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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação


Escola de Engenharia de São Carlos
 
Hidráulica e Saneamento
 
Disciplina: SHS0306 - Climatologia Aplicada à Engenharia Ambiental
Climatology Applied to Environmental Engineering

Créditos Aula: 4
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 60 h
Tipo: Semestral
Ativação: 01/01/2007 Desativação:

Objetivos
Fornecer aos alunos as condições para aprender os conceitos de Meteorologia e de Climatologia Aplicada aos estudos relacionados ao Meio Ambiente e ao Ambiente Contruído. Além desse aspecto, procura-se considerar a atuação dos fenômenos da circulação atmosférica no trato com os dados climáticos obtidos em superfície (por meio da utilização de estações meteorológicas clássicas ou automáticas) necessários aos diferentes objetos de estudo e dos campos do conhecimento científico.
 
 
 
Docente(s) Responsável(eis)
2090141 - Francisco Arthur da Silva Vecchia
 
Programa Resumido
1) Introdução ao estudo do clima. Conceitos e definições: clima e tempo. Meteorologia e Climatologia. Transferência meridional de energia na Terra e a formação da circulação geral da atmosfera. As massas de ar atuantes no Brasil. Interpretação de fenômenos atmosféricos: tipos de massas de ar, frentes atuantes, vigor, duração e intensidade das massas de ar na retaguarda de frentes polares. Fundamentos e conceitos de física ambiental na atmosfera. Interpretação de imagens de satélites, acompanhamento das condições do tempo. Os elementos do clima e os fatores geográficos de modificação das condições do tempo. Os elementos do clima e os fatores geográficos de modificação das condições iniciais do clima. Sistemas de aquisição de dados meteorológicos: estações clássicas e automáticas. Noção de rítmo climático. Definição de episódios climáticos com base nos Tipos de Tempo aplicados à Engenharia Ambiental por meio de estudos e da análise do Meio Ambiente e do Ambiente Construído.....
 
 
 
