 120 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2014 Desativação:

Objetivos
Levar o aluno: 1) a uma revisão fenomenológica do conceito de estrutura em Psicologia da Gestalt; 2) ao exame fenomenológico-gestaltista do discurso falado e do discurso escrito. Estas duas tarefas apoiadas especialmente por textos de Alfredo Bosi, Emmanuel Lévinas, Maurice Merleau-Ponty e Paul Ricoeur. Levá-lo também: 3) a um exame político da conversa livre entre cidadãos letrados e cidadãos iletrados; 4) a um exame metodológico do recurso a entrevistas na pesquisa de campo em Psicologia Social. Estas últimas duas tarefas, por sua vez, sobretudo apoiadas por textos de Hannah Arendt, de Ecléa Bosi e por uma experiência de conversa ou entrevista.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
56695 - Jose Moura Goncalves Filho
 
Programa Resumido
1) A linguagem e o problema das origens; 2) o triângulo semiótico sob perspectiva fenomenológica; 3) a mensagem e o enigma: breve capítulo psicanalítico; 4) linguagem e política; 5) registro e discussão de conversa ou entrevista.
 
 
 
Programa
Parte teórica:
1) A linguagem e o problema das origens:
a) trocas mecânicas, orgânicas e simbólicas;
b) percepção e linguagem;
c) o som e o sentido;
d) a voz e o silêncio; falar ao rosto (o dizer);
e) metáfora e metonímia: figuras de percepção e figuras de linguagem.

2) O triângulo semiótico sob perspectiva fenomenológica:
a) significante, significado e referente;
b) signos simples e signos articulados: sinais, índices, ícones e palavras;
c) os signos metonímicos e os signos metafóricos;
d) língua e fala (código e mensagem);
e) sincronia e diacronia;
f) frase e discurso: evento, predicação e significação.

3) A mensagem e o enigma: breve capítulo psicanalítico.

4) Linguagem e política:
a) ação e palavra.
b) a conversa livre, a entrevista e a desigualdade de classes;
c) a conversa, o depoimento oral, o depoimento transcrito;
d) a interpretação de depoimentos como tarefa política.

Parte prática:
5) Registro e discussão de conversa ou entrevista.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Atividades didáticas: Parte teórica: aulas expositivas e dialogadas. Parte prática: instrução de leituras, resenhas e trabalho de campo.

Atividades discentes: Leituras, resenhas e trabalho de campo (conversa e seu exame político; ou entrevista e seu exame metodológico).
Critério
Qualidade das resenhas e do trabalho de campo
Norma de Recuperação
Nova apresentação de resenhas e trabalho julgados insuficientes.
 
Bibliografia
     
Bibliografia básica:

ARENDT, H. "A ação". In: A condição Humana. Rio: Forense Universitária, 1993.
BARTHES, R. Elementos de semiologia. São Paulo: Cultrix, 1974.
BOSI, A. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
BOSI, E. Cultura de massa e cultura popular. Petrópolis: Vozes, 1986.
EPSTEIN, I. O signo. São Paulo: Ática, 1991.
LÉVINAS, E. "A significação e o sentido". In: Humanismo do outro homem. Petrópolis: Vozes, 1993.
MERLEAU-PONTY, M. Signos. São Paulo: Martins Fontes,1991.
RICOEUR, P. Interpretation theory: discourse and the surplus of meaning.
Fort Worth: Texas Christian University Press, 1976.

Bibliografia complementar:

ARENDT, H. A condição Humana. Rio: Forense Universitária, 1993.
BARTHES, R. Aula. São Paulo: Cultrix, 1980.
BENJAMIN, W. Walter Benjamin [Flavio R. Kothe (org.)]. São Paulo: Ática, 1985 (col. Grandes Cientistas Sociais).
BOSI, A. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 2000.
BOSI, E. Memória e Sociedade - lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
BOSI, E. O tempo vivo da memória - ensaios de psicologia social. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.
ECO, U. "A estética da formatividade e o conceito da interpretação"; "O conceito de Gestalt na estética de Luigi Stefanini". In: A definição da arte. Lisboa: Martins Fontes, 1986.
JAKOBSON, R. Linguística e comunicação. Cultrix: São Paulo, 1969.
KEMPSON, R. M. Teoria semântica. Rio: Zahar, 1980.
LAPLANCHE, J. Teoria da sedução generalizada e outros ensaios. Porto Alegre: Artes Medicas, 1988.
LAPLANCHE, J. O inconsciente e o id. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
LÉVINAS, E. Ética e infinito. Lisboa: Edições 70, 1988.
LÉVINAS, E. Totalidade e infinito. Lisboa: Edições 70, 1988.
LÉVINAS, E. Humanisme de l'autre homme. Paris: Le Livre de Poche, 1990.
MERLEAU-PONTY, M. A estrutura do comportamento. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
MOURA, C. A. R. de "A cera e o abelhudo: expressão e percepção em Merleau-Ponty"; "Linguagem e experiência em Merleau-Ponty"; "Sensibilidade e entendimento na fenomenologia". In: Racionalidade e Crise - estudos de história da filosofia moderna e contemporânea. São Paulo: Discurso Editorial e Editora da UFPR, 2001.
PEIRCE, C. S. Semiótica e filosofia. São Paulo: Cultrix, 1972.
PEIRCE, C. S. Semiótica. São Paulo: Perspectiva, 1999.
REUTER, Y. A análise da narrativa. Rio, Difel, 2002.
RICOEUR, P. Tempo e Narrativa. São Paulo: Martins Fontes, 2010 (1983),v.1.
RICOEUR, P. La métaphore vive. Paris: Du Seuil, 2007 (1975).
SAUSSURE, F. de Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1971.
WEIL, S. "Álgebra". In: A gravidade e a graça. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
 

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