Programa
1. Introdução ao estudo do clima. Conceitos e definições: clima e tempo. Meteorologia e Climatologia. 1.1. Conceito de rítmo climático. Clima como sucessão encadeada de tipos de tempo. Introdução aos conceitos de Climatologia Dinâmica. M. Sorre, P. Pedelaborde, C.A.F. Monteiro. 1.2. A gênese do clima: a circulação geral da atmosfera, a radiação solar e as correntes marítimas. 1.3. Circulação geral da atmosfera: balanço de energia na atmosfera, movimentos atmosféricos e o transporte meridional de energia e padrões de circulação de grande escala e clima. 1.4. Circulações regionais: a ZCIT e o Sudeste brasileiro. 1.5. Transferência meridional de energia na Terra e a formação da circulação geral da atmosfera; as três células de circulação: Hadley, Ferrel e a célula Polar. Circulação regional e o rítimo climático; flutuações e encadeamento sucessivo de tipos de tempo (meteorológico).
2. Massas de ar atuantes no Brasil. 2.1. Massas de ar continentais e oceânicas. 2.2. Massas equatoriais e tropicais. 2.3. Massas polares. 2.4. Formação de frentes, de frontogêneses e de ciclones extra-tropicais. Regiões fonte de massas de ar e regiões de passagens, conceito de Péguy (1955).
3. Interpretação de fenômenos atmosféricos: tipos de massas de ar, frentes atuantes, vigor, duração e intensidade das massas de ar na retaguarda de frentes polares.
4) Interpretação de imagens de satélites, acompanhamento das condições do tempo. 4.1. Metodologia de foto interpretação de imagens de fenômenos meteorológicos. Tipos de imagens: canal visível, infravermelho e de vapor, imagens realçadas e compostas; 4.2. Identificação dos distintos tipos de nuvens e de sistemas meteorológicos: Frentes, ciclones frontais e não frontais, anticiclones, vórtices de altos níveis, correntes de jato, ZCIT, ondas de leste, sistemas convectivos e linhas de instabilidade.
5. Os elementos do clima e os fatores geográficos de modificação das condições iniciais do clima. 5.1. Elementos do clima (temperatura e umidade do ar, regime de ventos predominantes, pluviosidade e radiação solar global). 5.2. Fatores geográficos de modificação das condições iniciais do clima (latitude, longitude, altitude e condições fisiográficas).
6. Sistemas de aquisição de dados meteorológicos: estações clássicas e automáticas. 6.1. Estações clássicas e os instrumentos de medição. 6.2. Estações automáticas, programas, sensores e instrumentos de comunicação de dados adquiridos.
7. Sistemas de aquisição de dados meteorológicos: estações clássicas e automáticas. 7.1. Estações clássicas e os instrumentos tradicionais de medição. Precisão e acurácia dos sensores utilizados em Climatologia. 7.2. Estações automáticas, programas e sensores e instrumentos de comunicação de dados adquiridos. Especificação de instrumentos de coleta de dados meteorológicos destinados à Engenharia Ambiental. 7.3. Prática de coleta de dados em superfície e vinculação com os sistemas atmosféricos atuantes na região.
8. Noção de rítmo climático. 8.1. A circulação secundária, os dados da superfície e a definição dos Tipos de Tempo, segundo concepção geográfica do clima. 8.2. O conceito de análise rítmica. A noção de rítmo e a definição de episódios representativos do fato climático. 8.3 O conceito de episódios representativos do fato climático. Aplicações em Engenharia Ambiental.
9. Definição de episódios climáticos com base nos Tipos de Tempo aplicados à Engenharia Ambiental por meio de estudos e da análise do Meio Ambiente e do Ambiente Construído (cidades e edificações). 9.1. Vinculação dos dados climáticos de superfície aos processos da circulação da atmosfera. Compreensão climática a partir de sua gênese, escala de abordagem no tempo e no espaço, fatores geográficos de modificação das condições iniciais do clima e, sobretudo, compreensão dos padrões de comportamento, cíclicos e sazonais, dos elementos do clima. 9.2. Análise de consistência de dados meteorológicos provenientes das Estações Climatológicas, Clássica e Automática, com sensores básicos dos elementos climáticos: radiação solar global, pressão atmosférica, pluviosidade, temperatura e umidade relativa do ar, direção e velocidade dos ventos (dois e quatro metros do solo). 9.3. Análise de episódios representativos, analisando-se a gênese do clima, os fatores geográficos de modificação das condições iniciais do clima e, finalmente, os elementos do clima. 9.4. Episódios característicos da transição primavera-verão, peculiares pela secura do ar, escassez de chuvas e reduzida nebulosidade. Importância das frentes polares na dispersão de poluentes, nessa época do ano. 9.5. Estudo do regime de ventos predominantes na região; direção e velocidade do vento.
10. Determinação de critérios para se estabelecer a escala de abordagem, no tempo e no espaço, dos fenômenos climáticos e de suas decorrências sobre o espaço físico, com base nas categorias taxonômicas de Monteiro (1978), Edlincher (1981) em Linacre (1986), Cuadrat (1991), Mclntyre (1980), entre outros. 10.1. Análise estatística de dados meteorológicos e conseqüente compreensão de seu signinficado em função do objeto de estudo, da escala tempo-espaço e discussão de sua representatividade e precisão. 10.2. A circulação regional da atmosfera e suas repercussões sobre os ambientes.
11. Os fenômenos meteorológicos e a saúde humana. Saúde ambiental e saúde humana. Princípios de Meteoestesia e Biometeorologia. Repercussões das condições do tempo sobre os ambientes e sobre os seres vivos.
12. Mudanças climáticas.
 
 
 
Avaliação
     
Método
Aulas práticas em campo e/ou experimentais em Laboratório Didático. Aulas previstas e o seu referido conteúdo estão dispostos nas 24 aulas pra'ticas propostas neste Programa de Atividades. Os métodos adotados são de caráter experimental e as atividades discentes se referem à caracterizaçãodo clima zonal, regional, local e microclimático, a identificação das flutuações do tempo (meteorológico), a quantificação dos valores de cada elemento climático de acordo com os sistemas atmosféricos dominantes sobre a região, com a confecção de planilhas eletrônicas e de gráficos acompanhados da utilização de imagens de satélite e de cartas de pressão atmosférica tomadas à superfície para a compreensão da dinâmica climática e de suas repercussões sobre o ambiente.
Critério
Provas escritas e trabalho semestral. As provas serão aplicadas em dois momentos do semestre, ao final dos dois primeiros meses e ao final dos dois últimos. Haverá uma prova de recuperação, denominada substitutiva, antes do final do referido semestre. O trabalho semestral deve ser apresentado na forma de textos (monografia individual ou em grupo de no máximo três alunos) acompanhado de apresentação oral. O trabalho final se trata de uma monografia que deve ter caráter sucinto e apresentar o debate das questões e dos temas principais abordados ao longo do semestre. Haverá apresentação oral e, ao final, debate com todos os alunos do curso.
Norma de Recuperação
Os critérios de avaliação da recuperação devem ser similares aos aplicados durante o semestre regular do oferecimento da disciplina;
1) A nota final (MF) do aluno que realizou provas de recuperação dependerá da média do semestre (MS) e da média das provas de recuperação (MR), como segue:
d) MF=5 se 5 ≤MR ≤ (10 - MS);
e) MF = (MS + MR) / 2 se MR > (10 – MS)
f) MF = MS se MR < 5.
2) O período de recuperação das disciplinas deve se estender do início até um mês antes do final do semestre subsequente ao da reprovação do aluno em primeira avaliação.
 
Bibliografia
     
AYLLÓN, Teresa - Elementos de meteorologia y climatologia. México, Trillas, 1996. ISBN: 968-5324-0.
CUADRAT, J. M. & PITA, M. F. (1997): Climatologia. Madrid, Ediciones Cátedra.
DEMILLO, Rob - Como funciona o clima. S. Paulo. Quark Books, 1998. ISBN: 85-7354-000-0.
EDLINCHER, W. - L'ilot de chaleur urbain d'Annecy. Quelques remarques sur le climat local d'une ville alpine - Revue de Geographie Alpine (Grénoble). Tome LXIX, 1981-3.
ESCOURROU, Gisèle - Climat et environnement: les facteurs locaux du climat. Paris, Masson S.A., 1981. (Colection Géographie).
GRISOLLET, H.; GUILMET, B.; ARLÉRY, R. - Climatologia: méthodes et pratiques. Paris, Gautiers-Villars & Cie, 1962. 401p. (Monographies de Météologie).
LOWRY, W.P. - Atmospheric ecology and Designners an Planners. New York, Van Nostrand Reinhold, 1991.
McINTYRE, D. A. - Indoor climate. London, Applied Science Publishers Ltd, 1980.
MEYNER, André - Climatologie et masses d'air. Paris, Information Géographique - 14e. année no. 01, janvrier/février, 1950.
MONTEIRO, Carlos Augusto de F. - A dinâmica climática e as chuvas de inverno na fachada Sul Oriental do Brasil: estudo geográfico sob forma de atlas. São Paulo, Instituto de Geografia-IGEOG USP, 1973.
MONTEIRO, Carlos Augusto de F. - A frente polar atlântica e as chuvas na fachada sul-oriental do Brasil: contribuição metodológica à análise rítmica dos tipos de tempo no Brasil. São Paulo, Instituto de Geografia-IGEOUP USP, Série Teses e Monografias no. 01, 1969.
MONTEIRO, Carlos Augusto de F. - Análise rítmica em Climatologia: problemas de atualidade climática e achegas para um programa de trabalho. São Paulo, Instituto de Geografia-IGEOG USP, Série Climatologia no. 01, 1971.
Notas Técnicas da "World Meteorological Organizational-WMO", publicadas no "World Climate Applications Programme Seires-WCAP".
OLGYAY, Victor - Design with climate. New Jersey, Princeton University Press, 1993.
OLIVER, J.E. - Climate and man's environment. New York, Wiley, 1973.
PEDELABORDE, Pierre - Introduction a l'etude scientifique du Climat. Paris, Société d/Editión d'Enseignement Supérior, 1970.
PÉGUY, Ch. P. - Précis de la climatologia. Paris, Masson & Cie., Editeurs, 1970.
SORRE, Maximilian - Le climat du bassin parisien: Essai d'une méthode rationelle de climatologie physique. Paris, Editions M. T. Leinin, 1957.
SORRE, Maximilien - Les fondements de la Géographie Humaine. Les fondements biologiques. Essai d'une écologie de l'homme, Tomo I. Paris, Armand Colin, 1951. 448pp.
SPIRN, Anne Whiston (1995): O jardim de granito: a Natureza do desenho da cidade. S. Paulo, EDUSP. ISBN: 85-314-0158-5.
STRAHLER, A. e STRAHLER A. Introduction Physical Geography. John Wiley & Sons, Inc. 1994.
VAREJÃO-SILVA, M.A. - Meteorologia e Climatologia. Brasília, INMET, Gráfica e Editora Stilo, 2000.
 

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